Formas como planaltos, planícies, depressões e montanhas resultam de processos naturais que incluem erosão, sedimentação e movimentos tectônicos. Essas estruturas moldam a superfície terrestre e ajudam a compreender a dinâmica da litosfera em diferentes regiões
O relevo corresponde ao aspecto da camada superficial da Terra, a litosfera, e apresenta variações marcadas por planaltos, planícies, depressões e montanhas.
Essas formas surgem a partir da ação natural que atua ao longo do tempo, seja em intervalos curtos, seja ao longo de milhões de anos.
O movimento das placas tectônicas e a erosão provocada pela água e pelo vento influenciam diretamente essas mudanças. A área da Geografia dedicada ao estudo dessas estruturas é a Geomorfologia.
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Planaltos
Os planaltos são superfícies elevadas e relativamente planas, com encostas íngremes e limites bem definidos. Neles, a erosão predomina porque há perda constante de sedimentos. A altitude desse tipo de relevo pode variar de 300 metros até mais de 2000 metros, dependendo da região.
Entre os planaltos, destacam-se três tipos principais. Os sedimentares são constituídos por rochas sedimentares acumuladas ao longo do tempo.
Os cristalinos são formados por rochas metamórficas e magmáticas que surgem do desgaste de antigas montanhas. Já os basálticos resultam de erupções vulcânicas que originam camadas de rochas específicas.
Alguns exemplos expressivos incluem o Planalto Antártico, situado na Antártida, o Planalto da Patagônia, localizado entre Argentina e Chile, e o Planalto Tibetano, que se estende pela China. Essas regiões exemplificam a diversidade de condições capazes de originar superfícies elevadas.
Planícies
As planícies são áreas essencialmente planas, pouco acidentadas e de baixa altitude. Seu processo de formação baseia-se na sedimentação, caracterizada pelo acúmulo de sedimentos que chegam de regiões mais altas, onde a erosão é mais intensa. Por esse motivo, as planícies são consideradas formas de relevo em construção constante.
É comum que essas áreas estejam próximas de montanhas e planaltos, já que dependem do material transportado dessas regiões.
Entre os principais tipos estão as planícies costeiras, formadas por sedimentos vindos do mar, as fluviais, originadas a partir de depósitos deixados pelos rios, e as lacustres, que se formam pela sedimentação em lagos.
Alguns exemplos importantes são a Planície da Panônia, localizada na Europa Central, a Planície Jeffara, que se estende entre Tunísia e Líbia, e a Planície do Pantanal, presente no Brasil e em pequenas áreas de países vizinhos da América do Sul.
Vale ressaltar que planície e bacia sedimentar não são equivalentes, pois a primeira é uma forma de relevo e a segunda é uma estrutura geológica.
Depressões
As depressões geográficas correspondem a superfícies com altitudes mais baixas em relação às áreas vizinhas. Nelas, a erosão predomina, assim como ocorre em outras formas de relevo. Esse tipo pode aparecer próximo de montanhas, planaltos e planícies, formando transições marcantes na paisagem.
Existem dois tipos principais de depressões. A depressão absoluta encontra-se abaixo do nível do mar, o que a coloca entre as regiões mais profundas do planeta. Já a depressão relativa está acima do nível do mar, porém situada em um ponto mais baixo que os relevos próximos.
Entre os exemplos mais conhecidos estão a Depressão Cuiabana, localizada na região central do Brasil, o Mar Cáspio, situado entre Europa e Ásia, e o Mar Morto, posicionado entre Israel, Palestina e Jordânia no Oriente Médio.
Montanhas
As montanhas representam formas elevadas, com altitudes superiores às áreas ao redor. O ponto mais alto recebe o nome de cume e se destaca pela elevação acentuada em relação ao entorno. A formação das montanhas ocorre a partir de terremotos e erupções vulcânicas decorrentes do movimento das placas tectônicas.
Esse relevo pode ser classificado em três tipos principais. As montanhas vulcânicas surgem de erupções que acumulam material rochoso.
As falhadas aparecem por causa de falhas geológicas que elevam blocos de rochas. As dobradas são resultado direto dos movimentos das placas tectônicas que comprimem e deformam materiais.
Entre os exemplos estão o Monte Everest, localizado na cordilheira do Himalaia entre Nepal e China, o Monte Fuji, situado entre as províncias de Shizuoka e Yamanashi no Japão, e o Monte Olimpo, na cordilheira do mesmo nome na Grécia.
Outras formas de relevo
Além das principais classificações, outras estruturas completam a diversidade do relevo terrestre. A escarpa é um declive acentuado, geralmente relacionado a planaltos. A cuesta apresenta uma inclinação diferenciada, com um lado suave e outro abrupto.
A chapada, também chamada de planalto tubular, possui topo aplainado. A serra combina diferentes formas em uma única superfície. Já o inselberg aparece como uma elevação rochosa isolada, típica de regiões áridas e semiáridas.
Relevos no Brasil
No Brasil, predominam três formas de relevo: planícies, planaltos e depressões. Entre as principais planícies estão o Pantanal, a Planície Amazônica e a Planície Costeira. Entre os planaltos destacam-se os Planaltos da Amazônia, o Planalto e Chapada dos Parecis e o Planalto dos Guimarães.
As depressões mais expressivas são a Depressão Sertaneja e do São Francisco, a Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná e a Depressão Marginal Norte-Amazônica. O território brasileiro também possui tabuleiros, chapadas e serras, como os Tabuleiros Costeiros, as Chapadas do Meio-Norte e a Serra da Mantiqueira.
