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Com 161 m de altura e 500 anos de construção, a Igreja de Ulm perdeu em 2025 o título de mais alta do mundo após resistir a guerras, bombas e à “fúria dos bêbados”

Publicado em 10/11/2025 às 21:00
Igreja de Ulm, Alemanha
Imagem: Wikimedea Commons / Nicola
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Durante 135 anos, a Igreja de Ulm foi a mais alta do mundo. Símbolo da Alemanha, ela resistiu a séculos de guerras, milagres, lendas e curiosos episódios urbanos

Durante 135 anos, a Igreja de Ulm, na Alemanha, manteve o título de igreja mais alta do mundo. Esse posto só foi superado em outubro de 2025, quando a Sagrada Família, em Barcelona, atingiu 162 metros de altura — apenas um metro a mais. O feito espanhol, no entanto, ainda é controverso, já que o templo catalão sequer foi inaugurado.

O recorde tem significados diferentes. A Igreja de Ulm nasceu em um tempo em que estruturas religiosas competiam em altura e grandiosidade, quando não existiam arranha-céus nem torres de comunicação.

Hoje, o título pode parecer simbólico, mas, no século 19, representava um triunfo arquitetônico e espiritual.

Além disso, Ulm continua impressionando por sua história singular. Construída com recursos populares e concluída mais de 500 anos depois do início das obras, ela resistiu ao tempo, às guerras e até a ameaças insólitas.

Uma cidade de gênios

Ulm está localizada no sul da Alemanha, às margens do rio Danúbio, no estado de Baden-Württemberg. Surgida na Idade Média, foi uma cidade imperial livre do Sacro Império Romano-Germânico.

Ao longo da história, o município foi palco de momentos decisivos para grandes nomes da humanidade.

Descartes teria desenvolvido ali parte de seu método filosófico. Johannes Kepler viveu na cidade. E Albert Einstein nasceu em Ulm.

No centro desse passado está a Ulmer Münster, a principal igreja e símbolo da cidade. Diferente de outras catedrais europeias, ela não foi financiada por nobres nem pela Igreja.

A população local arrecadou os fundos, movida por devoção e orgulho cívico. O projeto começou em 1377 e atravessou gerações, como lembra o site de turismo local: “a população iniciou um projeto no fim do século 14 sabendo que não viveria para vê-lo pronto”.

Arquitetos e ambições medievais

A trajetória da igreja reflete a forma como os grandes mestres construtores medievais atuavam. Em 1392, Ulrich von Ensingen assumiu as obras.

Ele ergueu a torre oeste e logo recebeu uma oferta tentadora: trabalhar na Catedral de Milão, que começava a ser erguida.

Após breve passagem pela Itália, retornou a Ulm, retomando o comando vitalício do projeto. Mesmo assim, dois anos depois, partiu novamente — desta vez para Estrasburgo.

Durante décadas, Ensingen e sua família alternaram-se entre Ulm e outras cidades, deixando marcas em diversos templos góticos da Europa Central.

Mesmo com tantas interrupções, a construção da igreja prosseguiu lentamente até o século 16, quando o dinheiro acabou e as obras foram suspensas.

Em 1530, a cidade aderiu à Reforma Protestante, e o templo passou a ser luterano. O projeto ficou parado por três séculos.

A retomada no século 19

Somente no século 19, Ulm decidiu concluir a sua obra-prima. O avanço da engenharia e o renascimento do interesse por arquitetura gótica deram novo fôlego ao projeto.

Em 1890, finalmente, a igreja foi inaugurada com dimensões extraordinárias: vitrais de 15 metros, capacidade para 20 mil pessoas e um órgão com quase 9 mil tubos.

O campanário atingiu 161,5 metros, transformando-a em um dos edifícios mais altos do planeta.

A torre se tornou o grande orgulho da cidade. Turistas podem subir seus 768 degraus até uma plataforma de observação a 143 metros de altura.

Lá de cima, a vista é deslumbrante, e a sensação de estar acima de quase toda a cidade compensa o esforço.

A lenda do pardal engenhoso

Entre as curiosidades que cercam a construção da igreja, uma das mais famosas envolve um pequeno pardal.

Reza a lenda que, durante a obra, os construtores enfrentaram dificuldade para transportar uma viga de madeira através do portão da cidade.

Desanimados, cogitaram demolir o portão, até que viram um pardal carregando um galho no bico — na vertical, e não na horizontal.

A cena inspirou os trabalhadores, que conseguiram resolver o problema sem destruir nada. O pássaro virou um símbolo local. Hoje, o “pardal de Ulm” aparece em estátuas, telhados, doces e lembranças vendidas aos turistas.

