O Jeep Renegade estreia com sistema híbrido leve, motor 1.3 turbo, consumo ainda contido e foco na versão Sahara, que concentra as principais mudanças do SUV.
O Jeep Renegade estreia a nova proposta híbrida leve com sistema de 48 V na versão Sahara, mas a principal transformação não está no visual externo. O SUV preserva o motor 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm de torque, muda pouco no consumo e concentra as novidades no interior e no pacote de equipamentos.
Na prática, o modelo continua muito próximo do que já era antes. O Jeep Renegade não virou um híbrido pleno, não traciona as rodas com energia elétrica e também não entrega aquele salto de eficiência que muita gente poderia imaginar ao ver a palavra híbrido associada ao nome.
O que muda no Jeep Renegade híbrido

Por fora, o Jeep Renegade segue bastante reconhecível. A dianteira recebeu ajustes, com nova leitura na grade e para-choque redesenhado, enquanto a traseira também traz alterações no para-choque e mantém conjunto óptico em LED. É uma atualização visível, mas discreta.
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A maior mudança aparece mesmo na proposta do carro. O SUV passa a adotar um sistema híbrido leve de 48 V, diferente dos conjuntos de 12 V já vistos em outros modelos da Stellantis. Ainda assim, essa eletrificação tem atuação limitada e não transforma o comportamento do carro de forma radical.
Como funciona o sistema híbrido leve de 48 V
É importante deixar claro que o Jeep Renegade não se move em modo elétrico. O sistema leve atua para alimentar parte dos sistemas eletrônicos do veículo e aliviar a carga do motor a combustão em determinadas situações, como frenagens e desacelerações, quando há recuperação de energia.
Na prática, isso ajuda o conjunto a trabalhar com mais eficiência, especialmente no uso urbano e no funcionamento do stop-start.
A melhora existe, mas é contida. Segundo a referência citada no conteúdo, o ganho de consumo fica na faixa de 8% a 9%, longe de transformar o Renegade em um SUV de consumo excepcional.
Motor, desempenho e consumo

Sob o capô, o modelo mantém o conhecido motor 1.3 turbo, de quatro cilindros, injeção direta flex e corrente de comando, acoplado ao câmbio automático de seis marchas. A potência segue em 176 cv nos dois combustíveis, com 27,5 kgfm de torque a 2.000 rpm.
Com 1.531 kg, o SUV entrega relação peso-potência de 8,6 kg por cv, além de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e velocidade máxima de 206 km/h.
Ou seja, o Jeep Renegade continua competente em desempenho, mas o sistema híbrido leve não trouxe ganho de potência.
No consumo declarado, os números informados são:
11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada com gasolina
8,3 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol
Os dados mostram exatamente o que o carro entrega nesta nova fase: há evolução, mas ela está longe de ser revolucionária.
Interior concentra as mudanças mais relevantes
Se por fora o SUV mudou pouco, por dentro a atualização é mais perceptível. O Jeep Renegade ganhou nova central multimídia, herdada da linha Compass, com câmera de ré, navegação, Android Auto, Apple CarPlay e, dependendo da versão, Alexa integrada.
O modelo também passa a oferecer saídas de ar para a fileira traseira, duas entradas USB atrás, carregador por indução, freio de mão eletrônico, teto solar panorâmico na versão avaliada e ajustes elétricos para o banco do motorista. Esses pontos reforçam a sensação de modernização da cabine.
Por outro lado, houve perdas. O acabamento macio na parte superior do painel saiu de cena, dando lugar a mais superfícies plásticas.
O revestimento mudou conforme a versão, e o carro também ficou devendo itens como piloto automático adaptativo e auto hold. Em um veículo nessa faixa de preço, essas ausências pesam.
Espaço interno e porta-malas seguem sem surpresa
O espaço interno continua dentro do que o Renegade sempre ofereceu. Não é um SUV que se destaque pela amplitude da cabine, especialmente para quem vai atrás.
A inclusão das saídas de ar traseiras melhora o conforto, mas o túnel central largo e a configuração do console continuam limitando um pouco o uso do banco traseiro por três ocupantes.
O porta-malas segue com 385 litros, número modesto para a categoria, mas com possibilidade de expansão para 1.448 litros com os bancos rebatidos. O modelo ainda oferece tomada 12 V no compartimento e mantém boa altura em relação ao solo, com 21,2 cm.
Versões e preços do Jeep Renegade

A gama citada no conteúdo ficou organizada assim:
Altitude por preço promocional de R$ 129 mil, sem sistema híbrido
Longitude híbrida leve por R$ 158.690
Sahara híbrida leve por R$ 175.990
Willys 4×4 por cerca de R$ 189 mil, sem sistema híbrido
Esse desenho deixa claro que o Jeep Renegade eletrificado fica no meio da gama, enquanto as versões de entrada e topo seguem caminhos diferentes.
Vale a pena?
O novo conjunto faz sentido para quem quer um Jeep Renegade com pequenas melhorias de eficiência, visual atualizado e cabine mais equipada, sem esperar uma mudança profunda de proposta.
O SUV continua com boa altura do solo, suspensão independente e motor esperto em baixa rotação, qualidades que ajudam no uso urbano e em pisos ruins.
Ao mesmo tempo, o Jeep Renegade híbrido leve exige expectativa ajustada. Ele não entrega consumo de híbrido pleno, não oferece ganho de potência e ainda cobra caro por um pacote que melhora em alguns pontos, mas recua em acabamento e deixa faltar recursos importantes.
Para você, o Jeep Renegade híbrido leve faz sentido pelo conjunto ou o preço alto pesa mais do que as mudanças?


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