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Voluntários levam eletricidade a hospital no topo de montanha no Nepal, instalam maternidade com berços aquecidos, mudam a vida de mais de 16.000 pessoas e realizam o sonho do engenheiro de finalmente ver o Everest

Publicado em 19/12/2025 às 15:08
Assista o vídeoVoluntários levam energia solar ao Nepal, criam maternidade moderna e hospital funcional nas montanhas, transformando vidas com solidariedade e inovação.
Voluntários levam energia solar ao Nepal, criam maternidade moderna e hospital funcional nas montanhas, transformando vidas com solidariedade e inovação.
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Em uma aldeia remota a 2500 metros de altitude no Nepal, voluntários, estudantes e um engenheiro local instalam painéis solares, criam maternidade equipada com berços aquecidos, atendem mais de 16.000 pessoas e transformam um prédio abandonado em hospital moderno, seguro, iluminado e inspirador que protege mães, bebês e realiza sonhos.

No topo de uma montanha de 2500 metros em uma região remota do Nepal, um hospital ainda funcionava sem eletricidade, obrigando médicos a operar com lanternas e fazendo pacientes caminhar até sete horas em busca de atendimento melhor. Pela falta de investimento estatal, a rede só chegaria ali em 2030.

Foi nesse cenário que um grupo de voluntários internacionais, estudantes do Green Program e a ONG Give Power se uniram ao engenheiro Sanjay para instalar energia solar, montar uma maternidade com berços aquecidos e transformar o prédio abandonado em hospital funcional. No vídeo sobre a construção, uma campanha da Kellogg’s com o Minecraft, ativa até 31 de julho de 2024, ainda prometia itens virtuais e o plantio de 250 mil árvores nos Estados Unidos.

Montanha isolada e hospital no escuro

Antes da chegada da equipe, a comunidade de Khologaun, no interior do Nepal, vivia praticamente desconectada do resto do mundo.

Sem eletricidade, os médicos não tinham acesso a equipamentos modernos e precisavam realizar procedimentos delicados no escuro, usando apenas lanternas e ferramentas básicas.

Nos casos mais graves, pacientes tinham de caminhar por trilhas de pedra durante horas até um hospital mais bem estruturado, o que muitas vezes terminava em mortes e abortos espontâneos.

O hospital que agora recebe energia solar era apenas um prédio simples, sem condição de operar como uma unidade de saúde moderna.

A previsão oficial era de que a eletricidade só chegaria por volta de 2030, uma espera longa demais para quem precisava de atendimento imediato em uma das regiões mais frias do Nepal. Nesse intervalo, cada inverno significava mais risco para mulheres grávidas, recém-nascidos e idosos.

A tragédia de Neera e o alerta para o Nepal

A urgência do projeto ficou evidente na história de Neera, uma moradora da aldeia. Grávida, ela precisou enfrentar estradas de pedra até a maternidade mais próxima, longe dali.

As temperaturas congelantes e a distância fizeram com que ela não chegasse a tempo. Neera perdeu o bebê porque a comunidade não tinha um hospital equipado nem berços aquecidos para proteger os recém-nascidos do frio extremo.

Se o hospital na montanha já estivesse em funcionamento, com maternidade e equipamentos adequados, o desfecho provavelmente teria sido outro.

Foi a partir de relatos como o de Neera que o engenheiro Sanjay, que atua para a Give Power no Nepal, assumiu a missão de levar eletricidade e tecnologia simples, porém decisiva, às aldeias isoladas das montanhas.

Voluntários, estudantes e a força da comunidade

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Para tirar o projeto do papel, Sanjay ganhou o reforço do Beast Philanthropy, que já tinha parcerias anteriores com a Give Power, e da fundadora do Green Program, Melissa.

Ela levou estudantes de vários países para trabalharem lado a lado com os moradores do Nepal na conclusão da obra. A ideia era unir aprendizado prático, impacto social e respeito pela natureza em um único projeto.

Enquanto a equipe cavava o solo e passava a fiação para os painéis solares, a comunidade mostrava um traço marcante da cultura local.

