Míssil hipersônico russo Tsirkon avança na integração naval e submarina; Mach 8, manobra evasiva e foco em alvos estratégicos elevam tensão global
O míssil hipersônico 3M22 Tsirkon (também romanizado como Zircon) é um dos programas militares mais acompanhados do mundo por um motivo simples: ele reúne três tendências estratégicas ao mesmo tempo, velocidade extrema, capacidade naval e integração multi-plataforma. Segundo reportagens de imprensa russa e ocidental, o programa não é mais um protótipo conceitual: ele se encontra em fase de integração operacional, um estágio que coloca o projeto na fronteira entre testes avançados e uso militar real.
A existência do Tsirkon foi mencionada publicamente ainda na década de 2010, mas ganhou tração depois de testes documentados entre 2019 e 2022, que mostraram lançamentos a partir de fragatas no Mar Branco e plataformas terrestres. Em 2023-2024, veículos estatais como TASS e RIA Novosti passaram a noticiar a integração do míssil com a fragata Almirante Gorshkov e a preparação para uso em submarinos da classe Yasen-M, o que marca um salto estratégico: trata-se do primeiro míssil hipersônico naval em estágio avançado de adoção.
Velocidade extrema e alcance ampliado: o que isso significa
O termo “hipersônico” se refere a veículos capazes de ultrapassar Mach 5 (cinco vezes a velocidade do som). No caso do Tsirkon, reportagens russas citam velocidades estimadas entre Mach 6 e Mach 9, embora esses valores variem conforme altitude e trajetória.
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O alcance divulgado também não é consensual, oscilando entre 500 km e 1.000 km conforme declarações oficiais, mas a característica mais sensível não é o número em si, e sim a combinação entre alta velocidade + manobrabilidade + plataformas de lançamento móveis, algo considerado disruptivo em cenários navais.
A lógica é simples: navios e submarinos equipados com mísseis rápidos e de longo alcance ampliam o raio de negação marítima e conseguem atuar longe de suas águas territoriais. Isso ajuda a explicar por que os EUA, a China, a Índia e a Rússia disputam o domínio do setor hipersônico — não se trata apenas de poder ofensivo, mas de posicionamento geopolítico.
Integração naval e submarina: o diferencial do programa
A maior parte dos sistemas hipersônicos em testes no mundo é terrestre ou aérea. O Tsirkon, ao contrário, foi pensado desde o início para ser naval, o que o coloca em uma categoria rara. De acordo com reportagens da Naval News, TASS e RIA Novosti, a Rússia trabalha em três eixos:
- Fragatas modernas, como a classe Gorshkov
- Submarinos nucleares, como a classe Yasen-M
- Eventual adaptação a outras classes, como cruzadores e destróieres
A integração em submarinos tem peso singular porque adiciona camuflagem + mobilidade + alcance, um trio que compõe o núcleo da dissuasão naval do século XXI.
Por que o programa é considerado um “marco de transição”
Mesmo em fase de integração e com poucos dados públicos, o Tsirkon já provoca debates sobre mudanças de paradigma naval. Há três elementos-chave:
- Tempo de reação menor: quanto maior a velocidade, menor o tempo para detecção e tomada de decisão.
- Dificuldade de interceptação: trajetórias atmosféricas e manobras em alta velocidade desafiam sistemas tradicionais.
- Projeção de poder: um navio equipado com esse tipo de míssil tem impacto estratégico muito além de suas dimensões físicas.
Na visão de analistas, não se trata apenas de um novo armamento, mas de uma categoria, assim como o stealth nos anos 1980 e os drones armados nos anos 2000.
Status atual: programa ainda em andamento
Diferente de armamentos já amplamente operacionais, o Tsirkon está em uma zona híbrida — não é um protótipo experimental, mas também não é totalmente implantado em todas as plataformas previstas. O consenso das fontes é que:
- Testes de voo e desempenho foram concluídos
- Produção limitada estaria em curso
- Integração com fragatas está avançada
- Integração com submarinos segue em andamento
Essa etapa intermediária é importante porque valida engenharia, logística, doutrina e cadeia industrial, algo que nenhum país consegue acelerar sem anos de trabalho.
O cenário internacional: uma corrida de múltiplos competidores
O Tsirkon não existe no vácuo. Ele faz parte de uma corrida hipersônica que envolve:
- Estados Unidos: programas DARPA + US Navy/USAF (HAWC, ARRW, CPS)
- China: DF-ZF e modelos experimentais aeroespaciais
- Índia: BrahMos II (em desenvolvimento com possível Mach 7)
- Rússia: Avangard (planador estratégico), Kinzhal (ar-lançado) e Tsirkon (naval)
Não é coincidência que todos esses países invistam no mesmo tipo de tecnologia: o controle do ambiente marinho, aéreo e orbital no século XXI será definido não apenas por quem tem plataformas maiores, mas por quem tem velocidade, sensores e integração digital.


Vamos se honestos e tirar os EUA desta corrida pois o mesmo não possui armamento hipersônico.
Grande **** o Kinzhal o míssil hipersonico invencível do Putin já foi derrubado inúmeras vezes pelo patriota esses mísseis podem ser derrubados pelo patriot e pelo Arrow 3 de Israel, todo míssil balístico é hipersonico voa acima de mach 5 e Israel derrubou centenas de mísseis balísticos do Irã ano passado com o Arrow 3
Não há um único derrube deste míssel
O próprio General da ucrania falou que esse missil passou pela defesa semana passada.
Há muito tempo Rússia vem usando mísseis supersônicos contra a Ucrânia e com resultados pífios. Não adiantaram nada .
Verdade esses misseis são da época da União Soviética com adaptações e melhorias já que a Rússia sofre um embargo gigante sem tecnologias em chpis avançados para fazer novas tecnologias em mísseis.
Supespnicos nao hipersonico estes ainda nao foram usados, e se colocar ogiva tatica nuclear ai quero ver.
Sim Kiev e o resto da Ucrânia estão praticamente sem energia por invasão alienígena não ataque aéreos da Rússia…