Em Santa Catarina, as figurinhas da Copa inspiraram empreendedorismo infantil depois que Heitor viu cromos amassados na escola e passou a vender caixinhas para figurinhas feitas em impressão 3D, com nome e cor, mostrando como uma necessidade simples virou negócio entre colegas em Criciúma, também antes e depois das aulas.
As figurinhas da Copa estavam no centro da rotina dos colegas quando Heitor Soratto Nandi, de 11 anos, percebeu um problema simples: muitos cromos circulavam amassados, presos com elástico ou guardados de qualquer jeito no bolso. A partir dessa cena comum dentro da escola, ele enxergou uma oportunidade.
Segundo o portal nd+, o aluno do quinto ano em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, o estudante começou a fabricar caixinhas personalizadas em impressão 3D para proteger as coleções. A ideia nasceu de uma necessidade real entre crianças que já estavam envolvidas na febre das figurinhas, mas ganhou forma de pequeno negócio.
Ideia surgiu ao observar figurinhas amassadas na escola

A inspiração de Heitor veio de uma situação cotidiana. Os colegas levavam as figurinhas da Copa para a escola, trocavam cromos e carregavam parte da coleção no bolso. O problema é que muitas acabavam dobradas, amassadas ou presas por elásticos, o que comprometia a conservação.
-
Governo Lula criou cota de US$ 463 milhões para carros elétricos desmontados, zerou imposto até dezembro e abriu disputa entre BYD, montadoras e sindicatos, enquanto consumidor tenta entender se a medida barateia carros ou pressiona a indústria nacional
-
NOTA DE ESCLARECIMENTO E DIREITO DE RESPOSTA
-
Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo com fortuna de US$ 1,1 trilhão; esse valor seria suficiente para acabar com a fome no mundo?
-
Idosos e aposentados comemoram ‘salário extra’ vindo do INSS enquanto 141 mil segurados entram em nova lista de pagamentos
Foi nesse cenário que o menino percebeu que poderia criar algo útil. Em vez de apenas participar das trocas, ele pensou em uma solução para guardar os cromos com mais cuidado. O que parecia apenas uma brincadeira de recreio acabou virando uma pequena operação de venda entre estudantes.
As caixinhas passaram a ser produzidas em impressão 3D, com espaço para personalização. O estudante oferece modelos com nome e cor escolhidos pelos clientes, mantendo o tema ligado ao universo da Copa do Mundo e ao hábito de colecionar cromos.
Impressão 3D virou ferramenta para proteger os cromos

A impressão 3D é o elemento que diferencia o pequeno negócio de Heitor. Com ela, as caixinhas ganham formato próprio e podem ser adaptadas conforme o pedido dos colegas. A proposta é simples: guardar as figurinhas da Copa de maneira mais organizada e reduzir o risco de danos.
Esse tipo de produção permite criar peças sob demanda, sem depender de grandes estoques prontos. Para um estudante de 11 anos, isso também torna o processo mais flexível, já que cada pedido pode receber uma combinação diferente de cor e identificação.
As versões personalizadas se tornaram o ponto mais chamativo. Ao colocar o nome do dono na caixinha, o produto deixa de ser apenas um recipiente e passa a funcionar como parte da própria coleção. É uma solução pequena, mas conectada ao comportamento dos estudantes.
Vendas começaram entre colegas e cresceram dentro da escola
O negócio começou de forma despretensiosa, mas se espalhou entre os alunos. As vendas acontecem principalmente antes e depois das aulas, quando os colegas procuram Heitor para encomendar ou retirar as caixinhas. Aos poucos, a ideia ultrapassou o círculo mais próximo de amigos.
Segundo o relato do próprio estudante, a procura deixou de vir apenas dos colegas mais próximos e passou a envolver outros alunos da escola. A força da ideia está justamente na proximidade com o público: Heitor criou algo para um problema que ele via todos os dias.
As figurinhas da Copa funcionaram como o ponto de partida, mas o movimento também mostra como pequenas demandas podem abrir espaço para iniciativas criativas. Em vez de uma estrutura grande, o negócio depende de observação, conversa com os colegas e capacidade de entregar algo útil.
Família vê criatividade e empreendedorismo desde cedo

A família de Heitor acompanha de perto o interesse do menino por criação, negociação e organização de vendas. A mãe, Sheila Soratto, relata que o filho sempre demonstrou um olhar criativo e inclinado a transformar ideias em projetos concretos.
O ambiente familiar também contribui para esse contato com o mundo dos negócios. A mãe atua na área da odontologia, enquanto o pai, Italo Nandi, trabalha nos ramos metalúrgico e madeireiro. Esse convívio com diferentes rotinas profissionais ajuda o estudante a observar decisões, conversas e formas de planejamento.
Mesmo assim, o caso chama atenção por partir de uma iniciativa infantil ligada ao cotidiano escolar. Heitor não criou uma solução distante da própria realidade. Ele observou o comportamento dos colegas, identificou uma dificuldade e usou a tecnologia disponível para responder a ela.
Dinheiro arrecadado já tem destino planejado
Apesar da pouca idade, Heitor já demonstra cuidado com o destino do dinheiro que recebe. Parte do valor arrecadado com as caixinhas para figurinhas da Copa é reinvestida na compra de materiais para continuar a produção.
O restante, segundo o estudante, é guardado para novos projetos. Esse detalhe mostra que a iniciativa não se resume a vender algo no momento da moda, mas também a aprender sobre reinvestimento, organização e continuidade.
A história também mostra como temas populares entre crianças podem gerar aprendizado fora do conteúdo tradicional da sala de aula. As figurinhas motivaram trocas, conversas, pedidos e cálculos, enquanto a impressão 3D trouxe uma camada prática de tecnologia e produção.
Pequeno negócio mostra como uma ideia simples pode ganhar escala
O caso de Heitor chama atenção porque não depende de uma invenção complexa. A ideia nasceu de uma necessidade direta: proteger cromos que estavam sendo danificados no uso diário. A diferença foi transformar essa percepção em produto e testar a aceitação entre os próprios colegas.
Em Criciúma, as figurinhas da Copa ajudaram a criar um ambiente favorável para a iniciativa. Como muitos estudantes estavam envolvidos na coleção, a demanda apareceu naturalmente. Quando o público já entende o problema, a solução precisa ser clara, útil e fácil de adotar.
A trajetória ainda é inicial, mas revela uma combinação cada vez mais comum: criatividade infantil, tecnologia acessível e pequenos negócios surgindo em contextos simples. No caso de Heitor, a escola virou o primeiro mercado, e os colegas, os primeiros clientes.
No fim, a história das caixinhas mostra que o empreendedorismo pode começar com uma observação muito pequena: figurinhas amassadas no bolso. E você, acha positivo incentivar esse tipo de iniciativa entre crianças, ou acredita que a escola deve tratar esses projetos com mais cuidado? Deixe sua opinião nos comentários.
