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Como construir um fogão a lenha com chapa, fornalha e chaminé seguindo um modelo simples e barato

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/03/2026 às 01:37
Atualizado em 21/03/2026 às 01:48
Como construir um fogão a lenha com medidas, base, chapa, fornalha e chaminé em um passo a passo detalhado e objetivo.
Como construir um fogão a lenha com medidas, base, chapa, fornalha e chaminé em um passo a passo detalhado e objetivo.
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O passo a passo mostra como construir um fogão a lenha simples a partir da definição do local, da marcação da base e das medidas da estrutura, incluindo altura, largura, instalação da chapa, formação da fornalha e saída correta da fumaça pela chaminé

Quem buscava entender como construir um fogão a lenha a partir de um modelo simples recebeu, em vídeo, uma explicação detalhada sobre medidas, marcação, levante, base, fornalha e instalação da chapa. O passo a passo foi apresentado por Roberto Araújo, em resposta a pedidos feitos nos comentários do canal, após dúvidas sobre as dimensões mínimas e a forma correta de iniciar a obra.

Segundo ele, o primeiro ponto é definir o local exato onde o fogão será feito, de preferência em um canto de parede. A demonstração parte justamente dessa referência, com duas paredes servindo de base para a marcação da largura e da profundidade da estrutura.

Roberto afirmou que o fogão precisa ter, no mínimo, entre 1,30 metro e 1,40 metro de comprimento. Na demonstração, ele trabalha com 1,40 metro, medida que, segundo explicou, depende diretamente do tamanho da chapa que será usada na parte superior.

A largura indicada por ele fica entre 60 e 70 centímetros. No exemplo mostrado, foi adotada a medida de 60 centímetros, aproveitando como referência uma peça cerâmica usada na marcação e no esquadro inicial.

Como construir um fogão a lenha: medidas iniciais e marcação da base

Para tirar o esquadro, Roberto encostou uma régua na parede e usou a peça cerâmica como referência. Com isso, marcou o contorno externo da base, chegando ao desenho que servirá de guia para levantar as paredes do fogão.

Na simulação, a marcação foi feita com 1,40 metro de comprimento e 60 centímetros de largura. Ele mostrou que esse traçado precisa ficar bem alinhado com a parede e observou que a definição da largura pode variar conforme o acabamento e o material que será usado.

Depois da marcação, o passo seguinte é iniciar o levante da base com lajotas. Roberto explicou que, para assentar o material, pode ser usado um traço de cinco latas de areia para uma lata de cimento, com a adição de um produto para dar liga à massa.

As peças usadas na demonstração tinham 19 por 19 centímetros. Com elas, ele montou a primeira fiada da estrutura e indicou que, no canto da parede, o procedimento segue a mesma lógica da parte frontal, sempre obedecendo ao risco marcado no piso.

Durante essa etapa, ele chamou atenção para uma escolha que fica a critério de quem vai construir. A abertura do compartimento inferior pode ser deixada na frente, para colocar lenha, ou pode ser fechada, caso a pessoa prefira outra configuração.

Também é possível, segundo a explicação, fechar o fundo e o canto e manter apenas a parte frontal aberta. Nessa hipótese, o espaço inferior funcionará como local para guardar a lenha, mas a definição depende do uso pretendido para o fogão.

Altura da estrutura e uso do prumo no levante

Após a marcação e o início do levante, Roberto indicou que a parede deve subir até três fileiras de lajota. Com o tijolo de 19 por 19 centímetros, essa primeira etapa atinge cerca de 64 centímetros sem considerar a massa.

Ele ressaltou, porém, que o ideal é considerar uma altura final entre 65 e 67 centímetros nessa fase. Caso seja colocado tijolo refratário depois, a estrutura chegará perto de 70 centímetros, mas, na explicação dada, o ponto de referência ficou em torno de 65 centímetros.

Ao longo do levante, ele destacou que a massa entre uma peça e outra precisa ser levada em conta. Por isso, a altura não deve ser observada apenas pelo número de fiadas, mas pelo resultado final já com o assentamento concluído.

Outro ponto tratado como indispensável foi o uso do prumo. Roberto mostrou que, depois da primeira fiada seguir a marcação no chão, o restante da parede precisa ser conferido com o prumo tanto em uma lateral quanto na outra, até alcançar a altura desejada.

Segundo ele, essa conferência é necessária para evitar desalinhamentos. O prumo deve ser usado à medida que as fiadas sobem, principalmente porque, a partir da primeira base, a referência deixa de ser apenas o risco no piso.

Assoalho, laje e camada superior antes da chapa

Com a parede baixa pronta, o passo seguinte é fazer o assoalho da parte inferior. Roberto explicou que isso pode ser feito com pequenas lajotas, com pedaços de porcelanato ou com cerâmica, desde que o material sirva para completar o fundo desse compartimento.

