Números levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego no Brasil subiu no trimestre encerrado em fevereiro. Leia a matéria e confira os números.
Um levantamento divulgado pelo IBGE mostrou que a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,8% no trimestre encerrado em fevereiro.
Este percentual é 0,3% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior, quando a desocupação foi de 7,5%. Agora, comparado com o mesmo trimestre de 2023, nota-se que essa taxa foi menor, visto que, no mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego estava em 8,6%.
Mais sobre o levantamento de desempregos
De acordo com o IBGE, este levantamento feito pelo PNAD mostra resultados que estão dentro das projeções feitas pelo mercado financeiro para o trimestre.
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Nesse sentido, constata-se que, com os resultados, o número absoluto de desocupados no Brasil registrou um crescimento de 4,1% contra o trimestre anterior, atingindo um total de 8,5 milhões de pessoas. Já na comparação anual, o recuo constatado é de 7,5%.
Estabilidade entre os empregados
Quando analisado a questão dos empregados, nota-se que, entre dezembro e fevereiro, existiu uma estabilidade quanto à população ocupada: são 100,2 milhões de pessoas. Caso somente analisado este ano, constata-se um aumento de 2,2%: são 2,1 milhões de pessoas que conquistaram empregos até o final de fevereiro.
Motivo da alta da desocupação
No relatório, Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, explica que, com o número de ocupação estável, a alta na taxa de desocupação acontece muito por conta do aumento na procura por trabalho.
“Em início de ano, há um processo de dispensas de temporários e de redução de velocidade da atividade econômica. Isso dificulta a reabsorção dos trabalhadores no mercado de trabalho. Mas comparando com o panorama de um ano atrás, o cenário ainda é de expansão”, diz ela.
Recorde de pessoas com carteira assinada
O levantamento ainda mostra que houve recorde quando o assunto são trabalhadores com carteira de trabalho assinada. Ao todo, foram 37,99 milhões. Essa formação, relatou o IBGE, foi o pilar para que não houvesse um aumento mais relevante do desemprego no país.
Por outro lado, a quantidade de pessoas que estão empregadas sem carteira não teve uma variação significativa no trimestre e ficou na casa dos 13,3 milhões. Veja os números:
- Taxa de desocupação: 7,8%;
- Desocupados: 8,5 milhões de pessoas;
- Ocupados: 100,25 milhões;
- Pessoas fora da força de trabalho: 66,8 milhões;
- Com carteira assinada: 37,99 milhões;
- Sem carteira assinada: 13,3 milhões;
- Trabalhadores por conta própria: 25,4 milhões;
- Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões;
- Trabalhadores informais: 38,8 milhões;
- Taxa de informalidade: 38,7%.
Rendimento em alta
Por fim, a pesquisa mostrou que o rendimento real habitual teve alta quando comparado o trimestre anterior. Esse crescimento foi de 1,1%, passando para R$ 3.110. Já quando é comparado o ano atual, este aumento foi de 4,3%.
De acordo com Adriana Beringuy, esse crescimento do rendimento tem a ver com um processo de expansão, e se deve não apenas ao crescimento da população ocupada em si, mas a um crescimento via trabalho formal. “Até mesmo onde o rendimento está caindo, o ramo em questão é de trabalhadores de contratos temporários e menor renda”, diz ela.

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