Com o avanço do pré-sal, o Nordeste perde espaço na produção de petróleo e gás. Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte ainda lideram no onshore, mas a participação regional já caiu para 4,7% do total do país.
Enquanto o pré-sal bate recordes no litoral do Sudeste, o Nordeste vê seu peso na produção de petróleo encolher ano após ano. Em dezembro de 2025, a região respondeu por apenas 4,7% de toda a produção brasileira de petróleo e gás natural, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Ao mesmo tempo, o Brasil produziu 5,2 milhões de barris equivalentes por dia, sendo que 79,5% vieram do pré-sal, localizado em alto-mar, principalmente no Rio de Janeiro. Isso significa que quase todo o petróleo que sustenta a economia energética do país hoje sai do fundo do oceano, e não mais da terra firme nordestina.
Mesmo assim, cinco estados seguem ativos: Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas. Juntos, eles mantêm 268 campos produtores e extraem 145,19 mil barris equivalentes por dia, número pequeno quando comparado ao volume nacional.
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Nordeste domina em terra, mas perde no total
Apesar da queda na relevância nacional, o Nordeste ainda é o coração da produção terrestre de petróleo no Brasil. Toda a produção da região ocorre em terra, o chamado modelo onshore.
Em dezembro de 2025, o país produziu 248 mil barris equivalentes por dia em terra. Desse total, 58,5% saíram do Nordeste, o que mostra que a região continua dominante nesse tipo de exploração.
O problema é que a produção terrestre virou algo pequeno dentro do todo. Hoje, o petróleo que sai do solo representa menos de 5% do total brasileiro, enquanto o pré-sal domina quase tudo.
Além disso, os campos nordestinos são maduros, com poços antigos e produtividade menor. Eles sobrevivem porque o custo de operação é mais baixo e a infraestrutura já está pronta há décadas.
Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte puxam a região
A Bahia lidera a produção nordestina. Em dezembro de 2025, o estado produziu 45.820 barris equivalentes por dia. Desse total, 19.854 barris eram de petróleo e 4,128 milhões de metros cúbicos de gás natural.
A força baiana vem da Bacia do Recôncavo, que reúne 72 campos ativos, a maior concentração da região. Mesmo assim, sua participação no petróleo nacional caiu de 0,77% em 2021 para 0,55% em 2025.
Logo atrás aparece o Maranhão, que praticamente vive do gás natural. O estado produziu 6,247 milhões de metros cúbicos por dia, o que garantiu 39.429 barris equivalentes diários. Porém, o petróleo maranhense é quase simbólico: apenas 136 barris por dia.

O gás sai da Bacia do Parnaíba, com campos como Gavião Preto, Gavião Branco, Gavião Real e Gavião Caboclo. Ainda assim, a fatia do Maranhão no gás nacional caiu de 4,39% para 2,65% em quatro anos.
O Rio Grande do Norte aparece como o segundo maior produtor de petróleo do Nordeste. Em 2025, foram 27.967 barris por dia, além de 907 mil metros cúbicos de gás, somando 33.678 barris equivalentes.
A Bacia Potiguar abriga 58 campos, com destaque para Estreito, que opera 795 poços, e Canto do Amaro, que sozinho entregou 5 mil barris equivalentes por dia.
Sergipe e Alagoas ainda respiram graças ao gás
Sergipe produziu 12.447 barris equivalentes por dia, sendo 11.988 barris de petróleo e 73 mil metros cúbicos de gás. O campo de Carmópolis continua relevante, com 8 mil barris equivalentes por dia, o que representa 3,2% de toda a produção terrestre do país.
Já Alagoas fechou dezembro de 2025 com 13.811 barris equivalentes por dia, puxados principalmente pelo gás. A operadora Origem Alagoas controla 77% da produção estadual, com 13.436 barris equivalentes diários.
Ceará, Paraíba e Pernambuco praticamente fora do jogo
O Ceará ainda aparece nos números, mas com apenas 0,02% da produção nacional de petróleo, um volume quase simbólico.
Paraíba e Pernambuco não registraram produção nos boletins da ANP, o que indica campos fechados ou volumes tão baixos que não entram nas estatísticas.
Diante desse cenário, você acha que o Nordeste corre o risco de ficar cada vez mais irrelevante no mapa do petróleo do Brasil?


Comparar produção do pré sal com produção em terra, é no mínimo inocente. Mas a pergunta é, por que a Petrobrás não coloca como prioridade a exploração do SEAP , Sergipe Águas Profundas? Petróleo e gás tem e muito, só falta direcionar um pouco dos investimentos pra região nordeste.
Exatamente isso amigo, o estado lá do Sergipe tem muito gás e Petróleo ainda não explorado, estima – se mais de 2 bilhões de barris