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Com apenas 11 anos, estudante de Santa Catarina transforma figurinhas amassadas da Copa em oportunidade de negócio e começa a vender caixinhas personalizadas feitas em impressão 3D para colegas de escola em Criciúma, com nome, cor e proteção para os cromos

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Escrito por Carla Teles Publicado em 11/05/2026 às 17:11 Atualizado em 11/05/2026 às 17:13
Com apenas 11 anos, estudante de Santa Catarina transforma figurinhas amassadas da Copa em oportunidade de negócio e começa a vender caixinhas personalizadas
Figurinhas da Copa viram negócio com impressão 3D, cromos protegidos, caixinhas para figurinhas e empreendedorismo infantil em SC. Imagem: Divulgação
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Em Santa Catarina, as figurinhas da Copa inspiraram empreendedorismo infantil depois que Heitor viu cromos amassados na escola e passou a vender caixinhas para figurinhas feitas em impressão 3D, com nome e cor, mostrando como uma necessidade simples virou negócio entre colegas em Criciúma, também antes e depois das aulas.

As figurinhas da Copa estavam no centro da rotina dos colegas quando Heitor Soratto Nandi, de 11 anos, percebeu um problema simples: muitos cromos circulavam amassados, presos com elástico ou guardados de qualquer jeito no bolso. A partir dessa cena comum dentro da escola, ele enxergou uma oportunidade.

Segundo o portal nd+, o aluno do quinto ano em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, o estudante começou a fabricar caixinhas personalizadas em impressão 3D para proteger as coleções. A ideia nasceu de uma necessidade real entre crianças que já estavam envolvidas na febre das figurinhas, mas ganhou forma de pequeno negócio.

Ideia surgiu ao observar figurinhas amassadas na escola

Figurinhas da Copa viram negócio com impressão 3D, cromos protegidos, caixinhas para figurinhas e empreendedorismo infantil em SC.
Imagem: Divulgação

A inspiração de Heitor veio de uma situação cotidiana. Os colegas levavam as figurinhas da Copa para a escola, trocavam cromos e carregavam parte da coleção no bolso. O problema é que muitas acabavam dobradas, amassadas ou presas por elásticos, o que comprometia a conservação.

Foi nesse cenário que o menino percebeu que poderia criar algo útil. Em vez de apenas participar das trocas, ele pensou em uma solução para guardar os cromos com mais cuidado. O que parecia apenas uma brincadeira de recreio acabou virando uma pequena operação de venda entre estudantes.

As caixinhas passaram a ser produzidas em impressão 3D, com espaço para personalização. O estudante oferece modelos com nome e cor escolhidos pelos clientes, mantendo o tema ligado ao universo da Copa do Mundo e ao hábito de colecionar cromos.

Impressão 3D virou ferramenta para proteger os cromos

Figurinhas da Copa viram negócio com impressão 3D, cromos protegidos, caixinhas para figurinhas e empreendedorismo infantil em SC.

A impressão 3D é o elemento que diferencia o pequeno negócio de Heitor. Com ela, as caixinhas ganham formato próprio e podem ser adaptadas conforme o pedido dos colegas. A proposta é simples: guardar as figurinhas da Copa de maneira mais organizada e reduzir o risco de danos.

Esse tipo de produção permite criar peças sob demanda, sem depender de grandes estoques prontos. Para um estudante de 11 anos, isso também torna o processo mais flexível, já que cada pedido pode receber uma combinação diferente de cor e identificação.

As versões personalizadas se tornaram o ponto mais chamativo. Ao colocar o nome do dono na caixinha, o produto deixa de ser apenas um recipiente e passa a funcionar como parte da própria coleção. É uma solução pequena, mas conectada ao comportamento dos estudantes.

Vendas começaram entre colegas e cresceram dentro da escola

O negócio começou de forma despretensiosa, mas se espalhou entre os alunos. As vendas acontecem principalmente antes e depois das aulas, quando os colegas procuram Heitor para encomendar ou retirar as caixinhas. Aos poucos, a ideia ultrapassou o círculo mais próximo de amigos.

Segundo o relato do próprio estudante, a procura deixou de vir apenas dos colegas mais próximos e passou a envolver outros alunos da escola. A força da ideia está justamente na proximidade com o público: Heitor criou algo para um problema que ele via todos os dias.

As figurinhas da Copa funcionaram como o ponto de partida, mas o movimento também mostra como pequenas demandas podem abrir espaço para iniciativas criativas. Em vez de uma estrutura grande, o negócio depende de observação, conversa com os colegas e capacidade de entregar algo útil.

Família vê criatividade e empreendedorismo desde cedo

Figurinhas da Copa viram negócio com impressão 3D, cromos protegidos, caixinhas para figurinhas e empreendedorismo infantil em SC.
Imagem: Divulgação

A família de Heitor acompanha de perto o interesse do menino por criação, negociação e organização de vendas. A mãe, Sheila Soratto, relata que o filho sempre demonstrou um olhar criativo e inclinado a transformar ideias em projetos concretos.

O ambiente familiar também contribui para esse contato com o mundo dos negócios. A mãe atua na área da odontologia, enquanto o pai, Italo Nandi, trabalha nos ramos metalúrgico e madeireiro. Esse convívio com diferentes rotinas profissionais ajuda o estudante a observar decisões, conversas e formas de planejamento.

Mesmo assim, o caso chama atenção por partir de uma iniciativa infantil ligada ao cotidiano escolar. Heitor não criou uma solução distante da própria realidade. Ele observou o comportamento dos colegas, identificou uma dificuldade e usou a tecnologia disponível para responder a ela.

Dinheiro arrecadado já tem destino planejado

Apesar da pouca idade, Heitor já demonstra cuidado com o destino do dinheiro que recebe. Parte do valor arrecadado com as caixinhas para figurinhas da Copa é reinvestida na compra de materiais para continuar a produção.

O restante, segundo o estudante, é guardado para novos projetos. Esse detalhe mostra que a iniciativa não se resume a vender algo no momento da moda, mas também a aprender sobre reinvestimento, organização e continuidade.

A história também mostra como temas populares entre crianças podem gerar aprendizado fora do conteúdo tradicional da sala de aula. As figurinhas motivaram trocas, conversas, pedidos e cálculos, enquanto a impressão 3D trouxe uma camada prática de tecnologia e produção.

Pequeno negócio mostra como uma ideia simples pode ganhar escala

O caso de Heitor chama atenção porque não depende de uma invenção complexa. A ideia nasceu de uma necessidade direta: proteger cromos que estavam sendo danificados no uso diário. A diferença foi transformar essa percepção em produto e testar a aceitação entre os próprios colegas.

Em Criciúma, as figurinhas da Copa ajudaram a criar um ambiente favorável para a iniciativa. Como muitos estudantes estavam envolvidos na coleção, a demanda apareceu naturalmente. Quando o público já entende o problema, a solução precisa ser clara, útil e fácil de adotar.

A trajetória ainda é inicial, mas revela uma combinação cada vez mais comum: criatividade infantil, tecnologia acessível e pequenos negócios surgindo em contextos simples. No caso de Heitor, a escola virou o primeiro mercado, e os colegas, os primeiros clientes.

No fim, a história das caixinhas mostra que o empreendedorismo pode começar com uma observação muito pequena: figurinhas amassadas no bolso. E você, acha positivo incentivar esse tipo de iniciativa entre crianças, ou acredita que a escola deve tratar esses projetos com mais cuidado? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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