Doação feita por Ronald Sakolsky depois de reportagem da CCTV ajudou Yin Yuzhen a comprar mudas no deserto de Maowusu; décadas depois, a área reúne mais de 50 mil árvores e virou símbolo de combate à desertificação na China.
Mais de 50 mil árvores nasceram de uma doação de US$ 5 mil feita há décadas pelo americano Ronald Sakolsky à fazendeira chinesa Yin Yuzhen, que agora o convidou a visitar a floresta no deserto da Mongólia Interior.
Doação virou floresta onde havia areia
Yin Yuzhen, com 60 anos, vive no deserto de Maowusu, também chamado de deserto de Ordos, uma das quatro grandes áreas arenosas da China. Mudou-se para a região nos anos 1980, após se casar com morador local.
Desde então, passou a plantar árvores com o marido, enfrentando seca e ventos fortes. O trabalho ganhou visibilidade em 1999, quando foi mostrado pela CCTV.
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Na época, Sakolsky ensinava inglês na Luoyang No 2 Foreign Language School, em Henan. Sensibilizado pela história, doou US$ 5 mil à agricultora, valor que ela disse nunca ter visto antes.
Fazendeiro no deserto vira símbolo de persistência
Yin usou o dinheiro para comprar mudas e ampliar o plantio. Ela recordou que, quando Sakolsky visitou o local, encontrou uma paisagem tomada por areia amarela e reagiu dizendo que aquilo parecia impossível.
As mudas financiadas pela doação se transformaram, segundo Yin, em mais de 50 mil árvores adultas. No início de maio, ela pediu ajuda à escola de Henan para localizar o americano.
Em 17 de maio, o vice-diretor Bai Fan telefonou para Sakolsky e transmitiu o convite da família. O americano respondeu que seria “incrível” conhecer a floresta, embora a data da viagem ainda não tenha sido divulgada.
Caso ganha repercussão na China
A história atraiu atenção nas redes chinesas, onde usuários destacaram confiança, persistência e amizade popular entre China e Estados Unidos.
Ao fim de 2024, 53% das terras desertificadas manejáveis da China haviam sido tratadas, com redução líquida de 65 milhões de mu, cerca de 4,3 milhões de hectares.
Importância da proteção das florestas
Proteger as florestas é importante para o mundo porque elas sustentam parte essencial da vida no planeta. Elas ajudam a regular o clima, armazenam carbono, protegem rios, conservam a biodiversidade e mantêm serviços naturais que afetam diretamente alimentos, água, saúde e economia.
As florestas funcionam como grandes reguladoras do clima. Árvores absorvem carbono da atmosfera e ajudam a reduzir o avanço do aquecimento global. Quando uma floresta é derrubada ou queimada, parte desse carbono volta para o ar, agravando as mudanças climáticas.
Elas também protegem a água. Florestas ajudam a manter nascentes, rios e aquíferos, reduzem erosão do solo e contribuem para o ciclo das chuvas. Em muitas regiões, a perda de vegetação pode afetar a disponibilidade de água para cidades, agricultura e produção de energia.
Outro ponto central é a biodiversidade. Milhares de espécies de animais, plantas, fungos e microrganismos dependem das florestas para sobreviver. A destruição desses ambientes pode causar extinções e desequilibrar cadeias naturais inteiras.
As florestas ainda têm impacto direto na vida humana. Elas sustentam comunidades tradicionais, povos indígenas, atividades econômicas legais, turismo, pesquisas científicas e produção de alimentos e medicamentos. Proteger florestas não é apenas uma pauta ambiental; é uma medida de segurança climática, alimentar, hídrica e econômica.
Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pelo SCMP. O conteúdo contou com apoio de ferramentas de IA na organização editorial e passou por revisão humana antes da publicação.

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