Com a pandemia do Covid-19 e a queda do valor do petróleo, os biocombustíveis tiveram impacto negativo em sua demanda
Por conta da pandemia e da queda acentuada do preço do petróleo nos últimos meses, a demanda por biocombustíveis caiu pela primeira vez em 20 anos. Especialista aponta que os biocombustíveis atualmente não são competitivos no mercado por causa dos preços do petróleo. Entre todas as fontes de energia renováveis, o uso de biocombustíveis teve o maior declínio durante a pandemia.
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Olivier Lemeslei, o diretor de pesquisa da consultoria Xerfi, diz que “A queda do preço do petróleo teve um impacto muito negativo para os biocombustíveis”.
Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a produção de biocombustíveis terá queda de 11,6% em relação a 2019, resultado muito expressivo, que é a primeira vez em 20 anos.
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A atual situação dos biocombustíveis e dos combustíveis fósseis não é a mesma: embora o custo do biodiesel por barril permaneça em cerca de 70 dólares, o preço do petróleo bruto despencou desde o início do ano devido a severas medidas globais para conter a pandemia de Covid-19.
As alternativas à gasolina ou ao diesel produzido a partir de vegetais apresentam vantagens, principalmente para o meio ambiente. Em comparação com os combustíveis fósseis, isso significa que as emissões de gases de efeito estufa são reduzidas em pelo menos 50%.
Jean-Philippe Puig, CEO do grupo Avril, diz que “Os biocombustíveis têm espaço, como parte da solução ambiental”. No entanto, além da desigualdade de preços em relação ao petróleo, o setor também depende da vontade política, por exemplo, no aumento do nível de uso de biocombustíveis nos postos de gasolina.
