A Marinha do Brasil e da França realizaram a Operação “Jeanne d’Arc 2026” em Mangaratiba (RJ) com 1.700 militares, navios, helicópteros e tropas anfíbias.
Cerca de 1.700 militares — aproximadamente 900 brasileiros e 800 franceses — participaram na terça-feira, 28, da Operação “Jeanne d’Arc 2026”, exercício conjunto realizado pela Marinha do Brasil e pela Marinha Nacional da França no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia (CADIM), em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. A ação integrou forças navais, aeronavais e tropas anfíbias dos dois países em um dos tipos de operação militar considerados mais complexos: o assalto anfíbio, que simula a conquista de um litoral hostil a partir do mar.
Uma operação que vai além do treinamento
Mais do que um exercício de campo, a ação serviu para aproximar procedimentos operacionais entre as duas nações e elevar o grau de coordenação entre seus meios militares. Nesse tipo de missão, a capacidade de agir em conjunto — com navios, aeronaves e tropas de países diferentes operando de forma sincronizada — é o principal resultado a ser alcançado.
Durante as atividades, os militares realizaram treinamentos de tiro de artilharia, percurso de sobrevivência e tiro de precisão. O ponto alto foi um desembarque simulado no CADIM, com emprego simultâneo de soldados, embarcações, helicópteros e veículos blindados de ambos os países — reproduzindo as condições de um assalto real a uma costa defendida.
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Marinhas do Brasil e da França: os meios empregados na Operação “Jeanne d’Arc 2026”
A operação mobilizou um conjunto expressivo de equipamentos militares dos dois lados. A tabela abaixo organiza os principais meios utilizados por cada país:
| País | Meios empregados |
| Brasil | Unidade Anfíbia da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE); Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”; Fragata “Defensora”; Submarino “Humaitá”; aeronaves Seahawk, Super Lynx e Esquilo; Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf); viaturas JLTV e blindadas Piranha; Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLit) |
| França | Porta-Helicópteros Anfíbio Dixmude; Fragata Aconit; Navio de Apoio Logístico Jacques Stosskopf; helicópteros Gazelle, Caïman e Dauphin; Embarcação de Desembarque Rápido (EDAR); Embarcação de Desembarque Anfíbio (EDAS); Veículo Blindado Multiuso Griffon; Veículo Blindado Leve (VBL) — com participação da 9ª Brigada do Exército da França |
Por que esse tipo de operação é considerado tão desafiador?
Projetar poder a partir do mar significa usar embarcações e aeronaves como base de lançamento para tropas que vão atuar em terra. Para isso, é preciso coordenar simultaneamente o deslocamento de navios, a decolagem e o pouso de helicópteros, o avanço de soldados na praia e o apoio de blindados — tudo em tempo real e entre forças de países diferentes.

Esse grau de exigência faz do assalto anfíbio uma das modalidades mais elaboradas do planejamento militar. Qualquer falha de comunicação ou atraso em uma das etapas pode comprometer toda a sequência da operação.
Entre os objetivos alcançados com o exercício desta terça-feira estão:
- Padronização dos procedimentos operacionais entre as duas marinhas;
- Aperfeiçoamento da coordenação entre meios navais, aeronavais e de fuzileiros;
- Troca de experiências táticas entre militares brasileiros e franceses;
- Ampliação da capacidade de resposta conjunta em zonas de interesse estratégico;
- Fortalecimento do compromisso bilateral com a segurança marítima.
O que disseram os comandantes da operação
O Capitão de Mar e Guerra Luiz Felipe, comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais do Brasil, ressaltou o valor estratégico do exercício para o preparo das tropas nacionais.
“A Operação ‘Jeanne d’Arc’ reúne diferentes capacidades navais, aeronavais e anfíbias, contribuindo para elevar o nível de preparo das tropas para atuar com eficiência em variados cenários, ao mesmo tempo em que fortalece a cooperação entre Brasil e França.”

Já o Comandante do Grupo-Tarefa francês, Jocelyn Delrieu, colocou o exercício no contexto mais amplo da parceria entre os dois países.
“Temos uma relação forte entre as duas Marinhas, e uma relação forte significa que trocamos informações enquanto treinamos juntos. O nosso principal objetivo é proteger os nossos interesses e treinar com os nossos parceiros fortes, como o Brasil.”
A realização da Operação “Jeanne d’Arc 2026” reafirma a solidez da parceria militar entre Brasil e França e sinaliza o comprometimento das duas nações com o desenvolvimento de forças capazes de atuar de forma integrada em diferentes cenários marítimos e costeiros.
Com informações da Agência Marinha de Notícias
