Produção de eucalipto cresce em São Paulo, impulsiona o agronegócio paulista, fortalece o setor florestal e amplia exportações e renda.
O crescimento da produção de eucalipto colocou a cultura entre os destaques do campo paulista. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), divulgados pela Agência SP no dia 6 de junho de 2026, mostram que a atividade registrou aumento de 14% na produção, enquanto o Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu R$ 2,9 bilhões.
O resultado reforça a importância do Eucalipto em SP para a economia, as exportações e o desenvolvimento regional. Além de abastecer a indústria de papel e celulose, o cultivo também atende segmentos como energia renovável, construção civil, produção de móveis e óleos essenciais. Com isso, o setor florestal amplia sua relevância dentro do agronegócio paulista, impulsionando empregos, investimentos e novas oportunidades para produtores rurais.
Eucalipto em SP conquista espaço entre as maiores riquezas do campo
O avanço da cultura vem chamando atenção pelos números registrados nos últimos anos. Atualmente, o Eucalipto em SP ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado, totalizando pouco mais de 1 milhão de hectares.
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Com essa estrutura produtiva, São Paulo se mantém como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No último levantamento, a produção alcançou 23,9 milhões de metros cúbicos, crescimento de 14,6% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho demonstra como a atividade deixou de ser apenas uma alternativa econômica para se tornar um dos pilares do desenvolvimento rural paulista.
Produção de eucalipto cresce e fortalece a economia regional
O aumento da produção de eucalipto gera reflexos que vão muito além das propriedades rurais. A cadeia produtiva movimenta transportadoras, indústrias, prestadores de serviços e municípios inteiros que dependem da atividade para gerar renda.
O crescimento do VPA para R$ 2,9 bilhões mostra a capacidade do setor de agregar valor e ampliar sua participação na economia estadual.
Entre os principais impactos econômicos estão:
- Geração de empregos diretos e indiretos;
- Fortalecimento da arrecadação municipal;
- Estímulo a investimentos industriais;
- Ampliação da renda no campo;
- Crescimento das exportações.
Esse cenário ajuda a consolidar o agronegócio paulista como um dos mais dinâmicos do país.
Setor florestal abastece indústrias estratégicas e amplia demanda
Uma das principais forças do setor florestal está na diversidade de aplicações do eucalipto. A madeira produzida em São Paulo abastece diversos segmentos industriais e possui importância crescente na economia nacional.
Entre os principais destinos da produção estão:
- Papel e celulose;
- Biomassa para geração de energia;
- Carvão vegetal;
- Construção civil;
- Indústria moveleira;
- Produção de óleos essenciais.
Essa variedade reduz a dependência de um único mercado e contribui para manter a atividade economicamente forte mesmo em períodos de oscilação econômica.
Regiões paulistas lideram a expansão da silvicultura
O crescimento da cultura está concentrado principalmente no sudoeste paulista, centro-oeste e Vale do Paranapanema. Essas regiões apresentam condições favoráveis de clima, solo e disponibilidade de áreas para plantio.
Municípios como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema aparecem entre os principais polos da atividade.
A presença dessas áreas produtivas contribui para o fortalecimento das economias locais e para a consolidação da silvicultura como uma atividade estratégica para o interior paulista.
Agronegócio paulista amplia exportações com produtos florestais
O avanço do agronegócio paulista também pode ser observado no comércio exterior. Os produtos florestais ocupam atualmente a terceira posição entre os grupos exportadores do estado, atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes.
Em abril de 2026, o segmento movimentou US$ 1,14 bilhão em exportações, representando 13,6% do total embarcado por São Paulo.
Dentro desse resultado, destacam-se:
- Celulose: 66,3% da participação;
- Papel: 27,9% da participação.
Os números mostram a relevância crescente do setor florestal para a balança comercial paulista e para a geração de divisas no estado.
Eucalipto em SP avança com tecnologia e alta produtividade
O desempenho positivo da atividade também está ligado aos investimentos em tecnologia. O Eucalipto em SP conta com uma base produtiva moderna, marcada pelo uso de melhoramento genético, monitoramento de florestas e sistemas de gestão cada vez mais avançados.
Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, destacou que o crescimento registrado reflete a capacidade do segmento de gerar valor, movimentar exportações e atender diferentes cadeias industriais.
Segundo a representante do setor, São Paulo reúne fatores importantes como produtividade elevada, estrutura industrial consolidada e logística eficiente, características que ajudam a manter a competitividade da atividade.
Produção de eucalipto ganha apoio de pesquisas voltadas à sustentabilidade
A expansão da produção de eucalipto também conta com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento por meio de pesquisas desenvolvidas pela APTA Regional.
Os estudos realizados nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê buscam aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a rentabilidade das propriedades rurais.
Um dos principais focos está no sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), modelo que combina árvores, lavouras e pecuária em uma mesma área produtiva.
Entre os benefícios observados estão:
- Recuperação de áreas degradadas;
- Melhor aproveitamento do solo;
- Diversificação das fontes de renda;
- Aumento da eficiência produtiva;
- Redução dos impactos ambientais.
Setor florestal contribui para energia renovável e bem-estar animal
Além da produção industrial, o setor florestal também possui papel relevante na geração de energia renovável. A biomassa proveniente do eucalipto é utilizada em diferentes processos produtivos, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Outro benefício identificado pelas pesquisas está relacionado ao conforto térmico dos animais. Em sistemas integrados, as árvores ajudam a diminuir os efeitos do calor excessivo sobre os rebanhos.
Essa condição favorece melhores respostas fisiológicas e produtivas, especialmente em bovinos da raça Nelore, demonstrando que a atividade pode gerar ganhos econômicos e ambientais ao mesmo tempo.
Uma cadeia que une desenvolvimento econômico, inovação e sustentabilidade
Os números mostram que o Eucalipto em SP vive uma fase de crescimento consistente. Com mais de 1 milhão de hectares cultivados, produção de 23,9 milhões de metros cúbicos e VPA de R$ 2,9 bilhões, a atividade se consolidou entre as mais importantes do campo paulista.
Ao fortalecer o agronegócio paulista, ampliar as exportações e impulsionar o setor florestal, o cultivo de eucalipto demonstra que é possível combinar geração de renda, inovação tecnológica e sustentabilidade. A tendência é que essa cadeia continue ganhando relevância nos próximos anos, acompanhando a demanda crescente por matérias-primas renováveis e soluções ligadas à economia de baixo carbono.

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