O petróleo brasileiro está cada vez mais concentrado no Rio de Janeiro, enquanto outros estados perdem espaço e a Bacia de Santos domina a produção nacional.
A produção de petróleo no Brasil nunca foi tão concentrada. Nos últimos cinco anos, um único estado passou a dominar quase todo o volume extraído no país.
O Rio de Janeiro ampliou sua liderança de forma acelerada, enquanto outras regiões perderam espaço no ranking.
Mesmo sem liderar o cenário mundial, o Brasil segue como um dos maiores produtores globais. Em 2023, o país ocupou a sétima posição entre os maiores produtores de petróleo, segundo a U.S. Energy Information Administration.
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Ainda assim, por dentro do território brasileiro, o cenário é marcado por um enorme desequilíbrio.
Rio de Janeiro amplia domínio sobre o petróleo nacional
Os dados dos últimos cinco anos mostram um crescimento constante do Rio de Janeiro na produção de petróleo. Em 2021, o estado já respondia por 80,60% do total brasileiro. No entanto, esse número saltou para 87,80% em 2025.
Na prática, isso significa que quase nove em cada dez barris de petróleo produzidos no Brasil hoje saem do território fluminense. O avanço não foi pontual. Ele aconteceu ano após ano, reforçando o papel estratégico do estado no setor energético.
Enquanto isso, os outros produtores ficaram cada vez mais distantes.
São Paulo e Espírito Santo perdem espaço
Embora São Paulo e Espírito Santo ainda ocupem a segunda e a terceira posições no ranking nacional de petróleo, ambos perderam participação ao longo do tempo.
São Paulo caiu de 9,36% em 2021 para apenas 4,89% em 2025. Já o Espírito Santo, que oscilou ao longo do período, terminou 2025 com 5,12% da produção nacional.
Apesar de ainda serem relevantes, esses números mostram que a distância para o Rio de Janeiro aumentou de forma clara. A concentração da produção se tornou mais visível.
Estados menores ficam quase fora do mapa do petróleo
Outros estados produtores aparecem apenas como coadjuvantes. O Rio Grande do Norte, por exemplo, caiu de 1,15% para 0,83%. A Bahia foi de 0,77% para 0,55%. O Amazonas, de 0,50% para 0,29%.
Sergipe, Alagoas, Paraná e Ceará aparecem com participações inferiores a 0,4%. Em alguns casos, o volume é quase simbólico.
O Ceará, por exemplo, manteve apenas 0,02% ao longo de todo o período. Já o Paraná só entrou no ranking a partir de 2024, com 0,04%, subindo para 0,07% em 2025.
Bacia de Santos domina o petróleo brasileiro
O domínio do Rio de Janeiro está diretamente ligado à força da Bacia de Santos. Em 2025, essa região concentrou 77,79% de todo o petróleo produzido no Brasil, ampliando sua fatia em relação ao ano anterior.
Na sequência aparece a Bacia de Campos, que respondeu por 19,67% da produção. Apesar de ainda ser importante, ela perdeu espaço, com queda de 0,60 ponto percentual frente a 2024.
Esses dois polos, juntos, praticamente controlam toda a extração nacional de petróleo, reforçando a dependência do país de poucas áreas estratégicas.
Mesmo com essa concentração interna, o Brasil continua sendo um ator importante no mercado global de petróleo. Em 2023, o país foi o sétimo maior produtor do mundo.
Além disso, o volume exportado cresce, fortalecendo a presença brasileira no comércio internacional de energia. O petróleo extraído no país abastece refinarias, gera combustíveis e movimenta bilhões em receitas.
No entanto, a dependência de poucas regiões levanta debates sobre riscos, infraestrutura e distribuição dos ganhos.
E no seu estado, como anda o índice de produção de petróleo? O percentual é relevante para impactar a economia ou o foco está em outras áreas?


Ao observar a matéria extraída do solo eu praticamente conclui a existência de grandes quantidades de petróleo no Brasil. explorar sempre com o objetivo de melhorar cada vez mais a qualidade de vida do povo. lembre-se um mundo desenvolvido é um mundo em que a miséria não tem vez!!!!!!!.