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Crise do petróleo atinge Cuba: país tem estoque para apenas três semanas em meio à pressão dos EUA e corte de fornecedores

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 29/01/2026 às 20:36
Assista o vídeoCuba enfrenta escassez crítica de petróleo com reservas limitadas a aproximadamente 15-20 dias, intensificando apagões e tensões geopolíticas após cortes de fornecimento de Venezuela e México.
Cuba enfrenta escassez crítica de petróleo com reservas limitadas a aproximadamente 15-20 dias, intensificando apagões e tensões geopolíticas após cortes de fornecimento de Venezuela e México.
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Cuba enfrenta escassez crítica de petróleo com reservas limitadas a aproximadamente 15-20 dias, intensificando apagões e tensões geopolíticas após cortes de fornecimento de Venezuela e México.

Cuba está prestes a enfrentar uma crise energética sem precedentes. Dados recentes indicam que a ilha caribenha possui petróleo suficiente apenas para cerca de 15 a 20 dias diante dos níveis atuais de consumo e produção. 

Essa situação alarmante ocorre em um contexto de forte pressão dos Estados Unidos e corte de remessas de seus principais parceiros. 

Enquanto Havana busca alternativas, a escassez de petróleo já resulta em apagões e apreensão entre especialistas e moradores, que temem um colapso ainda mais profundo da economia e dos serviços essenciais.

Cuba à beira do esgotamento de seus estoques de petróleo

Segundo análise da consultoria de dados Kpler, Cuba tem estoques estimados em cerca de 460 mil barris no início de 2026 e recebeu apenas um carregamento de 84.900 barris do México em janeiro. 

Somando esses volumes, isso seria suficiente para manter as operações por 15 a 20 dias – um período extremamente curto para um país dependente de importações de energia.

Esse cenário preocupante é resultado de vários fatores: a suspensão das remessas de Venezuela após ações dos EUA, bem como a redução ou interrupção de envios de petróleo por parte do México, que vinha suprindo uma parte significativa da demanda energética da ilha.

A crise se intensificou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que não haverá mais envio de petróleo venezuelano para Cuba. 

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Essa postura faz com que Havana dependa ainda mais de embarques alternativos, em meio a uma situação política tensa entre os dois países.

Além disso, o governo dos EUA anunciou medidas capazes de impor tarifas sobre bens de países que continuarem a fornecer petróleo à ilha, reforçando a estratégia de isolamento econômico de Havana.

México entre dúvidas e “decisão soberana” sobre o fornecimento de petróleo

Enquanto Cuba luta para manter seu fornecimento, o México se encontra no centro da disputa. 

A presidente Claudia Sheinbaum declarou que a suspensão dos embarques foi uma “decisão soberana” e que os níveis de exportação podem variar conforme as necessidades domésticas do país e seu posicionamento político diante da pressão americana.

Relatórios sugerem que o suprimento mexicano caiu significativamente em comparação com o ano anterior, limitando ainda mais as opções disponíveis para Cuba, que já enfrentava quedas no fornecimento.

A falta de petróleo tem efeitos diretos na geração de energia elétrica e no transporte da ilha. Usinas termelétricas dependem de combustível importado para operar, e fontes locais de petróleo não são suficientes para cobrir a demanda total.

Como resultado, regiões inteiras sofrem com apagões prolongados. Em alguns casos, as quedas de energia chegam a dezenas de horas por dia, como parte de uma rotina que já se intensificou desde 2024.

Você acha que Cuba conseguirá encontrar fontes alternativas de petróleo antes que os estoques acabem e os apagões se agravem?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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