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Dois Jovens de 10 anos nos Estados Unidos, usam máquinas e trator John Deere, movimentam produção de milho gigante, com registro oficial no USDA e inspiram gente velha na agricultura

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 18/02/2026 às 13:10
Dois Jovens de 10 anos, usam máquinas e trator John Deere, movimentam acres de terra de produção agrícola de milho, com registro oficial no USDA EUA e viram símbolo de uma agricultura no campo e na cidade que não espera a idade chegar
O contraste dos jovens chama atenção: Jackson Laux, de Indiana, um menino de 10 anos do interior, operando máquina e colhendo números que muitos adultos comemorariam e Kendall Rae Johnson, de Atlanta, uma menina de 10 anos, no ambiente urbano que transformou um pedaço de terra em operação com registro oficial e projeto com prazo até 2027.
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O contraste dos jovens de 10 anos chama atenção: Jackson Laux, de Indiana, um menino do interior operando máquina e colhendo números que muitos adultos comemorariam e Kendall Rae Johnson, de Atlanta, uma menina no ambiente urbano que transformou um pedaço de terra em operação com registro oficial e projeto com prazo até 2027.

Agricultura costuma ser vista como trabalho de gente mais velha, com décadas de experiência e uma rotina pesada que começa antes do sol nascer. Só que dois jovens americanos estão virando assunto por inverter essa lógica com uma facilidade que chama atenção.

Jackson Laux tem 10 anos e vive em South Whitley, Indiana, uma cidade com menos de 2.000 habitantes no nordeste do estado, a oeste de Fort Wayne. Kendall Rae Johnson também tem 10 anos, mas cresce em Atlanta, no coração de uma das maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos. 

No mapa, as duas realidades parecem opostas. Na prática, elas se encontram na mesma coisa: agricultura feita de verdade, com terra, produção, vendas e responsabilidade.

O contraste chama atenção. Um menino do interior operando máquina e colhendo números que muitos adultos comemorariam. Uma menina no ambiente urbano que transformou um pedaço de terra em operação com registro oficial e projeto com prazo até 2027.

Quem são os dois jovens agricultores que viraram referência no campo e na cidade

Jackson tem um título que pouca gente imagina: ele é o Chief Tractor Kid da John Deere. O que faz isso virar notícia não é só a estética de criança com roupa de fazenda, mas o nível de conhecimento dele sobre equipamentos e lavoura.

Kendall Rae tem um marco ainda mais incomum. Aos 6 anos, ela obteve o farming tract ID, um identificador que permite que propriedades rurais participem de programas do USDA.

E ela ocupa um cargo de visibilidade: é a embaixadora jovem da National Urban Agriculture Initiative, uma iniciativa apoiada pelo USDA que segue até o verão de 2027.

Os dois ainda têm presença forte nas redes sociais. Jackson aparece como a voz do agricultor de cidade pequena. Kendall Rae surge como a voz da agricultura no meio urbano.

Essa combinação, campo e metrópole, é o tipo de contraste que faz muita gente parar para entender o que está acontecendo.

Dois acres com máquina em Indiana e 1 acre de produção urbana em Atlanta

Em Indiana, Jackson cultiva 2 acres na propriedade da avó, Laura Laux, a cerca de 5 milhas a leste de South Whitley. Ele não está só acompanhando um adulto. Ele toca o próprio projeto e participa das decisões.

O trator que ele usa é um John Deere 3020, comprado de um tio. A colheitadeira é uma Deere 6620, adquirida de um agricultor perto da aposentadoria.

Em 2025, ele plantou milho semente Stine 9755 20, descrito por ele como um híbrido mais novo.

Antes da colheita, Jackson já falava em metas de produtividade. Ele mirava 180 bushels por acre. Se chegasse a 210, disse que comemoraria muito. O resultado final foi 213 bushels por acre.

Em Atlanta, Kendall Rae trabalha em 1 acre no sudoeste da cidade, dentro da aGROWKulture Urban Farm.

A produção dela inclui milho doce, mel e folhas de couve que despertaram a paixão por plantar. E a venda não fica presa ao bairro.

Ela comercializa pela própria página usando a GrownBy, uma cooperativa de venda direta ao consumidor, além de aparecer em mercados pop up.

O que parecia improvável para muita gente é justamente isso: uma operação agrícola urbana ganhando forma com produto, vitrine e canal de venda, enquanto outra operação, no interior, ganha escala com máquina e colheita medida.

O que os números revelam e por que esses jovens surpreendem tanta gente

Quando os detalhes aparecem, a história fica ainda mais concreta. South Whitley tem menos de 2.000 habitantes.

