Acidente em centro de distribuição provocou desabamento em câmara fria, com toneladas de produtos congelados e resgate dos bombeiros.
Um acidente em centro de distribuição deixou um operador de empilhadeira ferido após o desabamento em câmara fria que armazenava toneladas de mercadorias congeladas, na madrugada desta quinta-feira (18), na Zona Oeste de São Paulo.
O caso ocorreu por volta das 4h12, no bairro Jaguara, nas proximidades do km 25 da Rodovia Anhanguera, e exigiu um complexo resgate do Corpo de Bombeiros, com apoio especializado.
Segundo informações oficiais, grandes estruturas internas da câmara fria cederam e atingiram o trabalhador, fazendo com que produtos congelados desabassem sobre a área de circulação.
-
Mãe age rápido e salva 6 filhos de incêndio em kitnet no litoral de SC antes da chegada dos bombeiros
-
Uma jovem de 21 anos foi carregada nos braços até a plataforma e lançada de cerca de 40 metros num salto de bungee jump em Limeira enquanto uma corda aparecia enrolada no chão atrás do grupo; testemunhas gritavam algo que ninguém ao redor conseguiu impedir a tempo
-
Caminhão quebra no meio do Saara, deixa nigerinos sem água em rota remota e transforma viagem de volta para casa em tragédia com quase 50 mortos
-
Incidente incomum: um taxista parou em uma esquina por causa de um sinal vermelho e seu carro com GNV pegou fogo na Argentina
O impacto bloqueou completamente o acesso ao local e deixou a vítima presa sob os materiais, o que aumentou o grau de risco da ocorrência.
Desabamento em câmara fria envolveu cerca de 80 toneladas de produtos congelados
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o desabamento em câmara fria envolveu aproximadamente 80 toneladas de mercadorias, principalmente carnes e outros alimentos congelados.
Duas prateleiras metálicas, cada uma com cerca de cinco metros de altura, colapsaram quase simultaneamente, provocando a queda em efeito dominó dos produtos armazenados.
O acidente aconteceu a cerca de cinco metros da porta de acesso da câmara fria.
Como consequência, as pilhas de mercadorias impediram a entrada imediata das equipes de socorro, exigindo uma operação técnica para garantir a segurança do ambiente antes do resgate.
Operador de empilhadeira ferido ficou preso sob os escombros
As autoridades identificaram a vítima como José Beto de Sales, que trabalhava no local no momento do acidente.
O operador de empilhadeira ferido teve os membros inferiores presos sob os produtos congelados que desabaram, permanecendo imobilizado até a chegada das equipes de emergência.
Mesmo consciente, o trabalhador apresentava dores intensas e dificuldade de movimentação, o que exigiu cautela redobrada durante todo o processo de retirada.
A instabilidade da estrutura e o peso dos materiais tornaram o resgate ainda mais delicado.
Resgate do Corpo de Bombeiros mobilizou equipe especializada
O resgate do Corpo de Bombeiros contou com a atuação do Grupo de Ações em Emergências e Desastres (GAED), unidade especializada em ocorrências de alta complexidade.
Ao todo, dez viaturas foram mobilizadas para atender a ocorrência no centro de distribuição.
Às 4h34, após avaliação estrutural e remoção controlada dos produtos, os socorristas conseguiram acessar o trabalhador.
A equipe de resgate aplicou técnicas específicas para evitar novos deslizamentos e garantir a retirada segura da vítima.
Vítima foi levada ao Hospital das Clínicas com suspeita de fraturas
Após o resgate, José Beto de Sales foi encaminhado ao Hospital das Clínicas.
Conforme informado pelos bombeiros, ele apresentava luxação no tornozelo direito e suspeita de fratura na escápula direita.
Apesar da gravidade do acidente em centro de distribuição, os médicos avaliaram o trabalhador como estável durante o transporte e o mantiveram sob observação para exames complementares.
Produtos congelados desabam e causam prejuízo operacional
Além dos ferimentos ao trabalhador, o acidente gerou prejuízo material significativo.
Ademais a empresa considerou os produtos congelados que desabaram impróprios para consumo e os descartou, o que impactou diretamente a operação logística do centro de distribuição.
Especialistas apontam que, em ambientes de câmara fria, o empilhamento inadequado ou falhas estruturais podem potencializar riscos, principalmente devido ao peso elevado das mercadorias e às condições extremas de temperatura.
Segurança em centros de distribuição volta ao debate
O caso reacende o debate sobre segurança operacional em centros de distribuição, especialmente aqueles que operam com grandes volumes de produtos congelados.
Empresas evitam acidentes semelhantes quando utilizam corretamente as prateleiras, realizam manutenção periódica das estruturas e mantêm os operadores em treinamento contínuo.
Enquanto isso, as autoridades irão apurar as causas do desabamento em câmara fria.
O objetivo é identificar se houve falha estrutural, erro operacional ou combinação de fatores que levaram ao colapso das prateleiras.
Investigação deve apontar responsabilidades
Por fim, as autoridades competentes irão analisar a ocorrência.
Relatórios técnicos devem indicar as circunstâncias exatas do acidente e orientar possíveis ajustes nos protocolos de segurança do centro de distribuição.
Assim, casos como esse reforçam a importância da prevenção, sobretudo em ambientes industriais e logísticos, onde o risco de acidentes de grande proporção exige atenção constante.

-
-
2 pessoas reagiram a isso.