Na demonstração, ele citou peças de 47 centímetros como exemplo de reaproveitamento possível. O importante, segundo afirmou, é apenas fechar e completar bem a área inferior para dar continuidade à montagem da estrutura.

Depois vem a laje. Para executá-la, ele orientou fixar uma madeira nas laterais, deixando livre a medida necessária para o concreto, de forma que o nível desejado seja alcançado sem ultrapassar a altura planejada para essa etapa.

Na frente, o procedimento é semelhante. Também deve ser colocada uma referência lateral para segurar o concreto, e, sobre a base, ele recomendou o uso de ferro fino, amarrado em malha quadriculada, com espaçamento aproximado de 20 centímetros.

Concluída a laje, Roberto disse que o ideal é aplicar por cima uma camada de tijolinho. De preferência, essa camada deve ser feita com tijolo refratário, embora ele reconheça que esse material pode ser caro e que, por isso, muita gente opte pelo tijolo maciço comum.

Nesse caso, ele orientou o uso de massa refratária. A composição informada na explicação foi de seis medidas de areia fina, quatro medidas de areia grossa, uma medida e meia de cimento, uma medida de cal e seis medidas de açúcar.

Segundo ele, o açúcar entra na mistura para retardar a secagem do cimento. Isso, de acordo com a explicação apresentada, ajuda a evitar que a massa trinque futuramente, especialmente na área do fogão que ficará mais exposta ao calor.

Chapa, fornalha e saída da fumaça

Na parte superior, a chapa usada na simulação foi de três furos. Roberto reproduziu, em papelão, as medidas desse modelo para ilustrar o encaixe e detalhou que a peça tem 63 centímetros de comprimento, 21 centímetros na parte traseira e 26 centímetros na parte frontal.

A partir dessas medidas, ele indicou que se deve tirar 55 centímetros desde o início da base até o ponto em que começa a área da chapa. A partir dali, foi montada uma carreira de tijolos para formar a região onde a chapa será apoiada.

Nesse trecho, ele explicou que o espaço entre a chapa e a parede deve ser reservado para a chaminé. Na demonstração, foi mostrado um tubo de PVC apenas para ilustrar a posição, mas o material indicado para uso real foi outro.

Roberto citou duas possibilidades. Uma delas é usar manilha de barro, encontrada em algumas lojas, e a outra é recorrer a tubo galvanizado comprado em ferro-velho, opção que, segundo ele, muitas pessoas costumam adotar nesse tipo de fogão.

Ele observou que, se for usado o tubo galvanizado, a abertura deve ficar um pouco abaixo do nível do tijolo para que o tubo entre por dentro da chapa. Em volta dele, deve ser levantada a parede que formará a base do fogão.

A fornalha, conforme a explicação, deve ter aproximadamente 20 centímetros de largura e 25 centímetros de altura. Roberto ressaltou que essa medida pode variar conforme a largura da chapa, mas, no exemplo mostrado, esse foi o padrão adotado.

Ele também afirmou que toda a parte interna da fornalha precisa ser revestida com tijolinho. Mesmo quando a parte externa for feita com lajota comum, o interior deve receber esse revestimento, sempre com massa entre uma peça e outra.

Revestimento final e conclusão da montagem

Da altura da chapa para cima, Roberto orientou que todo o trabalho seja feito com massa refratária. Segundo ele, essa mesma massa também pode ser usada no reboco da parte superior, embora a decisão sobre rebocar ou deixar aparente fique a critério de quem executa o serviço.

Ele lembrou que, no caso de uso de lajota ou tijolo furado, o reboco tende a ser necessário para o acabamento. Ainda assim, reforçou que, nessa região mais exposta ao calor, o mais importante é usar a massa refratária em todo o levante.

Outro detalhe apontado foi a continuidade do revestimento interno. A explicação mostra que o interior do fogão deve seguir com tijolos ao redor da fornalha, respeitando o espaço destinado à chapa e à passagem da fumaça pela chaminé.

A chaminé, por sua vez, precisa subir até acima do telhado. Segundo Roberto, isso é necessário para que a fumaça não retorne, e a solução vale tanto para quem usar tubo galvanizado quanto para quem optar por levantar a chaminé com tijolinhos.

No caso da chaminé de alvenaria, o processo é o mesmo, mas com mais trabalho. Ele afirmou que essa alternativa exige seguir subindo com o tijolo até ultrapassar o telhado, o que torna a execução mais longa.

Ao encerrar a explicação, Roberto disse esperar ter respondido à dúvida de José Roberto e também ajudado outras pessoas que venham a pesquisar o tema. A apresentação foi feita como uma simulação, mas reuniu medidas, traços e etapas práticas para orientar quem quer entender, de forma direta, como construir um fogão a lenha.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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