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O piso de uma antiga igreja em Maastricht colapsou durante obras de restauração e os operários encontraram um esqueleto com uma bala de mosquete no peito e uma moeda francesa de 1660 no lugar onde D’Artagnan morreu em 1673

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 06/05/2026 às 18:30 Atualizado em 06/05/2026 às 18:32
Escavação arqueológica no interior de uma antiga igreja medieval revelando o esqueleto do possível mosqueteiro real D Artagnan em Maastricht
O piso da Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht colapsou em fevereiro de 2026, revelando um esqueleto com bala de mosquete no peito — Missão Dijkman/Deventer, 2026
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Em fevereiro de 2026, operários restaurando o piso de uma antiga igreja em Maastricht encontraram um esqueleto com uma bala de mosquete no peito e uma moeda francesa de 1660 enterrado sob o altar. A bala, a moeda e o lugar são compatíveis com a morte do mosqueteiro real Charles de Batz de Castelmore, o D’Artagnan histórico, há 353 anos.

Segundo a CBS News, o piso da Igreja de São Pedro e São Paulo em Wolder, Maastricht, colapsou em fevereiro de 2026. O mosqueteiro real inspiroum fevereiro de 2026 durante obras de restauração.

O mosqueteiro real que inspirou D’Artagnan morreu nessa mesma cidade em 25 de junho de 1673, atingido por bala de mosquete no peito.

Portanto, a coincidência de evidências é o que torna a descoberta notável. Jos Valke, diácono da igreja, declarou: “A bala que o matou estava ao nível do peito. Exatamente como descrito nos livros de história.

As evidências são muito fortes.”

Além disso, o arqueólogo Wim Dijkman, que busca os restos de D’Artagnan há exatamente 28 anos, foi chamado imediatamente.

Dijkman declarou: “Queremos ter certeza absoluta de que é D’Artagnan.” O esqueleto foi transferido para análise em Deventer, e amostras de DNA foram enviadas para laboratório em Munique.

O colapso do piso e o que estava escondido por 350 anos

Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht onde foi encontrado o esqueleto do mosqueteiro real D Artagnan
A Igreja de São Pedro e São Paulo em Wolder, Maastricht, onde o piso colapsou em fevereiro de 2026 e revelou o esqueleto com bala de mosquete — Artnet News, 2026

O piso da nave da Igreja de São Pedro e São Paulo colapsou durante reparos de rotina em fevereiro de 2026. Debaixo dos azulejos rachados, operários encontraram um enterro que ninguém esperava.

O esqueleto estava posicionado sob o antigo altar, em lugar reservado para nobres ou figuras importantes da época.

Ao redor dos ossos: uma bala de mosquete de chumbo ao nível do peito e uma moeda francesa mintada em 1660 por Maximiliano Henrique da Baviera, aliado da França.

Conforme a Artnet News, a historiadora francesa Odile Bordaz havia sugerido essa mesma igreja como provável local de sepultamento ainda em 2008.

Portanto, a descoberta não foi totalmente acidental: era o resultado de uma hipótese formulada há 18 anos.

O personagem que inspirou Dumas: a história real do mosqueteiro

De fato, Charles de Batz de Castelmore nasceu por volta de 1611 em Lupiac, no sul da França. Tornou-se Capitão dos Mosqueteiros da Guarda do Rei Luís XIV, servindo a três monarcas franceses.

Posteriormente, em 1844, Alexandre Dumas publicou “Os Três Mosqueteiros” com base nos diários de Castelmore. O personagem D’Artagnan, corajoso e leal, tornou-se um dos ícones mais famosos da literatura mundial.

Por fim, o mosqueteiro real morreu em 25 de junho de 1673, durante o Cerco de Maastricht, liderando uma carga contra as fortificações da cidade.

Relatos históricos descrevem que ele foi atingido por bala de mosquete no peito. O corpo foi enterrado rapidamente em “terreno consagrado” próximo ao acampamento francês.

Nesse sentido, a localização do esqueleto sob o altar da antiga igreja de Wolder, que fica exatamente na área do acampamento francês de 1673, encaixa-se na descrição histórica com precisão.

Portanto, a Igreja de São Pedro e São Paulo não era um local aleatório.

Conforme registros históricos, o exército francês acampou exatamente nessa área durante o Cerco de Maastricht de 1673.