Ele é considerado um mascote que representa a engenhosidade e a perseverança dos moradores.

Guerras e milagres

A antiga igreja de Ulm, que ficava fora dos muros da cidade, era vulnerável a invasões. Por isso, a nova construção foi erguida dentro das muralhas, símbolo de segurança e fé.

Contudo, os muros, outrora estratégicos, tornaram-se inúteis séculos depois, quando a guerra moderna chegou.

Em dezembro de 1944, a Força Aérea Real britânica bombardeou Ulm. O ataque destruiu 80% do centro histórico, mas a igreja milagrosamente ficou de pé.

Poucos meses depois, em 1945, uma bomba de 500 quilos caiu sobre o coro e não explodiu. A estrutura sobreviveu intacta, tornando-se símbolo de resistência para os alemães no pós-guerra.

O inimigo mais inusitado

Depois de resistir a séculos de intempéries e guerras, a igreja enfrentou um adversário inesperado: os urinadores de rua.

Na década de 2010, a prefeitura de Ulm se viu diante de um problema curioso — e constrangedor. Durante eventos e festas na praça da igreja, visitantes usavam os muros do templo como banheiro.

As multas aplicadas, inicialmente de 50 euros, não tiveram efeito. Nem mesmo o aumento para 100 euros resolveu a situação.

O problema não era apenas de mau cheiro: os sais e ácidos da urina estavam corroendo o arenito restaurado da base da igreja, danificando a estrutura.

Em festivais de vinho e feiras natalinas, o cenário chegava a ser alarmante, com manchas e até vômito nas paredes do templo.

Proteção e preservação da igreja

A administração municipal, preocupada com os danos, passou a instalar mais banheiros públicos e reforçar o policiamento durante os eventos.

A medida ajudou a reduzir os incidentes e preservar o patrimônio. A situação serviu de alerta para os moradores sobre a importância de cuidar da obra que levou meio milênio para ser concluída.

Hoje, a Igreja de Ulm continua sendo uma atração turística de destaque na Alemanha. A praça em seu entorno abriga feiras, concertos e celebrações, mantendo viva a relação da cidade com o templo que ajudou a construir.

Mesmo diante dos séculos, a história da igreja segue como um retrato da persistência humana.

Igreja de Ulm: Um monumento à resistência

A Ulmer Münster é mais do que uma construção gótica. É um testemunho da fé, da paciência e da engenhosidade de gerações inteiras.

Erguida por mãos de cidadãos comuns, sobreviveu à passagem do tempo, às guerras mundiais e até ao descuido moderno.

Sua torre de 161,5 metros continua apontando para o céu, lembrando que algumas obras humanas são capazes de atravessar séculos — e ainda assim permanecer de pé.

Com informações de Nossa.uol.

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Susan Baker
Susan Baker
11/11/2025 10:40

My husband was diagnosed of Parkinsons disease 2 years ago, when he was 49. He had a stooped posture, tremors, right arm does not move and also a pulsating feeling in his body. He was placed on Senemet for 8 months and then Sifrol was introduced and replaced the Senemet, during this time span he was also diagnosed with dementia. He started having hallucinations, lost touch with reality. Suspecting it was the medication I took him off the Siferol (with the doctor’s knowledge) and started him on PD-5 natural herbal formula we ordered from AKNNI HERBAL CENTRE, his symptoms totally declined over a 3 weeks use of the AKANNI HERBAL Parkinson’s disease natural herbal formula. He is now almost 51 and doing very well, the disease is totally reversed!  (Visit w w w.aknniherbscentre .com)

Eliza
Eliza
10/11/2025 23:12

Fui diagnosticada com doença de Parkinson há quatro anos. Por mais de dois anos, dependi da levodopa e de vários outros medicamentos, mas, infelizmente, os sintomas continuaram piorando. Os tremores se tornaram mais perceptíveis e meu equilíbrio e mobilidade começaram a declinar rapidamente. No ano passado, por desespero e esperança, decidi experimentar um programa de tratamento à base de ervas da NaturePath Herbal Clinic.
Sinceramente, eu estava cética no início, mas, poucos meses após o início do tratamento, comecei a notar mudanças reais. Meus movimentos ficaram mais suaves, os tremores diminuíram e me senti mais firme ao caminhar. Incrivelmente, também recuperei grande parte da minha energia e confiança. Tem sido uma experiência transformadora. Me sinto mais eu mesma novamente, melhor do que me sentia há anos. Se você ou um ente querido está lutando contra a doença de Parkinson, recomendo muito que você considere a abordagem natural deles. Você pode visitar o site deles em www. naturepathherbalclinic .com

Romário Pereira de Carvalho

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