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Com 4.660 km de extensão, maior rodovia do Brasil cruza 280 cidades em 10 estados, supera a BR-101 e transporta toneladas de cargas por trechos de alto risco

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/11/2025 às 14:56
Assista o vídeoA BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.
A BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.
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Corredor rodoviário que conecta regiões estratégicas do Brasil e reúne alguns dos trechos mais movimentados e desafiadores para o transporte de cargas e passageiros.

A BR-116 é considerada a rodovia mais extensa do Brasil, com cerca de 4.660 km entre Fortaleza, no Ceará, e Jaguarão, no Rio Grande do Sul.

Ao longo de sua extensão, corta 280 cidades em dez estados e se consolidou como um dos principais corredores de transporte de cargas e passageiros, inclusive em segmentos classificados por autoridades como áreas de maior risco devido ao volume de acidentes e ao tráfego pesado.

Conexão entre cidades e regiões brasileiras

A rodovia inicia no Ceará, segue pelo interior do Nordeste, atravessa trechos da Paraíba, Pernambuco e Bahia, alcança Minas Gerais e depois corta Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná até chegar a Santa Catarina e ao extremo sul gaúcho.

Nesse percurso, liga centros urbanos como Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de polos regionais que dependem da via para circulação de mercadorias e deslocamentos diários.

Criada na década de 1930, a BR-116 começou com um segmento entre Fortaleza e Feira de Santana.

Com o aumento da demanda e a expansão econômica do país ao longo do século XX, foi estendida até o Sudeste e o Sul, tornando-se um corredor essencial para integração logística entre diferentes regiões.

O papel estratégico da rodovia é apontado por especialistas em infraestrutura, que destacam sua função na conexão de áreas industriais, agrícolas e portuárias.

O trânsito constante de caminhões transporta grãos, combustíveis, carnes, insumos e produtos acabados, que abastecem diversas regiões brasileiras.

Trechos conhecidos: Dutra e Régis Bittencourt

A BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.
A BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.

Dentro de seu traçado, a BR-116 engloba trechos conhecidos nacionalmente por sua importância.

Entre Rio de Janeiro e São Paulo, opera sob o nome de Rodovia Presidente Dutra, ligação direta entre as duas maiores regiões metropolitanas do país.

Entre São Paulo e Curitiba, recebe a denominação Rodovia Régis Bittencourt, utilizada para o escoamento de produção industrial e agrícola do Sul e do Sudeste.

De acordo com estudos técnicos, esse trecho reúne curvas fechadas, áreas de serra e grande circulação de caminhões, características associadas a maior incidência de acidentes.

Nos últimos anos, obras de ampliação e duplicação em trechos específicos, como na Serra do Cafezal, foram apontadas por concessionárias e autoridades como responsáveis por reduzir colisões graves após a conclusão das intervenções.

Segmentos de Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Sul também passaram por concessões que incluem manutenção, atendimento ao usuário e execução de obras de melhoria.

Fluxo de cargas e circulação de passageiros

A BR-116 interliga zonas industriais, centros logísticos e áreas agroindustriais do Nordeste ao Sul do Brasil.

Essa estrutura faz com que toneladas de cargas circulem diariamente pela via, especialmente em caminhões de longa distância.

O fluxo de passageiros também é expressivo.

Ônibus interestaduais e intermunicipais utilizam a rodovia como principal eixo entre capitais e cidades médias.

A BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.
A BR-116, maior rodovia do Brasil, cruza 10 estados, 280 cidades e concentra trechos de alto risco enquanto sustenta o fluxo nacional de cargas e passageiros.

Em áreas metropolitanas, a circulação de automóveis, vans e ônibus fretados aumenta a demanda sobre a infraestrutura, especialmente em horários de pico e períodos de férias.

Segundo especialistas em mobilidade, essa combinação de diferentes perfis de veículos exige capacidade compatível com o volume crescente de tráfego e reforço contínuo de medidas de segurança.

Acidentes e trechos de maior risco

A BR-116 aparece de forma recorrente em levantamentos da Polícia Rodoviária Federal como uma das rodovias com maior número de acidentes no país.

Dados recentes indicam que a via concentra parte significativa das ocorrências registradas em rodovias federais.

O trecho da Régis Bittencourt, entre São Paulo e Paraná, é frequentemente citado por estudos da Confederação Nacional do Transporte e por análises de segurança viária como um dos mais críticos, devido ao relevo, às curvas de baixa visibilidade e ao grande fluxo de caminhões.

Em Minas Gerais, a situação também inspira atenção de autoridades e entidades do setor.

Segmentos com pista simples, relevo acidentado, curvas fechadas e tráfego pesado contribuem para elevar o número de acidentes graves.

Em determinados períodos recentes, levantamentos estaduais apontaram a BR-116 como uma das vias com mais mortes registradas no estado, em parte devido ao tráfego intenso e ao perfil da pista.

Especialistas ouvidos em estudos públicos sobre segurança rodoviária apontam fatores estruturais, como falta de duplicação em trechos longos, acessos urbanos diretos à pista e limites de visibilidade reduzidos, entre os elementos que ajudam a explicar a frequência de ocorrências ao longo da BR-116.

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Obras, concessões e demandas por melhorias

Nos últimos anos, intervenções de duplicação, implantação de passarelas, melhorias de sinalização e ampliação de dispositivos de segurança foram realizadas em diferentes trechos da rodovia.

A extensão da via, porém, faz com que ainda existam longos segmentos com pista simples, relevos acidentados e áreas que dependem de grandes obras para atender ao volume atual de tráfego.

Profissionais do setor de transporte ressaltam que regiões com grande circulação de caminhões exigem manutenção constante do pavimento, além de ampliações estruturais para reduzir congestionamentos e aumentar a segurança.

Demandas por duplicações adicionais, reforço de pontes, adequações de traçado e expansão dos serviços de apoio ao usuário surgem de forma recorrente em avaliações técnicas relacionadas à BR-116.

Com intervenções ocorrendo em ritmos distintos ao longo dos 4.660 km de extensão, usuários convivem diariamente com diferentes condições de pista, trechos modernizados e segmentos que ainda aguardam obras estruturantes.

Diante desse contexto, qual será o impacto das próximas etapas de investimentos na segurança e na fluidez de uma das principais rotas rodoviárias do país?

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FREDERICO AUGUSTO BASTOS CIMA LIMA
FREDERICO AUGUSTO BASTOS CIMA LIMA
28/11/2025 17:00

SIM , UMA RODOVIA MUITO IMPORTANTE PARA A CONECÇÃO NACIONAL , LIGANDO NOSSAS CULTURAS , HÁBITOS E FORTALECENDO NOSSA PRODUÇÃO E RIQUEZAS , FAZENDO NOSSA ECONOMIA DIVERSA PARA PRODUTOS E SERVIÇOS .
UMA RODOVIA QUE INTEGRA NOSSO POVO PARA UM PAÍS DE VÁRIAS , DIVERSAS E FOMENTADORAS MODALIDADES ECONÔMICAS QUE NOSSO POTENCIAL CIRCULANTE NOS PROPORCIONA .

Milton Ribeiro
Milton Ribeiro
27/11/2025 13:54

Clique Google maps e pesquise Touros RN e verá a placa indicativa de distância marcando 4765 km.

Milton Ribeiro
Milton Ribeiro
26/11/2025 16:29

Se a BR 116 tem 4660 km ela não é maior que a BR 101 que tem 4765 km.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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