Além disso, a presença de uma moeda francesa de 1660 reforça o vínculo com o período da campanha militar francesa na Holanda.

As três evidências que apontam para o mosqueteiro real

Bala de mosquete de chumbo e moeda francesa de 1660 encontradas junto ao esqueleto em Maastricht
As evidências encontradas com o esqueleto: bala de mosquete de chumbo ao nível do peito e moeda francesa mintada em 1660, compatíveis com a morte e época de D’Artagnan — Missão Dijkman/Deventer, 2026

O diácono Jos Valke listou as três evidências que tornam o esqueleto um candidato forte:

  • A bala de mosquete: encontrada ao nível do peito, compatível com a causa de morte registrada nos documentos históricos de 1673
  • A moeda francesa de 1660: mintada por Maximiliano Henrique da Baviera, aliado da França naquele período. Confirma vínculo com o exército francês
  • A localização sob o altar: no século XVII, apenas nobres ou personalidades importantes eram enterrados sob o altar de uma igreja

Além disso, Valke acrescentou: “A localização da sepultura indica que se tratava de uma pessoa importante. Só realeza ou figuras importantes eram enterradas ali naquela época.”

28 anos de busca: Wim Dijkman e a investigação

Por outro lado, Wim Dijkman busca os restos de D’Artagnan há 28 anos. O arqueólogo independente desenvolve pesquisas históricas sobre D’Artagnan desde 1998.

Quando o piso da igreja colapsou em fevereiro de 2026, ele foi o primeiro a ser chamado.

Em seguida, em 13 de março de 2026, a equipe extraiu dois dentes do esqueleto e os enviou para análise de DNA em laboratório de Munique.

Contudo, o teste inicial falhou por insuficiência de material genético.

Portanto, o laboratório está avaliando o uso de parte do crânio para uma nova tentativa. O DNA será comparado com amostras fornecidas por descendentes confirmados de Charles de Batz de Castelmore.

Consequentemente, o caso D’Artagnan está se tornando uma das investigações arqueológicas mais acompanhadas da Europa.

Em outras palavras, a busca de Dijkman deixou de ser uma obsessão solitária e virou uma investigação científica de alto nível.

O DNA que pode mudar a história

Laboratório de arqueologia com análise de DNA de esqueleto histórico do século XVII
Análise de DNA do esqueleto em Deventer: amostras de dois dentes foram enviadas para Munique, mas falharam por insuficiência de material genético. Equipe avalia uso do crânio para nova tentativa

A comparação do DNA histórico com descendants vivos é o único caminho para uma confirmação definitiva.

O precedente mais famoso foi o de Ricardo III da Inglaterra, identificado em 2012 sob um estacionamento em Leicester, 500 anos após sua morte.

Da mesma forma, a tumba de Ptahshepses no Egito, que serviu seis faraós e ficou oculta por 4.400 anos, mostra como descobertas arqueológicas surgem onde menos se espera.

Da mesma forma que a cidade submersa de 3.400 anos no Iraque foi revelada por uma seca, o D’Artagnan real foi revelado por um piso que cedeu.

Da mesma forma, a identificação do mosqueteiro encerraria um mistério de 353 anos.

Seria a primeira vez que os restos de D’Artagnan, o Capitão dos Mosqueteiros de Luís XIV e inspiração para uma das obras mais lidas do mundo, teriam localização confirmada.

Ainda assim, os pesquisadores pedem cautela. Dijkman disse: “Várias análises estão em andamento no país e no exterior. Tornou-se uma investigação de alto nível.

Queremos certeza absoluta.” Porém, sem os resultados de DNA, ainda assim, o esqueleto permanece como candidato forte, não confirmado.

Será que o colapso aleatório de um piso de igreja pode realmente ter revelado o segredo que biógrafos, historiadores e arqueólogos buscaram por mais de três séculos?

Ainda assim, os resultados do laboratório em Munique devem chegar em breve. O mundo talvez nunca mais veja Os Três Mosqueteiros da mesma forma.

Nota: os dados são baseados em reportagens da CBS News, Artnet News e DutchNews.nl de março e abril de 2026.

Os testes de DNA ainda estavam em andamento. A identificação definitiva depende dos resultados em Munique.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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