O passo a passo mostra como construir um fogão a lenha simples a partir da definição do local, da marcação da base e das medidas da estrutura, incluindo altura, largura, instalação da chapa, formação da fornalha e saída correta da fumaça pela chaminé
Quem buscava entender como construir um fogão a lenha a partir de um modelo simples recebeu, em vídeo, uma explicação detalhada sobre medidas, marcação, levante, base, fornalha e instalação da chapa. O passo a passo foi apresentado por Roberto Araújo, em resposta a pedidos feitos nos comentários do canal, após dúvidas sobre as dimensões mínimas e a forma correta de iniciar a obra.
Segundo ele, o primeiro ponto é definir o local exato onde o fogão será feito, de preferência em um canto de parede. A demonstração parte justamente dessa referência, com duas paredes servindo de base para a marcação da largura e da profundidade da estrutura.
Roberto afirmou que o fogão precisa ter, no mínimo, entre 1,30 metro e 1,40 metro de comprimento. Na demonstração, ele trabalha com 1,40 metro, medida que, segundo explicou, depende diretamente do tamanho da chapa que será usada na parte superior.
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A largura indicada por ele fica entre 60 e 70 centímetros. No exemplo mostrado, foi adotada a medida de 60 centímetros, aproveitando como referência uma peça cerâmica usada na marcação e no esquadro inicial.
Como construir um fogão a lenha: medidas iniciais e marcação da base
Para tirar o esquadro, Roberto encostou uma régua na parede e usou a peça cerâmica como referência. Com isso, marcou o contorno externo da base, chegando ao desenho que servirá de guia para levantar as paredes do fogão.
Na simulação, a marcação foi feita com 1,40 metro de comprimento e 60 centímetros de largura. Ele mostrou que esse traçado precisa ficar bem alinhado com a parede e observou que a definição da largura pode variar conforme o acabamento e o material que será usado.
Depois da marcação, o passo seguinte é iniciar o levante da base com lajotas. Roberto explicou que, para assentar o material, pode ser usado um traço de cinco latas de areia para uma lata de cimento, com a adição de um produto para dar liga à massa.
As peças usadas na demonstração tinham 19 por 19 centímetros. Com elas, ele montou a primeira fiada da estrutura e indicou que, no canto da parede, o procedimento segue a mesma lógica da parte frontal, sempre obedecendo ao risco marcado no piso.
Durante essa etapa, ele chamou atenção para uma escolha que fica a critério de quem vai construir. A abertura do compartimento inferior pode ser deixada na frente, para colocar lenha, ou pode ser fechada, caso a pessoa prefira outra configuração.
Também é possível, segundo a explicação, fechar o fundo e o canto e manter apenas a parte frontal aberta. Nessa hipótese, o espaço inferior funcionará como local para guardar a lenha, mas a definição depende do uso pretendido para o fogão.
Altura da estrutura e uso do prumo no levante
Após a marcação e o início do levante, Roberto indicou que a parede deve subir até três fileiras de lajota. Com o tijolo de 19 por 19 centímetros, essa primeira etapa atinge cerca de 64 centímetros sem considerar a massa.
Ele ressaltou, porém, que o ideal é considerar uma altura final entre 65 e 67 centímetros nessa fase. Caso seja colocado tijolo refratário depois, a estrutura chegará perto de 70 centímetros, mas, na explicação dada, o ponto de referência ficou em torno de 65 centímetros.
Ao longo do levante, ele destacou que a massa entre uma peça e outra precisa ser levada em conta. Por isso, a altura não deve ser observada apenas pelo número de fiadas, mas pelo resultado final já com o assentamento concluído.
Outro ponto tratado como indispensável foi o uso do prumo. Roberto mostrou que, depois da primeira fiada seguir a marcação no chão, o restante da parede precisa ser conferido com o prumo tanto em uma lateral quanto na outra, até alcançar a altura desejada.
Segundo ele, essa conferência é necessária para evitar desalinhamentos. O prumo deve ser usado à medida que as fiadas sobem, principalmente porque, a partir da primeira base, a referência deixa de ser apenas o risco no piso.
Assoalho, laje e camada superior antes da chapa
Com a parede baixa pronta, o passo seguinte é fazer o assoalho da parte inferior. Roberto explicou que isso pode ser feito com pequenas lajotas, com pedaços de porcelanato ou com cerâmica, desde que o material sirva para completar o fundo desse compartimento.
Na demonstração, ele citou peças de 47 centímetros como exemplo de reaproveitamento possível. O importante, segundo afirmou, é apenas fechar e completar bem a área inferior para dar continuidade à montagem da estrutura.