Mesmo assim, dali sai um garoto de 10 anos conduzindo plantio em 2 acres, com trator e colheitadeira, e fechando 2025 com 213 bushels por acre em milho.

Atlanta é uma metrópole. Dentro dela, uma menina de 10 anos trabalha 1 acre, produz milho doce e mel, vende pela internet e em mercados, e ainda tem um registro oficial do USDA obtido aos 6 anos.

O prazo até 2027 também pesa. Kendall Rae não está em um projeto curto ou simbólico. Ela é embaixadora jovem de uma iniciativa apoiada pelo USDA que vai até o verão de 2027.

É um tempo suficiente para gerar influência, criar rotina e inspirar outras famílias.

O papel de avós e pais que mudou tudo, sem tirar a autonomia dos jovens

No caso de Jackson, a agricultura vem de família. Ele credita o amor por tratores e lavoura ao avô materno, Tracy Kuckuck, que cultiva grãos em South Whitley.

Jackson lembra de passar horas no trator com ele, sentado no apoio de braço, acumulando memórias e prática.

Os pais de Jackson também cresceram em fazendas. A mãe, Jessica Laux, em uma fazenda de leite. O pai, Joe Laux, em uma fazenda de porcos.

Eles não produzem mais, mas as histórias e a convivência com esse passado ajudaram a formar a vontade do filho de começar por conta própria.

Para Kendall Rae, a faísca veio ainda mais cedo. Ela diz que, aos 3 anos, a bisavó Kate ensinou como propagar couve, e ver algo pequeno virar algo grande foi marcante. 

O pai, Quentin Johnson, lembra que, quando ela viu a primeira couve crescer, passou a plantar qualquer semente que encontrava em vasos no pátio. Logo havia pimentões, tomates e pepinos se espalhando, sem treliça e sem estrutura.

A diferença é o que veio depois: os pais não podaram a vontade. Eles viraram suporte.

Quentin trabalha com Kendall Rae na fazenda. A mãe, Ursula Johnson, cuida da parte de negócios, entrevistas, ligações, anotações e do trabalho no computador, deixando a filha entrar quando quiser, sem obrigação. 

Ursula ainda rebate uma leitura comum: muita gente acha que os pais forçam por causa da idade, mas ela diz que é o contrário, os pais estão dentro porque a filha puxou o caminho.

Com Jackson, a lógica é parecida. Jessica cuida das redes sociais e agenda entrevistas. Joe ajuda nas negociações para compra de equipamentos.

Só que eles incluem Jackson nas decisões e reforçam que o dinheiro é dele, porque a produção é dele. O envolvimento começou cedo, com os pais ensinando e mostrando como tudo funciona.

O que pode acontecer agora e por que isso aponta para o futuro da agricultura

Além do impacto simbólico, existe um efeito prático: mais gente jovem olhando para agricultura como algo possível.

Jackson se vê como um garoto normal de 10 anos, mas deixa claro que quer trabalhar com agricultura. Ele agradece aos pais e incentiva outras crianças a começarem do jeito mais simples, até por um jardim em casa.

Kendall Rae também puxa pelo básico. Ela recomenda atividades simples, dentro ou fora de uma fazenda, como vermicompostagem ou plantar algo fácil, como tomates. Ela diz que já inspirou uma amiga, Sage, que começou um pequeno jardim.

A atuação dela vai além de plantar e vender. A fazenda oferece visitas escolares e mantém um programa chamado 2 Peas in a Pod, pensado para estimular a colaboração e conversa entre jovens e idosos de Atlanta, com a agricultura como cenário.

Ela também cita um caminho de financiamento ligado ao USDA: o youth loan, em que pessoas de 10 a 20 anos podem se qualificar para até 10.000 dólares para financiar projetos agrícolas que gerem renda.

Com a população de agricultores envelhecendo, colocar crianças e adolescentes dentro de projetos reais vira um sinal de futuro. E, nesse ponto, a história de Jackson e Kendall Rae chama atenção porque não tem fantasia. Tem terra, método, número e responsabilidade.

O que mais surpreende nessa história, o menino de 10 anos colhendo 213 bushels por acre em 2025 ou a menina de 10 anos com 1 acre urbano e registro no USDA desde os 6? Comenta aqui qual dos dois casos chamou mais atenção.

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Reginia Maria daSilva
Reginia Maria daSilva
25/02/2026 08:16

Achei superinteressante eles terem começado cedo a se interessar em ser ŕesponsaveis,e chegar onde chegaram,parabéns pelo trabalho e levar adiante o legado da família.

Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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