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Com 4 Airbnbs no meio do mato, ex-caminhoneiro fatura R$ 20 mil/mês, constrói cabanas sozinho por até R$ 150 mil e cobra diárias de R$ 400 a 500 ano inteiro

Escrito por Carla Teles
Publicado em 01/01/2026 às 17:54
Atualizado em 01/01/2026 às 17:55
Assista o vídeoCom 4 Airbnbs no meio do mato, ex-caminhoneiro fatura R$ 20 milmês, constrói cabanas sozinho por até R$ 150 mil e cobra diárias de R$ 400 a 500 ano inteiro (3)
Ex-caminhoneiro constrói cabanas sozinho no meio do mato com banheira para hóspedes e mostra como cabanas simples viram negócio lucrativo.
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Ex-caminhoneiro constrói cabanas sozinho em área da família, investe até R$ 150 mil por unidade e cobra diárias de R$ 400 a 500 em cabanas no meio do mato o ano inteiro

Com 4 Airbnbs no meio do mato, um ex-caminhoneiro que constrói cabanas sozinho transformou o terreno herdado da família em um negócio de hospedagem que fatura cerca de R$ 20 mil por mês em diárias. O que era roça e área quase esquecida virou destino de casais e famílias em busca de sossego, natureza e banheira com água quente.

A virada não veio de projeto de arquiteto nem de grande construtora. Ele planeja, compra o material, ergue a estrutura e finaliza cada cabana com as próprias mãos, equilibrando rotina pesada de obra, manutenção e atendimento aos hóspedes em um negócio que funciona, na prática, 30 dias por mês.

Do caminhão ao Airbnb no meio do mato

Antes de virar anfitrião, ele rodava como caminhoneiro pelas estradas e também já trabalhou como jardineiro. Hoje, se define primeiro como anfitrião, alguém que vive do que criou dentro do próprio terreno. A profissão mudou, mas a disposição para o trabalho pesado continuou a mesma.

Como a área já era da família, não foi preciso comprar terra. O espaço, que já tinha sido usado na agricultura pelo pai e pelo avô, foi reaproveitado para receber as cabanas, com o mínimo de desmate possível. A ideia sempre foi aproveitar a natureza que já existia e encaixar as construções no cenário, não o contrário.

Como ele constrói cabanas sozinho e reduz custo

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Desde a primeira obra, a escolha foi fazer tudo com as próprias mãos. Ele constrói cabanas sozinho do começo ao fim, pesquisando material, comprando direto onde dá para economizar e acompanhando cada etapa do trabalho. Em vez de contratar uma equipe grande, assume o papel de pedreiro, mestre de obras e gestor ao mesmo tempo.

A rotina é simples de explicar e difícil de repetir: começar o trabalho por volta das 6 da manhã e seguir até escurecer sempre que o tempo ajuda. Quando tem sol, ele está na obra, lixando, pregando, levantando parede ou ajustando acabamento, num ritmo que encurta prazos e segura custos.

Quanto custa erguer uma cabana e em quanto tempo ela fica pronta

Ex-caminhoneiro constrói cabanas sozinho no meio do mato com banheira para hóspedes e mostra como cabanas simples viram negócio lucrativo.

Os números mostram por que o modelo funciona. A primeira cabana rústica construída por ele custou por volta de R$ 120 mil. Outra, com estrutura mais alta e fundação mais complexa, chegou perto de R$ 150 mil. Uma terceira cabana feita a partir da estrutura de um ônibus ficou na faixa de R$ 100 mil em investimento.

O tempo médio de obra gira em torno de quatro a cinco meses para cada unidade, sempre com ele puxando o serviço no dia a dia. Em vez de começar tudo do zero em cada projeto, ele vai somando experiência: a cada cabana, aprende soluções novas e leva para a próxima, o que torna mais viável continuar a construir cabanas sozinho sem depender de grandes empreiteiras.

Diárias de R$ 400 a 500 e faturamento de R$ 20 mil por mês

Ex-caminhoneiro constrói cabanas sozinho no meio do mato com banheira para hóspedes e mostra como cabanas simples viram negócio lucrativo.

