O metal mais caro do mundo, com valor de até US$ 27 milhões por grama, um metal sintético produzido em laboratório surpreende pela raridade e aplicação em tratamentos contra o câncer. Já na natureza, o ródio lidera a lista.
Quando se fala em metal mais caro do mundo, o ouro geralmente ocupa o topo da mente das pessoas. No entanto, no mundo da ciência e da indústria, há elementos muito mais caros — e até mais raros. Dois metais se destacam nesse ranking de exclusividade: o califórnio e o ródio, ambos com valores que superam com folga o ouro e a platina.
De acordo com uma publicação da Revista Galileu (25/03), o califórnio-252 é o metal mais caro do mundo já produzido, atingindo a marca de US$ 27 milhões por grama, enquanto o ródio, encontrado na natureza, pode chegar a US$ 500 por grama, sendo altamente cobiçado pela indústria automotiva e joalheria.
Califórnio: raridade extrema e aplicações médicas

Descoberto em 1950, o califórnio (Cf) é um elemento sintético e radioativo, produzido em quantidades extremamente pequenas — cerca de 30 a 40 microgramas por ano em todo o mundo. O metal mais caro do mundo é gerado em reatores nucleares de alta potência, como os do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos, e na Rússia.
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Segundo a Galileu e confirmado por análises científicas da Periodic Table, esse elemento tem uso específico na terapia de nêutrons para tratamento de câncer, além de servir como fonte de nêutrons para detectores de metais e outros materiais. Devido à sua complexidade de produção e potencial de risco, o califórnio é restrito a aplicações altamente controladas e pesquisas científicas avançadas.
Ródio: metal mais caro do mundo de forma natural
Já o ródio (Rh) é considerado o metal natural mais caro do planeta, com valor que oscila entre US$ 200 e US$ 500 por grama, conforme as variações do mercado internacional. Extraído principalmente na África do Sul, o ródio é famoso por sua resistência à corrosão, brilho intenso e estabilidade mesmo em temperaturas elevadas.
Segundo dados da Revista Galileu e do US Geological Survey (USGS), cerca de 80% da produção mundial de ródio vem do continente africano, com uma média anual de apenas 30 toneladas. Ele é usado principalmente em conversores catalíticos de automóveis, mas também está presente em equipamentos eletrônicos, espelhos de telescópios e, mais recentemente, em joias de alto padrão.
Ouro, platina e outros metais: comparação de valores
Para fins de comparação, o ouro custa atualmente cerca de US$ 70 por grama, enquanto a platina gira em torno de US$ 30 a US$ 35, de acordo com o World Gold Council. Mesmo metais preciosos como palladium e irídio, que já foram líderes em valor de mercado, estão abaixo do ródio no ranking atual de preços por grama.
Ou seja, apesar da fama histórica do ouro como bem de valor, no contexto científico e industrial moderno, outro metal mais caro do mundo ocupa posições muito mais altas em termos de preço e importância estratégica.
