A trajetória por trás do império em Balneário Camboriú começa no interior de Gaspar, passa pela barbearia, lanchonetes e terrenos, até ganhar escala e virar referência na construção civil moderna.
No meio de uma conversa descontraída pelas ruas da cidade, o próprio Francisco Graciola, o Chico da FG, relembra como o império em Balneário Camboriú nasceu longe da orla e muito antes dos arranha-céus. Ele conta que veio da roça, trabalhou na lavoura e precisou mudar o rumo da vida ainda jovem.
A partir daí, a história vira uma sequência de trabalho, reinvenção e visão de negócio. De lavrador a barbeiro, depois dono de barbearia, lanchonete e investidor em terrenos, Chico descreve como cada fase foi preparando o caminho até a construção civil que marca Balneário Camboriú hoje.
Da roça em Gaspar ao primeiro grande ponto de virada
Chico diz que nasceu no interior de Gaspar e cresceu na roça com uma família grande, trabalhando cedo na lavoura. Ele relata que, ainda menino, sofreu um acidente na vista e passou a cuidar mais da saúde, o que influenciou decisões importantes.
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Mesmo assim, ele continuou na lida, inclusive plantando e colhendo arroz, até que um tio o buscou para ensinar um ofício. Foi ali que a vida começou a virar, porque a proposta era clara: aprender rápido, ganhar rumo e construir uma nova rotina.
Barbeiro aos 14, barbearia aos 17 e a disciplina de começar pequeno
Segundo o próprio Chico, ele aprendeu a cortar cabelo e fazer barba ainda adolescente, atendendo clientes e indo até pessoas doentes para conseguir um dinheiro extra. Ele lembra com orgulho das primeiras conquistas, como comprar uma bicicleta com o que ganhava.
Pouco depois, ele conta que montou a própria barbearia em Blumenau aos 17 anos e que, no começo, não tinha dinheiro nem para dormir fora do trabalho, então dormia ali mesmo. É a parte que deixa a história mais crua e mais real, porque mostra o preço do começo.
O empreendedor que fazia mais de uma coisa ao mesmo tempo
Chico descreve que a barbearia virou um ponto movimentado e que ele foi agregando outras atividades, como costura e, depois, lanchonete. A lógica era simples: aproveitar o fluxo, criar alternativas e não depender de uma única fonte de renda.
Em seguida, ele relata que chegou a ter 12 lanchonetes, envolvendo irmãos e outras pessoas com participação no negócio. O que sobra ele transforma em ativo, e aí entra a estratégia que pavimentou o império: comprar terrenos sempre que dava.
Do terreno ao primeiro prédio e o caminho até o império em Balneário Camboriú
O salto para a construção aparece quando ele lembra a compra de terrenos e o início do primeiro prédio, que ele situa décadas atrás, ainda com poucos andares.
A partir dali, a história passa a ganhar escala, cidade a cidade, até se concentrar com força na região litorânea.
Com o tempo, o foco se consolida no império em Balneário Camboriú, onde ele e parceiros passam a investir em torres maiores e projetos mais modernos.
Na conversa, aparecem exemplos de empreendimentos citados como marcos ambiciosos, ligados à imagem de “prédios gigantes” que a cidade ganhou.
Referência nacional, obsessão por detalhe e a ideia de “cliente como patrimônio”
Ao falar de rotina, Chico é descrito como alguém que cuida de detalhes e mantém ritmo intenso de trabalho, reforçando disciplina e constância. Ele também destaca a relação com clientes, dizendo que o cliente é patrimônio, e que a cidade se torna mais valorizada quando há cuidado, organização e investimento contínuo.
No fim, a trajetória vira mensagem: fé, família e foco como tripé de sucesso, repetido como assinatura pessoal de alguém que saiu do interior, acumulou ofícios, montou negócios e transformou visão em obra.
Na sua opinião, o que mais pesa para alguém construir um império em Balneário Camboriú saindo da roça, disciplina diária ou visão de negócio no longo prazo?


Realmente merece tudo o que tem pois trabalhou para isso.
Só acho que Camboriú merecia ter uma avenida de 2 mãos a nível da Avenida Atlântica em Copacabana RJ,,, e ruas mais largas , Camboriú está meio Claustrofóbica !!!! Não vejo isso com bons olhos
tenho apartamento em Balneario, mas ainda não mora na cidade, mas creio que isso acontecerá aos poucos, veja que ja ampliaram a praia, ampliar um pouco mais e acomodar outra via, não ira demorar…
Eu conheci o Chico em Blumenau qdo ele tinha as lanchonetes eu negociei um versailes Guia pra ele fazer a coleta de dinheiro das lanchonetes todos os dias
Ele deve lembrar
Chico e um ser humano maravilhoso
Não está onde está por acaso
Toda sua família é fantástica
Abraço meu amigo não conversamos faz40 anos