As diárias das cabanas ficam na faixa de R$ 400 a R$ 500, dependendo do espaço e da proposta. As primeiras unidades, mais rústicas e imersas no mato, costumam ser as preferidas dos hóspedes, mas as mais modernas também entregam boa ocupação. Com duas cabanas funcionando bem, ele já enxerga faturamento bruto em torno de R$ 10 mil, e com as quatro unidades e a casa maior, o salto chega perto de R$ 20 mil por mês.

É importante lembrar que o valor é bruto: limpeza, luz, manutenção e pequenos reparos fazem parte da conta. A vantagem é que, como ele mesmo constrói cabanas sozinho e faz a maior parte da manutenção, a despesa real fica mais controlada. O que ele economiza em mão de obra na construção e nos consertos volta em forma de margem maior no negócio.

Ano inteiro cheio e temporadas mais fortes

As cabanas funcionam o ano todo, com variações de movimento ao longo dos meses. Os períodos mais fortes vão de final de maio até setembro, quando o clima mais frio combina com lareira e banheira, e depois de dezembro a março, quando muita gente aproveita férias e feriados prolongados.

Mesmo nos meses de “meio de caminho”, em que não é nem inverno nem verão, a ocupação segue razoável. Ele sabe que não existe final de semana ou feriado de folga: se não tem hóspede, é dia de cuidar da pintura, revisar a estrutura, limpar área externa ou ajustar detalhes para o próximo check-in.

Cabanas temáticas e experiência diferente em cada hospedagem

Ex-caminhoneiro constrói cabanas sozinho no meio do mato com banheira para hóspedes e mostra como cabanas simples viram negócio lucrativo.

Cada cabana nasceu com uma proposta diferente. A primeira é mais rústica, encravada no meio do mato, com decoração cheia de madeira e detalhes que remetem à infância e ao sonho de ter uma “casinha na floresta”. Essa costuma ser a queridinha dos hóspedes, justamente por entregar a sensação de refúgio isolado.

Outra unidade vem com estilo mais moderno, pensada para alcançar um público que prefere conforto com visual mais urbano, mas ainda cercado de verde. Já a cabana do ônibus é quase um cenário de filme: estrutura de ônibus antigo, interior totalmente restaurado, rede suspensa de frente para a água e a combinação de banheira e natureza ao redor. Em todas, ele segue a mesma lógica: constrói cabanas sozinho, mas cria experiências diferentes em cada uma.

Liberdade, rotina puxada e o lado B de ser anfitrião

Do lado de fora, o negócio parece só vantagem: viver no meio do mato, de chinelo, perto da família e ganhando dinheiro com as cabanas. Na prática, ele mesmo admite que não existe fim de semana livre, nem feriado garantido, porque sempre há hóspedes chegando ou saindo, cama para arrumar, área externa para organizar ou algum reparo urgente.

Ainda assim, quando perguntam se ele faria tudo de novo, a resposta é sim. A sensação de construir cabanas sozinho, ver cada projeto sair do papel e lotar de gente, e ao mesmo tempo poder trabalhar no próprio ritmo, pesa mais que o cansaço. O próximo passo deve ser ampliar o espaço com mais uma cabana criativa, aproveitando os 9 hectares de terreno e novas ideias que ainda estão só na cabeça.

E você, depois de conhecer essa história de alguém que constrói cabanas sozinho e vive de 4 Airbnbs no meio do mato, teria coragem de largar tudo para montar um negócio de hospedagem assim também?

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Elisabeth
Elisabeth
06/01/2026 11:49

O repórter não disse como contatar e nem onde fica. Lindas cabanas.

Kleber
Kleber
03/01/2026 16:33

Li reportagem, mas em momento algum se falou do local das cabanas

Ururahy
Ururahy
03/01/2026 16:18

Como entrar em contato com esse empreendedor?
Tenho disponível uma área de 5 alqueires em Angra dos Reis – RJ. Mata Atlântica, com cachoeira, nascente e muita área verde.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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