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Dependente de importações, Brasil vê fertilizantes virarem preocupação no agro enquanto conflito envolvendo Irã pressiona frete, seguro e produção agrícola

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 16/05/2026 às 13:36
Atualizado em 16/05/2026 às 14:05
Conflito entre Irã e EUA pressiona fertilizantes, frete e seguros, elevando custos no agronegócio brasileiro.
Conflito entre Irã e EUA pressiona fertilizantes, frete e seguros, elevando custos no agronegócio brasileiro.
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Dependência de 85% a 90% das importações deixa o agronegócio brasileiro vulnerável à alta dos fertilizantes, enquanto conflito envolvendo Irã e Estados Unidos pressiona frete, seguros e custos de produção

Brasil vê nos fertilizantes uma preocupação central em meio à escalada entre Irã e Estados Unidos, à pressão sobre o petróleo e às discussões dos chanceleres do BRICS na Índia. A dependência externa amplia riscos para o agronegócio.

O setor importa 85% a 90% dos fertilizantes consumidos no país. Qualquer conflito em regiões estratégicas pode elevar custos, pressionar fretes, seguros e reduzir margens dos produtores brasileiros.

Fertilizantes sofrem impacto do conflito

Eduardo Marrei, diretor comercial da Brasil Agro, afirmou que os efeitos aparecem no mercado. O Irã é produtor de gás natural, insumo importante para nitrogenados, e o Estreito de Ormuz concentra parte do fluxo importado.

A instabilidade encarece o transporte marítimo e os seguros ligados às cargas. Esse movimento torna o fertilizante importado mais caro e aumenta o custo de produção no campo.

Produção interna ainda é limitada

A retomada da produção pela Petrobras entrou na discussão como tentativa de reduzir parte da dependência. A estatal pretende absorver 35% do mercado nacional, com produção interna, de ureia e amônia em Sergipe.

Marrei avaliou que a reativação ajuda na composição de preços. Ainda assim, o avanço é considerado incipiente diante do peso das importações na oferta brasileira de fertilizantes.

O Plano Nacional de Fertilizantes voltou ao debate após a guerra entre Rússia e Ucrânia. A meta citada é reduzir a dependência externa dos atuais 85% para cerca de 50% até 2050.

BRICS pode ampliar alternativas

Com o Irã no BRICS desde 2024, a busca por novos parceiros ganhou relevância. O Brasil é dependente de fornecedores como Rússia, China e Canadá, mas outros países do bloco podem contribuir.

Para Marrei, o país precisa ser ativo na diversificação. Ter mais opções de compra pode reduzir impactos em momentos de conflito e evitar que os fertilizantes encareçam a produção agrícola.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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