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Com hidrelétricas em queda e baterias ainda no papel, Brasil deve ampliar o uso de fontes poluentes para geração de energia, como as termelétricas, até 2034; emissão de gases poluentes deve dobrar nos próximos anos

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 19/02/2026 às 11:15 Atualizado em 19/02/2026 às 11:16
Assista o vídeoEstudo aponta que a redução das hidrelétricas e o atraso na implantação de baterias devem ampliar o uso de termelétricas no Brasil, elevando emissões e mudando o perfil da matriz elétrica.
Estudo aponta que a redução das hidrelétricas e o atraso na implantação de baterias devem ampliar o uso de termelétricas no Brasil, elevando emissões e mudando o perfil da matriz elétrica.
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Estudo aponta que a redução das hidrelétricas e o atraso na implantação de baterias devem ampliar o uso de termelétricas no Brasil, elevando emissões e mudando o perfil da matriz elétrica.

O Brasil pode viver uma virada silenciosa na sua matriz elétrica. Enquanto as fontes renováveis avançam, as termelétricas devem ampliar participação nos próximos anos. 

O motivo é direto. Menos hidrelétricas com reservatórios. Mais energia intermitente, como solar e eólica. E, além disso, baterias ainda longe de uma implantação em larga escala.

A projeção é da consultoria Aurora Energy Research. Segundo o estudo, a participação das hidrelétricas deve cair de 42% em 2026 para 36% em 2030. 

Em 2040, o índice pode chegar a 28%. Em paralelo, as termelétricas movidas a gás natural, óleo combustível e carvão devem subir de 10% para 16% em 2030 e alcançar 18% em 2040.

Ou seja, o país pode depender mais de fontes fósseis justamente no momento em que o mundo discute redução de emissões.

Emissões podem quase dobrar em menos de dez anos

As projeções estão alinhadas aos estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apresentados no Plano Decenal de Expansão de Energia 2034. 

O documento indica que a geração termelétrica a combustíveis fósseis pode praticamente dobrar em menos de uma década.

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Como consequência, as emissões da matriz elétrica brasileira podem chegar a 24 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2034. Para comparação, em 2024 o volume estimado era de 14 milhões de toneladas.

Além disso, o mais recente Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 reforça a necessidade de ampliar fontes flexíveis. A justificativa é clara. Garantir segurança ao sistema diante do crescimento acelerado das renováveis.

Falta de grandes reservatórios muda o jogo

Historicamente, as hidrelétricas com grandes reservatórios funcionavam como uma espécie de “bateria natural”. Armazenavam água e liberavam energia quando necessário. No entanto, novos projetos desse tipo se tornaram mais raros.

Com isso, cresce a dependência das termelétricas para suprir períodos sem sol ou vento. A Aurora projeta que o Brasil precisará adicionar cerca de 47 GW de capacidade flexível até 2045.

Embora as baterias sejam vistas como solução, sua expansão ainda é incerta. O Ministério de Minas e Energia sinaliza, desde 2023, a intenção de contratar sistemas de armazenamento para reforçar o Sistema Interligado Nacional. 

Um leilão específico está previsto para abril. Porém, o modelo definitivo gera dúvidas. E há risco de adiamento, como já ocorreu em 2025.

Enquanto isso, as termelétricas seguem como garantia de fornecimento. Mas a que custo ambiental e financeiro?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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