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Com explosões controladas, estudos geológicos e máquinas gigantes, a China corta montanhas com paredes de 200 m e abre estradas que reduzem trajetos de horas para minutos

Publicado em 20/12/2025 às 22:44
Assista o vídeoChina, Montanhas, Estradas
Imagem: Divulgação / Xataka
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China corta montanhas com paredes verticais de até 200 metros, substitui túneis em províncias cársticas e reduz trajetos de horas para minutos em rodovias e ferrovias estratégicas

A China adota há décadas a técnica de cortar montanhas para abrir estradas e ferrovias, usando explosivos controlados e escavação pesada para criar passagens abertas, reduzir tempos de viagem e viabilizar conexões onde túneis seriam caros, arriscados ou impraticáveis.

A prática substitui desvios longos por cortes diretos em formações rochosas, encurtando percursos e ampliando a integração logística entre cidades separadas por terrenos íngremes e complexos.

O método exige estudos geológicos detalhados para mapear composição, fraturas e estabilidade, definindo traçados e volumes de remoção com planejamento milimétrico e sequências de detonação controlada.

Após as primeiras fraturas, entram escavadeiras e perfuratrizes capazes de avançar dezenas de metros de profundidade por dia, removendo maciços e moldando taludes verticais contínuos.

Como funciona a técnica de corte aberto

As paredes remanescentes recebem estabilização com redes metálicas, concreto projetado e drenagem superficial, reduzindo riscos de queda de blocos e infiltrações ao longo do tempo.

O resultado são corredores com paredes verticais que alcançam até 200 metros de altura, visualmente limpos, permitindo tráfego aberto e acesso direto à paisagem.

A solução se disseminou em áreas onde o relevo e a geologia difcultam túneis, sobretudo em terrenos cársticos e rochas fraturadas.

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Regiões onde o método se consolidou

As passagens cortadas são comuns em Guizhou, Yunnan e Sichuan, províncias montanhosas com formações complexas e grande demanda por conexões rápidas.

Nesses locais, a alternativa aberta superou limitações técnicas e econômicas, viabilizando obras em áreas antes consideradas inviáveis para túneis tradicionais.

Impacto direto em rodovias e ferrovias

Projetos como a rodovia Guiyang-Qianxi e a passagem de montanha de Taihang Mountains reduziram trajetos de horas para minutos.

A técnica também foi aplicada em trechos da ferrovia de alta velocidade Pequim-Guangzhou, onde segmentos atravessam montanhas literalmente abertas.

Por que cortar em vez de perfurar

A escolha prioriza critérios técnicos e custos, sobretudo em áreas com água subterrânea abundante ou rochas instáveis, que elevam riscos e preços de túneis profundos.

Passagens abertas simplificam manutenção, dispensam ventilação contínua e ampliam a circulação de veículos pesados, fator relevante para o transporte rodoviário de mercadorias.

Comparações internacionais

Fora da China, métodos semelhantes aparecem na Noruega, em fiordes onde cortes superam perfurações, apesar de projetos de túneis como o Rogfast.

Nos Estados Unidos, a passagem de Cumberland Gap usou cortes em menor escala, sem alcançar a amplitude chinesa.

Debate ambiental e exceções

Apesar dos ganhos logísticos, a técnica suscita debates ambientais por alterar drenagem, fragmentar habitats e gerar poeira, ruído e grandes volumes de resíduos.

Por isso, permanece como exceção: túneis seguem preferidos, enquanto o corte aberto é aplicado quando riscos, custos e geologia tornam a perfuração desvantajosa.

Com informações de Xataka.

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Romário Pereira de Carvalho

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