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Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 8 comentários

Com velocidades acima de Mach 8 e integração em fragatas e submarinos, a Rússia avança com o míssil hipersônico Tsirkon e inaugura uma nova era na guerra naval de longo alcance

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 19/01/2026 às 21:26
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Reprodução/Poder Naval
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Míssil hipersônico russo Tsirkon avança na integração naval e submarina; Mach 8, manobra evasiva e foco em alvos estratégicos elevam tensão global

O míssil hipersônico 3M22 Tsirkon (também romanizado como Zircon) é um dos programas militares mais acompanhados do mundo por um motivo simples: ele reúne três tendências estratégicas ao mesmo tempo, velocidade extrema, capacidade naval e integração multi-plataforma. Segundo reportagens de imprensa russa e ocidental, o programa não é mais um protótipo conceitual: ele se encontra em fase de integração operacional, um estágio que coloca o projeto na fronteira entre testes avançados e uso militar real.

A existência do Tsirkon foi mencionada publicamente ainda na década de 2010, mas ganhou tração depois de testes documentados entre 2019 e 2022, que mostraram lançamentos a partir de fragatas no Mar Branco e plataformas terrestres. Em 2023-2024, veículos estatais como TASS e RIA Novosti passaram a noticiar a integração do míssil com a fragata Almirante Gorshkov e a preparação para uso em submarinos da classe Yasen-M, o que marca um salto estratégico: trata-se do primeiro míssil hipersônico naval em estágio avançado de adoção.

Velocidade extrema e alcance ampliado: o que isso significa

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O termo “hipersônico” se refere a veículos capazes de ultrapassar Mach 5 (cinco vezes a velocidade do som). No caso do Tsirkon, reportagens russas citam velocidades estimadas entre Mach 6 e Mach 9, embora esses valores variem conforme altitude e trajetória.

O alcance divulgado também não é consensual, oscilando entre 500 km e 1.000 km conforme declarações oficiais, mas a característica mais sensível não é o número em si, e sim a combinação entre alta velocidade + manobrabilidade + plataformas de lançamento móveis, algo considerado disruptivo em cenários navais.

A lógica é simples: navios e submarinos equipados com mísseis rápidos e de longo alcance ampliam o raio de negação marítima e conseguem atuar longe de suas águas territoriais. Isso ajuda a explicar por que os EUA, a China, a Índia e a Rússia disputam o domínio do setor hipersônico — não se trata apenas de poder ofensivo, mas de posicionamento geopolítico.

Integração naval e submarina: o diferencial do programa

A maior parte dos sistemas hipersônicos em testes no mundo é terrestre ou aérea. O Tsirkon, ao contrário, foi pensado desde o início para ser naval, o que o coloca em uma categoria rara. De acordo com reportagens da Naval News, TASS e RIA Novosti, a Rússia trabalha em três eixos:

  • Fragatas modernas, como a classe Gorshkov
  • Submarinos nucleares, como a classe Yasen-M
  • Eventual adaptação a outras classes, como cruzadores e destróieres

A integração em submarinos tem peso singular porque adiciona camuflagem + mobilidade + alcance, um trio que compõe o núcleo da dissuasão naval do século XXI.

Por que o programa é considerado um “marco de transição”

Mesmo em fase de integração e com poucos dados públicos, o Tsirkon já provoca debates sobre mudanças de paradigma naval. Há três elementos-chave:

  • Tempo de reação menor: quanto maior a velocidade, menor o tempo para detecção e tomada de decisão.
  • Dificuldade de interceptação: trajetórias atmosféricas e manobras em alta velocidade desafiam sistemas tradicionais.
  • Projeção de poder: um navio equipado com esse tipo de míssil tem impacto estratégico muito além de suas dimensões físicas.
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Na visão de analistas, não se trata apenas de um novo armamento, mas de uma categoria, assim como o stealth nos anos 1980 e os drones armados nos anos 2000.

Status atual: programa ainda em andamento

Diferente de armamentos já amplamente operacionais, o Tsirkon está em uma zona híbrida — não é um protótipo experimental, mas também não é totalmente implantado em todas as plataformas previstas. O consenso das fontes é que:

  • Testes de voo e desempenho foram concluídos
  • Produção limitada estaria em curso
  • Integração com fragatas está avançada
  • Integração com submarinos segue em andamento

Essa etapa intermediária é importante porque valida engenharia, logística, doutrina e cadeia industrial, algo que nenhum país consegue acelerar sem anos de trabalho.

O cenário internacional: uma corrida de múltiplos competidores

O Tsirkon não existe no vácuo. Ele faz parte de uma corrida hipersônica que envolve:

  • Estados Unidos: programas DARPA + US Navy/USAF (HAWC, ARRW, CPS)
  • China: DF-ZF e modelos experimentais aeroespaciais
  • Índia: BrahMos II (em desenvolvimento com possível Mach 7)
  • Rússia: Avangard (planador estratégico), Kinzhal (ar-lançado) e Tsirkon (naval)

Não é coincidência que todos esses países invistam no mesmo tipo de tecnologia: o controle do ambiente marinho, aéreo e orbital no século XXI será definido não apenas por quem tem plataformas maiores, mas por quem tem velocidade, sensores e integração digital.

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Mauri
Mauri
21/01/2026 21:31

Vamos se honestos e tirar os EUA desta corrida pois o mesmo não possui armamento hipersônico.

Gustavo Gimenes
Gustavo Gimenes
21/01/2026 17:57

Grande **** o Kinzhal o míssil hipersonico invencível do Putin já foi derrubado inúmeras vezes pelo patriota esses mísseis podem ser derrubados pelo patriot e pelo Arrow 3 de Israel, todo míssil balístico é hipersonico voa acima de mach 5 e Israel derrubou centenas de mísseis balísticos do Irã ano passado com o Arrow 3

Mauri
Mauri
Em resposta a  Gustavo Gimenes
21/01/2026 21:32

Não há um único derrube deste míssel

Jorge
Jorge
Em resposta a  Gustavo Gimenes
22/01/2026 08:22

O próprio General da ucrania falou que esse missil passou pela defesa semana passada.

Humberto Ribeiro
Humberto Ribeiro
21/01/2026 16:53

Há muito tempo Rússia vem usando mísseis supersônicos contra a Ucrânia e com resultados pífios. Não adiantaram nada .

Drowboy
Drowboy
Em resposta a  Humberto Ribeiro
21/01/2026 18:25

Verdade esses misseis são da época da União Soviética com adaptações e melhorias já que a Rússia sofre um embargo gigante sem tecnologias em chpis avançados para fazer novas tecnologias em mísseis.

Jorge
Jorge
Em resposta a  Humberto Ribeiro
21/01/2026 18:45

Supespnicos nao hipersonico estes ainda nao foram usados, e se colocar ogiva tatica nuclear ai quero ver.

Bispo de Guerra
Bispo de Guerra
Em resposta a  Humberto Ribeiro
23/01/2026 12:45

Sim Kiev e o resto da Ucrânia estão praticamente sem energia por invasão alienígena não ataque aéreos da Rússia…

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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