Santa Catarina avança na expansão da energia renovável com o Programa Energia Boa, que destrava investimento privado, acelera obras de hidrelétricas e amplia a capacidade elétrica do estado em 144MW
O Governo de Santa Catarina avança no fortalecimento de sua matriz energética ao ampliar o alcance do Programa Energia Boa, que atualmente soma 21 hidrelétricas em construção em várias regiões do estado. Os empreendimentos, impulsionados por cerca de R$ 3 bilhões em investimento privado, devem acrescentar 144 MW de potência ao sistema elétrico catarinense, garantindo energia renovável capaz de abastecer mais de 200 mil unidades consumidoras. O Energia Boa está transformando o setor energético catarinense, segundo o governador Jorginho Mello.
Avanço das hidrelétricas em Santa Catarina e expansão de 144MW
O Programa Energia Boa surgiu em 2024 com o objetivo de destravar processos, acelerar licenças e estimular o investimento no setor elétrico de Santa Catarina. Desde sua criação, o programa se tornou um mecanismo estratégico para viabilizar hidrelétricas, subestações e linhas de transmissão necessárias para sustentar o crescimento econômico do estado. Além disso, a iniciativa fortalece a geração de energia renovável, otimiza a infraestrutura e impulsiona empregos diretos e indiretos.
As 21 hidrelétricas atualmente em construção representam um dos maiores pacotes de obras energéticas já registrados em Santa Catarina. Distribuídas pelo Planalto Norte, Planalto Serrano, Meio-Oeste e Oeste, elas reforçam a estratégia estadual de expandir a oferta de energia renovável enquanto reduzem gargalos históricos de infraestrutura.
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Essas hidrelétricas, entre PCHs e CGHs, devem adicionar 144 MW ao sistema. O aumento da potência instalada consolida o estado como polo de geração hidroenergética, fortalecendo a segurança do abastecimento e reduzindo riscos de oscilação no fornecimento. O governador Jorginho Mello reforça que Santa Catarina tem pressa, assim como o governo, destacando que o Energia Boa acelerou análises que antes demoravam anos.
Energia Boa e o impacto direto no investimento privado
O ambiente de negócios criado pelo Programa Energia Boa tem contribuído diretamente para o avanço dos empreendimentos. Desde 2024, foram cadastrados 178 projetos, sendo aproximadamente 70 já atendidos com suporte técnico e institucional. Entre eles, a maioria envolve geração hídrica, embora existam propostas solares, eólicas e de biomassa.
Segundo o secretário Silvio Dreveck, o Energia Boa trouxe condições reais para facilitar processos e destravar investimentos que ficavam ociosos. O resultado dessa estrutura ficou evidente no último leilão de energia nova da Aneel: Santa Catarina ficou em primeiro lugar no país, representando 40% dos projetos habilitados.
Esses números revelam a confiança do mercado no programa e evidenciam como o apoio regulatório e técnico tem estimulado grandes volumes de investimento no setor. Para o estado, tratar-se de um avanço estratégico que fortalece o setor elétrico e amplia a participação catarinense na matriz nacional.
Obras concluídas e ampliação imediata da capacidade energética com hidrelétricas
Além dos empreendimentos em andamento, quatro hidrelétricas cadastradas no programa já foram concluídas em 2025: PCH Rodeio (Benedito Novo), PCH Boa Vista (Lages), CGH Hopen (Lages) e CGH Treze Tílias (Treze Tílias). Somadas, elas adicionaram 18,2 MW ao sistema elétrico de Santa Catarina.
Esses resultados reforçam que o Energia Boa não apenas planeja, mas entrega obras concluídas, contribuindo efetivamente para o equilíbrio energético regional. As finalizações demonstram que o modelo de integração entre órgãos ambientais, de fiscalização e de gestão fundiária tem garantido fluidez aos projetos.
Infraestrutura complementar e novos investimentos públicos
O Programa Energia Boa também contempla obras públicas essenciais. O Governo de Santa Catarina anunciou R$ 572 milhões destinados à construção de seis subestações e mais de 200 km de linhas de transmissão no Planalto Serrano. Esses empreendimentos estão sob responsabilidade da Celesc.
Com isso, o estado assegura que as novas hidrelétricas tenham capacidade de conexão à malha elétrica nacional, evitando sobrecarga e aumentando a eficiência do sistema como um todo. Essa modernização é indispensável para sustentar os atuais e futuros ciclos de investimento, especialmente em regiões com alto potencial energético.
Projeções de investimento e geração de empregos no setor
As estimativas oficiais indicam que o Programa Energia Boa deve viabilizar mais de R$ 3 bilhões em investimento privado. Um exemplo desse movimento é a PCH Campo Belo, em construção em Campo Belo do Sul.
Além do volume financeiro, a expectativa é de que cerca de 19 mil empregos sejam gerados a partir dos projetos em andamento e dos planejados para os próximos anos. Esses postos de trabalho movimentam a economia local, fortalecem pequenos municípios e aceleram o desenvolvimento regional.
Para o secretário Dreveck, ganha o setor elétrico, assim como o estado de Santa Catarina, já que os efeitos multiplicadores diretos e indiretos contribuem para novos ciclos de crescimento.
O papel das hidrelétricas e do programa no futuro energético catarinense
A consolidação do Programa Energia Boa como política pública estratégica fortalece a posição de Santa Catarina na transição energética brasileira. O estado, que já se destaca em competitividade industrial, passa a operar com mais segurança energética e com projeções de expansão sustentável.
Ao proporcionar agilidade, reduzir burocracias, incentivar investimento e impulsionar hidrelétricas, o programa abre caminho para uma matriz mais limpa, moderna e eficiente.
Com os projetos em ritmo acelerado, infraestrutura de transmissão em expansão e crescente atração de capital privado, o Energia Boa se mostra essencial para o desenvolvimento econômico e ambiental do estado.
Importância estratégica para o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina
O conjunto de obras, investimentos e resultados obtidos até agora demonstra que o Programa Energia Boa está redesenhando o cenário energético de Santa Catarina. A construção de 21 hidrelétricas, somada aos mais de R$ 3 bilhões em investimento privado, ao reforço da infraestrutura e ao aumento da potência instalada, consolida o estado como referência nacional em energia renovável.
Além disso, o programa fortalece a autonomia energética, impulsiona empregos e promove desenvolvimento sustentável. Santa Catarina avança como protagonista da energia limpa, ao mesmo tempo em que cria condições estruturais para garantir competitividade, segurança e crescimento nas próximas décadas.
