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Concorrente da Starlink foi oficialmente lançado: Amazon LEO chega ao Brasil com promessa de internet rápida, venda pela Sky e antenas compactas

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 16/11/2025 às 18:50
Atualizado em 16/11/2025 às 19:11
Assista o vídeoAmazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.
Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.
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Conectividade via satélite ganha novo capítulo com a chegada da Amazon LEO ao Brasil, ampliando a disputa por internet rápida e antenas compactas no mercado nacional.

Concorrente da Starlink foi oficialmente lançado: Amazon LEO chega ao Brasil com promessa de internet rápida, venda pela Sky e antenas compactas – Amazon acaba de anunciar oficialmente o

A Amazon oficializou o nome Amazon LEO para sua rede de internet via satélite de órbita baixa.

E confirmou que o serviço chegará ao Brasil em parceria com a Sky, com foco inicial na região Sul do país e promessa de altas velocidades, antenas compactas e latência comparável à fibra óptica.

O movimento coloca a empresa em rota direta de colisão com a Starlink, hoje referência em conectividade via satélite no mercado brasileiro.

Amazon LEO e a evolução do antigo Project Kuiper

O serviço que agora passa a se chamar Amazon LEO é a evolução do antigo Project Kuiper, iniciativa de banda larga via satélite da Amazon que vinha sendo desenvolvida há cerca de sete anos.

A mudança de nome marca a transição do projeto da fase de testes para uma etapa comercial, em que a marca passa a ser apresentada ao público final como concorrente direto da Starlink.

Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.
Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.

O termo LEO faz referência à órbita terrestre baixa, região do espaço onde ficam os satélites do sistema.

Assim como a rival, a Amazon aposta em uma constelação com centenas e futuramente milhares de satélites voando a poucas centenas de quilômetros de altitude para reduzir a latência em relação aos satélites geoestacionários.

Sky assume venda da Amazon LEO no Brasil

No Brasil, a Sky será a responsável por comercializar os planos da Amazon LEO.

A operadora confirmou que iniciará a oferta de banda larga via satélite começando pelo Sul do país, acompanhando a estratégia de posicionamento inicial da constelação no hemisfério sul.

Segundo a empresa, o objetivo é expandir a cobertura até alcançar todo o território nacional conforme novos satélites forem lançados.

Essa escolha difere do modelo da Starlink, que vende diretamente ao consumidor final, sem intermediários locais.

No caso da Amazon LEO, a presença da Sky adiciona uma camada tradicional de operação telecom, com atendimento, faturamento e possibilidade de pacotes combinando internet e conteúdo.

Em vídeo publicado no canal Web Maníaco, Cris observa que esse arranjo coloca a Amazon numa posição diferente da Starlink no relacionamento com o cliente e levanta dúvidas sobre como será a experiência de suporte e pós-venda sob a gestão da operadora brasileira.

Constelação inicial e foco no Sul do país

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A Amazon informa que já tem cerca de 153 satélites em órbita baixa, a aproximadamente 630 quilômetros da superfície da Terra.

A meta é chegar a 3.236 satélites, distribuídos em mais de 80 lançamentos, para oferecer cobertura contínua em grande parte do globo.

Como esses primeiros lotes estão concentrados em faixas mais ao sul, a cobertura inicial mais robusta tende a ocorrer justamente no hemisfério sul e, no caso brasileiro, na região Sul.

Por isso, Sky e Amazon indicam que o serviço começará por essa área, avançando depois em direção à linha do Equador conforme a constelação for ampliada.

No país, a Sky já realizou testes com a tecnologia em cidades como Cosmópolis e Glória de Dourados, avaliando estabilidade e capacidade de atendimento em áreas com infraestrutura limitada.

Velocidades prometidas e latência reduzida

Os primeiros materiais oficiais indicam que a Amazon LEO pretende oferecer planos residenciais de até 400 Mb/s.

E planos empresariais de até 1 Gb/s, utilizando antenas em banda Ka e enlaces ópticos entre satélites para reduzir a latência.

A promessa é de uma experiência comparável à da fibra óptica em tempo de resposta.

Hoje, a Starlink divulga latências típicas em torno de 25 milissegundos, bem abaixo de sistemas geoestacionários, mas ainda superiores ao patamar da fibra, que frequentemente opera abaixo de 10 ms.

A Amazon LEO afirma buscar desempenho mais próximo das redes terrestres, principalmente para aplicações corporativas e serviços sensíveis a atraso, como videoconferência e telemedicina.

Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.
Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.

Ainda não há divulgação oficial de preços dos planos ou kits de equipamento para o mercado brasileiro.

A comunicação atual se concentra em explicar a tecnologia e coletar interessados, enquanto o desenho comercial é preparado para o lançamento previsto para 2026.

O que já se sabe sobre as antenas

O vídeo de apresentação da Amazon LEO mostra antenas compactas instaladas em telhados, embarcações e veículos, com dimensões semelhantes às da Starlink Mini.

As imagens sugerem terminais residenciais de pequeno porte e versões maiores para uso corporativo ou aplicações móveis, embora ainda não haja especificações completas para o Brasil.

No conteúdo analisado pelo canal Web Maníaco, Cris destaca a aposta em antenas discretas e de fácil instalação.

Ele lembra que a familiaridade do público com esse tipo de terminal pode acelerar a adoção da solução em áreas rurais, embarcações e veículos adaptados.

Enquanto a Amazon inicia sua etapa comercial, a Starlink já opera com a maior constelação de satélites em atividade.

A empresa superou a marca de 10 mil satélites lançados, consolidando cobertura global em mais de 150 países.

A rede utiliza satélites posicionados em média a 550 quilômetros de altitude, garantindo latência reduzida.

No Brasil, a Starlink atua em diferentes modalidades e possui forte presença em áreas rurais, embarcações e regiões remotas.

Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.
Amazon LEO chega ao Brasil com venda pela Sky e disputa espaço com a Starlink, oferecendo internet rápida, antenas compactas e baixa latência.

Nos últimos meses, o kit Starlink Mini passou a ser vendido por R$ 799 em promoções.

E o plano residencial chegou a ser ofertado em campanhas específicas por valores reduzidos durante o primeiro ano de assinatura.

Essa estratégia agressiva ajuda a explicar o crescimento acelerado da base de usuários da empresa no país.

A disputa pela internet via satélite de baixa órbita

A entrada da Amazon LEO com distribuição local pela Sky tende a ampliar as opções de conectividade em regiões onde a fibra ótica não chega.

Também aumenta a pressão competitiva sobre a Starlink em preço, atendimento e qualidade.

Cris, do canal Web Maníaco, observa que muitos usuários pedem alternativas que estimulem a redução de preços de antenas e planos.

A Amazon chega com forte capacidade de investimento e estratégia global envolvendo parcerias com empresas aéreas, operadoras regionais e governos.

Com dois grandes grupos disputando o mesmo nicho, resta acompanhar como cada um vai se posicionar em preço, franquias, suporte e soluções para setores específicos.

Será que a concorrência entre essas gigantes vai transformar a internet de baixa órbita no padrão dominante do mercado brasileiro?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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