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Criança de apenas 8 anos caminha quase 5 km sob frio extremo de –9°C para chegar à escola, viraliza com cabelo congelado e mobiliza doações para melhorar as condições da própria escola na China; fato ocorreu em 2018

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 19/11/2025 às 14:46
Assista o vídeoCriança de apenas 8 anos caminha quase 5 km sob frio extremo de –9°C para chegar à escola, viraliza com cabelo congelado e mobiliza doações para melhorar as condições da própria escola na China
Créditos: People’s Daily
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Menino de 8 anos caminha quase 5 km sob –9°C para fazer prova na China, viraliza com cabelo congelado e mobiliza doações que melhoram as condições da escola.

Em janeiro de 2018, a fotografia de um menino chinês de 8 anos, Wang Fuman, estudante da Escola Primária Zhuanshanbao, na província de Yunnan, região sudoeste da China, virou notícia internacional e provocou um debate profundo sobre desigualdade, pobreza rural e as condições enfrentadas por milhões de crianças que vivem em áreas remotas do país.

Naquele dia, a temperatura na região registrou cerca de –9°C, com ventos cortantes e sensação térmica ainda mais baixa. Wang percorreu aproximadamente 4 a 5 quilômetros a pé — trajeto que inclui subidas e terreno irregular — para chegar à escola e realizar uma prova importante. Quando atravessou o portão da sala de aula, seu cabelo, suas sobrancelhas e parte da roupa estavam completamente congelados, transformados em uma camada branca de gelo causada pelo vapor da respiração acumulado durante o trajeto.

A professora, surpresa com a aparência do aluno, fotografou o momento e enviou a imagem para colegas e diretores. Em poucos minutos, a imagem começou a se espalhar pela internet chinesa. No exterior, ele ficou conhecido como “Ice Boy”, o “menino de gelo”.

A realidade por trás da foto: pobreza, longas distâncias e determinação infantil

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Wang vivia em uma área rural de Ludian, um dos condados mais pobres de Yunnan. Sua casa era construída em terra batida, sem isolamento térmico, e ele morava com a avó e a irmã. O pai trabalhava em outra província como operário migrante — situação comum entre famílias rurais na China.

Como muitas crianças da zona montanhosa de Yunnan, ele precisava caminhar diariamente por longas distâncias para estudar. O trajeto incluía:

  • estradas de terra congelada;
  • neblina densa pela manhã;
  • ventos frios que descem das montanhas;
  • trechos sem iluminação e sem transporte público.

A caminhada de 4 a 5 km confirmada por reportagens locais levou cerca de uma hora, o suficiente para que a umidade no cabelo e nas sobrancelhas congelasse completamente.

Segundo entrevistas dadas pela direção da escola à mídia chinesa, Wang chegou sorrindo e brincou com os colegas, mesmo com o rosto avermelhado e os dedos quase dormentes. Seu esforço era motivado por uma única razão: era dia de prova — e ele não aceitava perder a avaliação.

A viralização da foto e a repercussão imediata

Em menos de 24 horas, a imagem do menino congelado tomou conta das redes sociais chinesas e foi replicada em veículos internacionais como BBC, Sky News, The Guardian e South China Morning Post. O debate tomou duas linhas principais:

  1. admirar a determinação do menino, que mesmo sob frio extremo não faltou à escola;
  2. expor a desigualdade profunda entre áreas urbanas e rurais da China.

A hashtag relacionada ao caso alcançou milhões de visualizações, e Wang rapidamente se tornou símbolo das dificuldades enfrentadas por crianças rurais.

A resposta do governo local e as doações que seguiram a viralização

Diretores da escola confirmaram que, nos dias seguintes à repercussão, diversas empresas chinesas, organizações estudantis e voluntários passaram a enviar:

  • casacos de inverno;
  • luvas e botas para alunos;
  • aquecedores;
  • fundos para reparos estruturais da escola.

O governo da província de Yunnan abriu investigação e destinou recursos emergenciais para:

  • melhorar o isolamento térmico das salas;
  • instalar sistemas de calefação;
  • reforçar a alimentação escolar em períodos de frio extremo.

Embora a pontuação exata da prova — como “99 de 100” — não apareça em veículos oficiais, professores confirmaram à imprensa chinesa que Wang tinha desempenho acima da média da turma e era conhecido por ser esforçado, disciplinado e raramente faltar às aulas, mesmo em condições climáticas adversas.

Consequências e debates gerados pelo episódio

A foto serviu como um catalisador para uma discussão nacional sobre:

  • a infraestrutura escolar em regiões remotas;
  • segurança de crianças que percorrem longas distâncias;
  • a desigualdade entre escolas urbanas modernas e estruturas rurais antigas;
  • políticas públicas para melhorar transporte e acesso à educação.

Reportagens posteriores mostraram que o caso teve impacto concreto:
diversos condados da província adotaram medidas para melhorar o transporte escolar e ampliar os programas de assistência a famílias em pobreza extrema.

A vida de Wang após a comoção mundial

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Nos meses seguintes à repercussão, Wang foi transferido para uma escola melhor equipada. A mudança, porém, gerou nova onda de atenção midiática que afetou sua rotina, e a família decidiu retorná-lo para a escola original para evitar excesso de exposição.

Relatórios locais mostram que ele continuou estudando, com desempenho acadêmico considerado acima da média, e sua história foi usada em campanhas de incentivo à educação rural e ao combate à pobreza.

Por que o caso voltou a repercutir em 2025

Com o crescimento de conteúdos sobre superação infantil e desafios educacionais em plataformas digitais, a foto de Wang voltou a circular nas redes internacionais, reforçando o impacto emocional e social da história.

O caso permanece como um dos episódios mais emblemáticos da educação rural na China moderna, lembrando que, em regiões remotas, o simples ato de chegar à escola pode exigir determinação extraordinária.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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