Depois vem a laje. Para executá-la, ele orientou fixar uma madeira nas laterais, deixando livre a medida necessária para o concreto, de forma que o nível desejado seja alcançado sem ultrapassar a altura planejada para essa etapa.
Na frente, o procedimento é semelhante. Também deve ser colocada uma referência lateral para segurar o concreto, e, sobre a base, ele recomendou o uso de ferro fino, amarrado em malha quadriculada, com espaçamento aproximado de 20 centímetros.
Concluída a laje, Roberto disse que o ideal é aplicar por cima uma camada de tijolinho. De preferência, essa camada deve ser feita com tijolo refratário, embora ele reconheça que esse material pode ser caro e que, por isso, muita gente opte pelo tijolo maciço comum.
Nesse caso, ele orientou o uso de massa refratária. A composição informada na explicação foi de seis medidas de areia fina, quatro medidas de areia grossa, uma medida e meia de cimento, uma medida de cal e seis medidas de açúcar.
Segundo ele, o açúcar entra na mistura para retardar a secagem do cimento. Isso, de acordo com a explicação apresentada, ajuda a evitar que a massa trinque futuramente, especialmente na área do fogão que ficará mais exposta ao calor.
Chapa, fornalha e saída da fumaça
Na parte superior, a chapa usada na simulação foi de três furos. Roberto reproduziu, em papelão, as medidas desse modelo para ilustrar o encaixe e detalhou que a peça tem 63 centímetros de comprimento, 21 centímetros na parte traseira e 26 centímetros na parte frontal.
A partir dessas medidas, ele indicou que se deve tirar 55 centímetros desde o início da base até o ponto em que começa a área da chapa. A partir dali, foi montada uma carreira de tijolos para formar a região onde a chapa será apoiada.
Nesse trecho, ele explicou que o espaço entre a chapa e a parede deve ser reservado para a chaminé. Na demonstração, foi mostrado um tubo de PVC apenas para ilustrar a posição, mas o material indicado para uso real foi outro.
Roberto citou duas possibilidades. Uma delas é usar manilha de barro, encontrada em algumas lojas, e a outra é recorrer a tubo galvanizado comprado em ferro-velho, opção que, segundo ele, muitas pessoas costumam adotar nesse tipo de fogão.
Ele observou que, se for usado o tubo galvanizado, a abertura deve ficar um pouco abaixo do nível do tijolo para que o tubo entre por dentro da chapa. Em volta dele, deve ser levantada a parede que formará a base do fogão.
A fornalha, conforme a explicação, deve ter aproximadamente 20 centímetros de largura e 25 centímetros de altura. Roberto ressaltou que essa medida pode variar conforme a largura da chapa, mas, no exemplo mostrado, esse foi o padrão adotado.
Ele também afirmou que toda a parte interna da fornalha precisa ser revestida com tijolinho. Mesmo quando a parte externa for feita com lajota comum, o interior deve receber esse revestimento, sempre com massa entre uma peça e outra.
Revestimento final e conclusão da montagem
Da altura da chapa para cima, Roberto orientou que todo o trabalho seja feito com massa refratária. Segundo ele, essa mesma massa também pode ser usada no reboco da parte superior, embora a decisão sobre rebocar ou deixar aparente fique a critério de quem executa o serviço.
Ele lembrou que, no caso de uso de lajota ou tijolo furado, o reboco tende a ser necessário para o acabamento. Ainda assim, reforçou que, nessa região mais exposta ao calor, o mais importante é usar a massa refratária em todo o levante.
Outro detalhe apontado foi a continuidade do revestimento interno. A explicação mostra que o interior do fogão deve seguir com tijolos ao redor da fornalha, respeitando o espaço destinado à chapa e à passagem da fumaça pela chaminé.
A chaminé, por sua vez, precisa subir até acima do telhado. Segundo Roberto, isso é necessário para que a fumaça não retorne, e a solução vale tanto para quem usar tubo galvanizado quanto para quem optar por levantar a chaminé com tijolinhos.
No caso da chaminé de alvenaria, o processo é o mesmo, mas com mais trabalho. Ele afirmou que essa alternativa exige seguir subindo com o tijolo até ultrapassar o telhado, o que torna a execução mais longa.
Ao encerrar a explicação, Roberto disse esperar ter respondido à dúvida de José Roberto e também ajudado outras pessoas que venham a pesquisar o tema. A apresentação foi feita como uma simulação, mas reuniu medidas, traços e etapas práticas para orientar quem quer entender, de forma direta, como construir um fogão a lenha.

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