O acordo Mercosul-UE será assinado foi assinado no dia 17, criando a maior área de comércio livre do mundo e prometendo reduzir tarifas. Em 2025, 73% das vendas brasileiras à União Europeia ficaram concentradas em cinco países, com a Holanda no topo e a Espanha logo atrás. Alemanha Itália e Bélgica completam.
O Mercosul-UE chega ao momento decisivo depois de uma negociação que atravessou mais de 25 anos e reúne, do lado sul-americano, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A assinatura no dia 17 coloca o tratado na fase prática, com a expectativa de redução de tarifas e impostos de importação, o que tende a mexer diretamente no fluxo de compra e venda entre os dois blocos.
Na fotografia de 2025, o Mercosul-UE já tem um padrão claro: o Brasil concentra suas exportações para a União Europeia em poucos destinos, com 73% indo para apenas cinco dos 27 países do bloco. A Holanda lidera as importações do Brasil com US$ 11.746,4 milhões em 2025, seguida por Espanha (US$ 8.794,2 milhões), Alemanha (US$ 6.530,4 milhões), Itália (US$ 5.379,2 milhões) e Bélgica (US$ 4.032,9 milhões).
Mercosul-UE no mapa: para onde vai a maior parte do que o Brasil vende
A concentração das compras em cinco países dá o tom do Mercosul-UE em 2025.
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A Holanda aparece como porta de entrada dominante, puxando US$ 11.746,4 milhões em importações de produtos brasileiros. Logo atrás, a Espanha surge com US$ 8.794,2 milhões, mantendo o país na segunda posição entre os maiores destinos.
Na sequência, o eixo industrial e logístico do Mercosul-UE fica evidente com Alemanha (US$ 6.530,4 milhões), Itália (US$ 5.379,2 milhões) e Bélgica (US$ 4.032,9 milhões).
Juntos, esses cinco mercados absorvem 73% de tudo o que o Brasil exporta para a União Europeia em 2025, deixando os demais 22 países do bloco com a fatia restante.
O que o Brasil despeja na Europa: os líderes de exportação em 2025

No Mercosul-UE, os produtos campeões de saída do Brasil para a União Europeia em 2025 mostram um mix de energia, agro e matérias-primas, com alguns itens industriais ganhando espaço.
O topo é liderado por petróleo bruto, seguido por café não torrado e derivados da soja usados como alimento para animais, além de minérios e celulose.
A lista dos principais produtos exportados do Brasil para a União Europeia em 2025 é a seguinte:
Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus: US$ 9.816.473.465
Café não torrado: US$ 7.187.545.404
Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais: US$ 4.058.264.480
Minérios de cobre e seus concentrados: US$ 3.065.942.177
Soja: US$ 2.460.052.288
Celulose: US$ 2.150.883.286
Sucos de frutas ou de vegetais: US$ 1.552.090.854
Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes: US$ 1.149.686.861
Minério de ferro e seus concentrados: US$ 1.141.993.025
Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos: US$ 1.125.299.022
Tabaco, descalcificado ou desnervado: US$ 1.070.587.851
Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada: US$ 906.958.263
Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas: US$ 815.531.479
Por que a assinatura do Mercosul-UE importa para preços, fluxo e estratégia
O Mercosul-UE é descrito como o maior acordo comercial para o bloco sul-americano e, com a assinatura marcada para o sábado, 17, o impacto esperado vem do mecanismo mais direto: redução de tarifas e imposto de importação.
Na prática, isso abre espaço para que exportações e importações cresçam, porque o custo de entrada de produtos tende a cair.
Esse ponto é central porque o retrato de 2025 já indica um corredor preferencial de comércio do Mercosul-UE: poucos países concentram a maior parte das compras e, dentro do que sai do Brasil, os itens de maior peso financeiro incluem petróleo bruto, café não torrado e cadeias associadas à soja, além de minérios, celulose, sucos, tabaco, carne bovina e frutas.
O efeito “cinco países”: o que a concentração revela sobre o Mercosul-UE
Quando 73% das exportações brasileiras para a União Europeia ficam em cinco países, o Mercosul-UE passa a ter um desenho com “centros de gravidade”.
Holanda e Espanha puxam o volume, enquanto Alemanha, Itália e Bélgica completam o grupo que domina o destino das cargas brasileiras em 2025.
Em outras palavras, mesmo com 27 integrantes na União Europeia, o Mercosul-UE mostra que, na prática, o Brasil opera com um funil de entrada bem definido, o que ajuda a entender por que alguns mercados aparecem tão acima dos demais no ranking de importações.
Você acha que o Mercosul-UE vai baratear produtos no curto prazo ou vai mudar primeiro apenas o caminho das exportações brasileiras dentro da União Europeia?
