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Do submarino nuclear ao Gripen, com 334 mil soldados, Exército, Marinha e Força Aérea ativos e indústria própria de defesa: entenda como o Brasil virou potência militar na América Latina e chegou ao 11º lugar no ranking global

Escrito por Ana Alice
Publicado em 12/01/2026 às 11:34
Atualizado em 12/01/2026 às 11:35
Brasil lidera poder militar na América Latina, com 334 mil militares, Gripen, submarino nuclear e indústria de defesa própria. (Imagem: Reprodução)
Brasil lidera poder militar na América Latina, com 334 mil militares, Gripen, submarino nuclear e indústria de defesa própria. (Imagem: Reprodução)
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Com efetivo numeroso, programas estratégicos em andamento e presença constante em rankings internacionais, o Brasil concentra capacidades militares que o diferenciam na América Latina, combinando estrutura das Forças Armadas, indústria de defesa e projetos de longo prazo.

O Brasil aparece como a principal potência militar da América Latina em rankings internacionais que comparam efetivo, meios, logística e capacidade industrial.

No Global Firepower, levantamento privado usado como referência em análises comparativas, o país lidera a lista regional e figurou em 12º lugar na edição de 2024; no recorte seguinte, de 2025, passou a 11º, segundo os dados divulgados pela própria organização.

A colocação decorre de indicadores que levam em conta a extensão territorial, a população, o volume de pessoal disponível e a estrutura das Forças Armadas, além da capacidade industrial voltada à defesa, fatores frequentemente apontados por analistas militares como relevantes em comparações internacionais.

Efetivo militar e estrutura das Forças Armadas brasileiras

Estimativas utilizadas por rankings e estudos especializados indicam que o Brasil conta com cerca de 334.500 militares na ativa, distribuídos entre Exército, Marinha e Força Aérea, além de reservas e forças auxiliares.

De acordo com esses levantamentos, o tamanho do contingente e a distribuição territorial das tropas contribuem para que o país apareça à frente de outras nações latino-americanas em indicadores relacionados à capacidade de mobilização e à cobertura de fronteiras extensas.

Critérios do ranking militar global além do número de soldados

Nos critérios adotados pelo Global Firepower, a posição de cada país não depende apenas do número de militares.

A metodologia considera dezenas de variáveis, como infraestrutura, logística, meios terrestres, navais e aéreos, além da capacidade de sustentar operações.

Com base nesses parâmetros, o Brasil se mantém como o país mais bem colocado da região e entre os primeiros colocados no ranking global, ainda que a posição varie de um ano para outro.

Relatórios orçamentários e análises de especialistas em defesa apontam, no entanto, que a maior parte do gasto militar brasileiro é direcionada a despesas com pessoal e pensões, o que limita a parcela disponível para investimentos e inovação em determinados períodos.

Gripen e KC-390 no processo de modernização da FAB

Na aviação de caça, o programa do F-39 Gripen integra o processo de renovação da frota da Força Aérea Brasileira.

Em novembro de 2025, a FAB informou a chegada ao país de mais uma aeronave do modelo, dentro do cronograma de incorporação gradual previsto no contrato.

Na aviação de transporte, o KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, é empregado em missões logísticas, de reabastecimento em voo e apoio operacional.

Em outubro de 2025, registros do setor indicaram a entrega da oitava aeronave à Força Aérea, ampliando a frota em operação.

(Imagem: Reprodução/Força Aérea)
(Imagem: Reprodução/Força Aérea)

Submarino nuclear Álvaro Alberto e o programa naval brasileiro

No componente naval, o projeto do submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha.

Informações oficiais da Marinha indicam que a etapa de construção do submarino nuclear foi planejada para ocorrer na atual fase do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, no complexo industrial de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

O cronograma, segundo declarações da própria Marinha reproduzidas pela imprensa, depende da liberação de recursos ao longo dos próximos anos.

Reportagens publicadas em 2025 indicaram que a previsão de conclusão gira em torno de 2034 ou 2035, de acordo com avaliações internas da força.

Especialistas em defesa naval observam que, caso o projeto seja concluído, o Brasil passará a integrar o grupo de países que dominam a tecnologia de propulsão nuclear aplicada a submarinos.

(Imagem: Reprodução)
(Imagem: Reprodução)

Exército Brasileiro e a modernização da força terrestre

No componente terrestre, o Exército Brasileiro responde pela maior parte do efetivo das Forças Armadas e concentra a responsabilidade pela vigilância de extensas fronteiras terrestres.

Dados utilizados por rankings internacionais indicam que o Exército mantém dezenas de brigadas distribuídas por todo o território nacional, com presença permanente em regiões estratégicas, especialmente na faixa de fronteira amazônica e no Centro-Oeste.

Nos últimos anos, a força terrestre tem conduzido programas de modernização voltados à renovação de blindados, sistemas de artilharia, comunicações e vigilância.

Entre os projetos em andamento estão a incorporação do blindado Centauro II, contratado em 2022 e com entregas iniciadas a partir de 2023, a expansão gradual da frota de veículos blindados sobre rodas Guarani, já incorporados desde a década passada, o fortalecimento de capacidades de defesa antiaérea e o uso crescente de sistemas de monitoramento e controle de fronteiras, como o SISFRON, voltado à integração de sensores, radares e meios operacionais.

(Imagem: CIO/Reprodução)
(Imagem: CIO/Reprodução)

Indústria de defesa brasileira e capacidade de produção

A existência de uma base industrial de defesa no país é citada por análises do setor como um fator que reduz dependência externa em áreas específicas e sustenta parte dos programas estratégicos das Forças Armadas.

No Brasil, essa estrutura inclui empresas e centros tecnológicos envolvidos na produção e manutenção de sistemas militares, com atuação em segmentos como aeronáutica, sistemas terrestres, munições, comunicações e radares.

A participação da indústria nacional também aparece em projetos vinculados às três Forças, seja na fabricação de equipamentos, seja na manutenção, na integração de sistemas e na transferência de tecnologia prevista em alguns contratos.

Especialistas em economia de defesa apontam que a continuidade dessa capacidade depende de encomendas regulares, previsibilidade orçamentária e investimento em pesquisa e desenvolvimento.

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Nilson
Nilson
18/01/2026 22:14

OS.MELHORES QUADROS ESTAO DANDO BAIXA DAS FFAA… QIE MATERIA MENTIROSA

Edson
Edson
14/01/2026 13:09

e o salário,?

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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