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Com custo por disparo perto de zero, o laser DragonFire pode mudar a guerra no mar em 2027 e dar aos navios britânicos uma defesa quase sem limite contra drones

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 02/04/2026 às 23:30
Descubra como o Reino Unido planeja implementar o laser DragonFire em destróieres Tipo 45 até 2027 para defesa naval.
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O Reino Unido pretende colocar o laser DragonFire em operação até 2027 nos destróieres Tipo 45, apostando em disparos com custo quase nulo e capacidade contínua para enfrentar ataques de saturação, reduzir o consumo de mísseis caros e ampliar a defesa naval contra drones e outras ameaças de curto alcance

O Reino Unido planeja colocar em operação o laser DragonFire até 2027, equipando destróieres Tipo 45 da Marinha Real com uma arma de alta energia voltada à defesa contra drones, morteiros, pequenas embarcações e outros alvos de curto alcance. A mudança acelera em cinco anos o cronograma anterior e marca uma etapa importante na transição de sistemas experimentais para uso operacional no combate naval.

A implementação será sustentada por um contrato de produção concedido à MBDA em novembro de 2025 e começará com pelo menos dois destróieres, após testes com munição real realizados no campo de provas das Hébridas.

O governo britânico confirmou o novo calendário em março de 2026 e definiu que a primeira instalação ocorrerá em um navio da classe Tipo 45.

Reino Unido acelera entrada do laser DragonFire

A revisão do cronograma reflete a preocupação crescente com campos de batalha cada vez mais marcados pela presença maciça de drones. Para os planejadores navais, a velocidade passou a ser decisiva, já que esse tipo de ameaça evoluiu mais rápido que os ciclos tradicionais de aquisição de defesa.

A implantação acelerada busca reduzir essa defasagem e ampliar a capacidade de resposta em navios de guerra de defesa aérea de elite. Outros navios deverão ser incluídos na fase inicial do programa, à medida que o sistema avançar da etapa de testes para plataformas operacionais.

Laser mira ameaças baratas e de grande volume

O DragonFire foi projetado para enfrentar ameaças de curto alcance, especialmente drones e projéteis de morteiro, que costumam aparecer em grande número e têm baixo custo de emprego. Esse cenário cria dificuldades para interceptores tradicionais, já que cada míssil lançado pode custar centenas de milhares de dólares.

Nesse tipo de confronto, o laser oferece uma resposta diferente por poder atacar alvos em sequência sem a necessidade de recarga. Enquanto houver energia disponível, os operadores podem continuar disparando, o que amplia a capacidade de reação durante ataques prolongados.

O sistema também pode ser empregado contra pequenas embarcações e certos projéteis em aproximação. Sua eficácia, porém, depende do tempo de permanência sobre o alvo e da capacidade energética disponível a bordo do navio.

Jérôme Brahy, analista de defesa e documentarista do Army Recognition, avaliou que o equipamento reforça a defesa em camadas ao acrescentar uma opção de engajamento com boa relação custo-benefício para ameaças de grande volume. Essa característica coloca o laser como complemento a sistemas já existentes, em vez de substituto isolado.

Economia e integração nos destróieres Tipo 45

A principal vantagem do DragonFire está no custo. Cada disparo consome aproximadamente £10 em eletricidade, valor muito inferior ao preço de mísseis interceptores utilizados em defesas convencionais.

Os destróieres Tipo 45 foram apontados como uma plataforma adequada para receber o sistema. O Reino Unido já opera nesses navios o sistema de defesa aérea Sea Viper com mísseis Aster, além dos radares SAMPSON e S1850M para detecção e rastreamento de alvos.

Canhões navais, sistemas de guerra eletrônica e defesas de curto alcance já compõem a proteção dessas embarcações.

Com a chegada do laser, essa arquitetura ganhará uma nova camada não cinética, reduzindo a dependência de estoques finitos de mísseis e diminuindo a carga logística ligada ao armazenamento e reabastecimento de munições.

Engenheiros descrevem essa capacidade como um “carregador inwinito”, embora os limites reais dependam da geração de energia e dos sistemas de resfriamento, e não da quantidade de munição armazenada.

Para observadores dos Estados Unidos, o avanço britânico acompanha esforços semelhantes da Marinha americana para enfrentar ameaças baratas e numerosas sem consumir interceptores de alto valor.

A rápida adoção do DragonFire indica que o laser deixou de ser tratado apenas como conceito futurista. No planejamento britânico, ele passa a ocupar espaço prático dentro do combate naval moderno.

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Joaquim plc neto
Joaquim plc neto
05/04/2026 10:07

Ótimo, poderiam ajudar a Ucrânia a destruir todos os drones lançados pelos russos

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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