Em fevereiro de 2026, operários restaurando o piso de uma antiga igreja em Maastricht encontraram um esqueleto com uma bala de mosquete no peito e uma moeda francesa de 1660 enterrado sob o altar. A bala, a moeda e o lugar são compatíveis com a morte do mosqueteiro real Charles de Batz de Castelmore, o D’Artagnan histórico, há 353 anos.
Segundo a CBS News, o piso da Igreja de São Pedro e São Paulo em Wolder, Maastricht, colapsou em fevereiro de 2026. O mosqueteiro real inspiroum fevereiro de 2026 durante obras de restauração.
O mosqueteiro real que inspirou D’Artagnan morreu nessa mesma cidade em 25 de junho de 1673, atingido por bala de mosquete no peito.
Portanto, a coincidência de evidências é o que torna a descoberta notável. Jos Valke, diácono da igreja, declarou: “A bala que o matou estava ao nível do peito. Exatamente como descrito nos livros de história.
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As evidências são muito fortes.”
Além disso, o arqueólogo Wim Dijkman, que busca os restos de D’Artagnan há exatamente 28 anos, foi chamado imediatamente.
Dijkman declarou: “Queremos ter certeza absoluta de que é D’Artagnan.” O esqueleto foi transferido para análise em Deventer, e amostras de DNA foram enviadas para laboratório em Munique.
O colapso do piso e o que estava escondido por 350 anos

O piso da nave da Igreja de São Pedro e São Paulo colapsou durante reparos de rotina em fevereiro de 2026. Debaixo dos azulejos rachados, operários encontraram um enterro que ninguém esperava.
O esqueleto estava posicionado sob o antigo altar, em lugar reservado para nobres ou figuras importantes da época.
Ao redor dos ossos: uma bala de mosquete de chumbo ao nível do peito e uma moeda francesa mintada em 1660 por Maximiliano Henrique da Baviera, aliado da França.
Conforme a Artnet News, a historiadora francesa Odile Bordaz havia sugerido essa mesma igreja como provável local de sepultamento ainda em 2008.
Portanto, a descoberta não foi totalmente acidental: era o resultado de uma hipótese formulada há 18 anos.
O personagem que inspirou Dumas: a história real do mosqueteiro
De fato, Charles de Batz de Castelmore nasceu por volta de 1611 em Lupiac, no sul da França. Tornou-se Capitão dos Mosqueteiros da Guarda do Rei Luís XIV, servindo a três monarcas franceses.
Posteriormente, em 1844, Alexandre Dumas publicou “Os Três Mosqueteiros” com base nos diários de Castelmore. O personagem D’Artagnan, corajoso e leal, tornou-se um dos ícones mais famosos da literatura mundial.
Por fim, o mosqueteiro real morreu em 25 de junho de 1673, durante o Cerco de Maastricht, liderando uma carga contra as fortificações da cidade.
Relatos históricos descrevem que ele foi atingido por bala de mosquete no peito. O corpo foi enterrado rapidamente em “terreno consagrado” próximo ao acampamento francês.
Nesse sentido, a localização do esqueleto sob o altar da antiga igreja de Wolder, que fica exatamente na área do acampamento francês de 1673, encaixa-se na descrição histórica com precisão.
Portanto, a Igreja de São Pedro e São Paulo não era um local aleatório.
Conforme registros históricos, o exército francês acampou exatamente nessa área durante o Cerco de Maastricht de 1673.
Além disso, a presença de uma moeda francesa de 1660 reforça o vínculo com o período da campanha militar francesa na Holanda.
As três evidências que apontam para o mosqueteiro real

O diácono Jos Valke listou as três evidências que tornam o esqueleto um candidato forte:
- A bala de mosquete: encontrada ao nível do peito, compatível com a causa de morte registrada nos documentos históricos de 1673
- A moeda francesa de 1660: mintada por Maximiliano Henrique da Baviera, aliado da França naquele período. Confirma vínculo com o exército francês
- A localização sob o altar: no século XVII, apenas nobres ou personalidades importantes eram enterrados sob o altar de uma igreja
Além disso, Valke acrescentou: “A localização da sepultura indica que se tratava de uma pessoa importante. Só realeza ou figuras importantes eram enterradas ali naquela época.”
28 anos de busca: Wim Dijkman e a investigação
Por outro lado, Wim Dijkman busca os restos de D’Artagnan há 28 anos. O arqueólogo independente desenvolve pesquisas históricas sobre D’Artagnan desde 1998.
Quando o piso da igreja colapsou em fevereiro de 2026, ele foi o primeiro a ser chamado.
Em seguida, em 13 de março de 2026, a equipe extraiu dois dentes do esqueleto e os enviou para análise de DNA em laboratório de Munique.
Contudo, o teste inicial falhou por insuficiência de material genético.
Portanto, o laboratório está avaliando o uso de parte do crânio para uma nova tentativa. O DNA será comparado com amostras fornecidas por descendentes confirmados de Charles de Batz de Castelmore.
Consequentemente, o caso D’Artagnan está se tornando uma das investigações arqueológicas mais acompanhadas da Europa.
Em outras palavras, a busca de Dijkman deixou de ser uma obsessão solitária e virou uma investigação científica de alto nível.
O DNA que pode mudar a história

A comparação do DNA histórico com descendants vivos é o único caminho para uma confirmação definitiva.
O precedente mais famoso foi o de Ricardo III da Inglaterra, identificado em 2012 sob um estacionamento em Leicester, 500 anos após sua morte.
Da mesma forma, a tumba de Ptahshepses no Egito, que serviu seis faraós e ficou oculta por 4.400 anos, mostra como descobertas arqueológicas surgem onde menos se espera.
Da mesma forma que a cidade submersa de 3.400 anos no Iraque foi revelada por uma seca, o D’Artagnan real foi revelado por um piso que cedeu.
Da mesma forma, a identificação do mosqueteiro encerraria um mistério de 353 anos.
Seria a primeira vez que os restos de D’Artagnan, o Capitão dos Mosqueteiros de Luís XIV e inspiração para uma das obras mais lidas do mundo, teriam localização confirmada.
Ainda assim, os pesquisadores pedem cautela. Dijkman disse: “Várias análises estão em andamento no país e no exterior. Tornou-se uma investigação de alto nível.
Queremos certeza absoluta.” Porém, sem os resultados de DNA, ainda assim, o esqueleto permanece como candidato forte, não confirmado.
Será que o colapso aleatório de um piso de igreja pode realmente ter revelado o segredo que biógrafos, historiadores e arqueólogos buscaram por mais de três séculos?
Ainda assim, os resultados do laboratório em Munique devem chegar em breve. O mundo talvez nunca mais veja Os Três Mosqueteiros da mesma forma.
Nota: os dados são baseados em reportagens da CBS News, Artnet News e DutchNews.nl de março e abril de 2026.
Os testes de DNA ainda estavam em andamento. A identificação definitiva depende dos resultados em Munique.
