Com custo de R$ 28 bilhões, a nova ferrovia EFJK conecta Brasília ao Espírito Santo, priorizando o escoamento de cargas e o futuro transporte de passageiros.
Brasília foi planejada para ser o centro do país, mas historicamente permaneceu isolada do mar. Para mudar essa realidade e conectar as plantações do Centro-Oeste ao litoral do Espírito Santo, surge o projeto da nova ferrovia, tecnicamente batizada de Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek, ou simplesmente EFJK. Com um traçado de 1.300 km, o empreendimento visa criar um corredor direto para escoar grãos, minério e cargas industriais em grande escala.
O batismo da nova ferrovia carrega uma dose de ironia histórica. JK entrou para a memória nacional como o presidente que acelerou a rodovização do Brasil. Agora, a EFJK surge quase como uma correção de rota tardia, prometendo finalmente entregar a Brasília a conexão que faltou no projeto original. Além da carga, o projeto abre espaço para, no futuro, transportar passageiros do Planalto Central até o Atlântico.
O traçado da EFJK e a conexão com o Espírito Santo
A nova ferrovia nasce na região de Santa Maria, no Distrito Federal, uma zona com forte tradição logística. Dali, o traçado sai de Brasília e segue em direção a Goiás. Esse trecho inicial funcionará como um grande funil, captando cargas que hoje são dispersadas por rodovias e concentrando-as em um eixo de alta capacidade rumo ao Espírito Santo.
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Ao cruzar a fronteira para Minas Gerais, a linha percorre o noroeste e norte do estado. A engenharia da EFJK aproveita corredores naturais entre serras para evitar cortes agressivos no relevo. O objetivo é transformar municípios que hoje vivem à margem dos grandes eixos em pontos de embarque estruturados, integrando pátios e portos secos que alimentarão o fluxo final no Espírito Santo.
Cronograma e investimentos na nova ferrovia
O projeto faz parte dos Corredores Centro-Leste e é liderado pela Petrocity Ferrovias. Atualmente, a EFJK está em fase de análise ambiental no Ibama. A empresa trabalha com a previsão de iniciar as frentes de obra a partir de 2027. Para que a nova ferrovia entre em operação plena em 2031, ligando Brasília ao mar, será necessário um esforço financeiro gigantesco de R$ 28 bilhões, somando trilhos e o complexo portuário.
Transporte de passageiros: sonho ou realidade?
Embora a receita principal venha do frete de cargas pesadas, a operadora admite a possibilidade de instituir serviços de passageiros em um horizonte de médio prazo. A ideia seria conectar Brasília ao litoral do Espírito Santo com um trem de média velocidade, oferecendo uma alternativa entre o custo do avião e o cansaço das viagens rodoviárias.
No entanto, para que turistas possam viajar como passageiros para a praia, será necessária uma adequação econômica. A prioridade inicial da EFJK é garantir contratos de carga que paguem a conta da obra. O transporte de pessoas dependerá de demanda robusta e tarifas competitivas, mas permanece no radar como um diferencial desta nova ferrovia.
E você, trocaria o avião ou o carro por uma viagem de trem entre o Planalto Central e a praia nessa nova rota?


Demorou!!
A ligação de Brasília ao litoral é uma necessidade histórica.
Miolo de pote!
Com certeza!! Amo viajar de trem!!! Essa é a verdadeira vocação do transporte em nosso país, pena que o poder econômico no Brasil, não valoriza essa opção.