Um morador acendeu uma fogueira apenas para preparar chá preto do Himalaia com gengibre para os visitantes, que descreveram a bebida como a melhor que já tinham provado.

As famílias abriram suas casas, ofereceram camas e ajudaram em tudo o que podiam, reforçando o senso de parceria que marcou a transformação do hospital no Nepal.

No meio da construção, Dan, um dos integrantes do grupo, ficou doente e precisou buscar ajuda médica. Encontrou o posto de saúde fechado e descobriu na prática o que já era rotina para os moradores: sem estrutura e sem energia, qualquer problema mais sério exige uma viagem de sete horas até outro hospital.

Só depois, atendido pela enfermeira Karuna, ele recebeu um diagnóstico simples e pôde descansar, enquanto a equipe seguia trabalhando.

Painéis solares, maternidade e o berço aquecido Nyano Nani

Com a base de sustentação das placas pronta, os voluntários instalaram os painéis solares e as baterias que iriam abastecer o hospital no alto da montanha.

O objetivo era garantir energia contínua para equipamentos médicos, iluminação e, principalmente, para uma nova maternidade. A comunidade do Nepal passou a contar com salas adequadas para partos, estrutura básica de cirurgia e berços especiais para recém-nascidos.

Durante uma pausa no trabalho, Sanjay contou a Darren como nasceu o berço aquecido que mudaria a rotina dos bebês da região.

Ao visitar outra aldeia sem eletricidade, ele viu uma criança dentro de uma caixa de madeira, cercada por lâmpadas improvisadas, usadas apenas para aquecer o pequeno corpo.

A cena o levou a projetar o Nyano Nani, um berço aquecido simples e eficiente, desenvolvido por uma equipe local no Nepal e premiado com o People’s Choice Award nos Estados Unidos.

Impressionado com o impacto do equipamento, Darren tomou uma decisão imediata.

Ele comprou dez unidades do Nyano Nani para que Sanjay pudesse doar os berços aquecidos a outras comunidades carentes, multiplicando o alcance da tecnologia criada no Nepal.

Faltando apenas um dia para o fim da obra, toda a equipe se reuniu para assinar o último painel solar, e Darren apertou o parafuso final que simbolizaria a conclusão do projeto.

Luz elétrica para mais de 16.000 pessoas

Em poucos dias, um prédio abandonado sem eletricidade foi convertido em um hospital em funcionamento, pronto para atender mais de 16.000 pessoas da região.

À medida que o sol se punha sobre a montanha do Nepal, toda a aldeia se reuniu em frente ao prédio para acompanhar o momento em que as luzes seriam ligadas pela primeira vez. Depois da contagem regressiva, os corredores se iluminaram, e a reação foi de pura emoção.

No dia seguinte, Sanjay chamou Neera para conhecer a nova maternidade. Ela viu de perto os equipamentos, o berço aquecido e a estrutura que poderia ter salvado seu bebê.

Emocionada, agradeceu pela obra que agora garantiria condições dignas de parto para outras mulheres do Nepal, sem a necessidade de enfrentar longas caminhadas em estradas de pedra sob frio extremo.

O agradecimento veio em um simples “Namaste”, carregado de significado.

Do hospital na montanha ao sonho de ver o Everest

Além de transformar a vida da comunidade, o projeto no Nepal realizou um sonho pessoal de quem dedicou anos a esse tipo de trabalho.

A equipe descobriu que, apesar de viver no país que abriga o Everest, Sanjay nunca tinha visto de perto a montanha mais alta do mundo.

No último dia, eles decidiram surpreendê-lo com uma viagem de helicóptero até o ponto mais alto permitido para aeronaves.

No topo, o ar rarefeito permitiu apenas dois minutos de permanência com segurança. Foram o suficiente para que Sanjay, Darren e Dan contemplassem o Everest como nunca antes.

Sanjay caiu de joelhos, emocionado, descrevendo a cena como a realização de um sonho de vida. A mesma energia que agora ilumina o hospital na montanha parece ter acendido também algo dentro dele e de toda a comunidade do Nepal que participou dessa transformação.

E você, encararia uma viagem até um vilarejo remoto no Nepal para ajudar a levar eletricidade e saúde a quem mais precisa?

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Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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