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Com mais de 40 mil garrafas, Geórgia abre cofre com coleção de vinhos que pertenceu a Stálin com raridades francesas e georgianas desde o século 19

Publicado em 04/06/2026 às 19:48
Atualizado em 04/06/2026 às 20:18
Assista o vídeoColeção de 40 mil garrafas de Stálin
Imagem: Reprodução / Youtube
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Governo da Geórgia abriu em Tbilisi uma coleção de 40 mil garrafas atribuída a Stálin, com raridades francesas e georgianas, algumas do século 19, para leiloar o acervo e financiar uma escola de vinho

A coleção de vinhos de Stálin, formada por cerca de 40 mil raridades francesas e georgianas, foi aberta pela primeira vez nesta semana pelo governo da Geórgia, em Tbilisi. Parte das garrafas remonta ao início do século 19, e a venda deve financiar uma escola de educação sobre vinho no país.

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Cofre de vinhos foi aberto pela primeira vez em Tbilisi

O repositório guarda garrafas em ambiente marcado por teias de aranha, luz baixa e aroma adocicado e almiscarado.

A coleção pertence ao governo georgiano e reúne vinhos considerados raros, com origem em produtores franceses e georgianos.

O plano é leiloar o acervo e usar os recursos para abrir uma escola voltada à educação sobre vinho na Geórgia.

O projeto tem apoio do Ministério da Agricultura do país e participação de Irakli Gilauri, proprietário da Gilauri Wines.

Leilão pode colocar a Geórgia no mapa dos colecionadores

Gilauri afirmou que o leilão ajudaria a “colocar a Geórgia no mapa dos colecionadores”. A frase resume a aposta do país em transformar a venda em uma vitrine internacional para sua tradição vinícola.

A Geórgia se apresenta como berço do vinho. O material cita evidências arqueológicas que demonstram uma tradição contínua de produção vinícola de 8 mil anos no país do Cáucaso do Sul.

Acervo reúne garrafas ligadas aos Romanov

Stálin nasceu na Geórgia, liderou a União Soviética de 1924 até sua morte, em 1953, e era descrito como um entusiasta do vinho e colecionador.

O acervo inclui vinhos de famosos produtores de Bordeaux que pertenceram ao czar Alexandre III e a seu filho, Nicolau II.

Após a Revolução Russa de 1917, a coleção imperial Romanov foi tomada pelos soviéticos, e Stálin passou a ser seu guardião.

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Colecionadores veem valor histórico nas garrafas

O colecionador Victor Chen viajou de Dallas, no Texas, para Tbilisi e comparou a experiência à abertura de uma caverna por Indiana Jones. Para ele, ainda há poucos momentos históricos desse tipo.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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