A inauguração da nova unidade da Havan em Blumenau, neste sábado (9), juntou clientes vindos de Rio do Sul, Brusque, Corupá, Timbó e Pomerode em fila que começou a se formar antes das 5 horas da manhã. O empreendimento ocupa 14 mil metros quadrados e teve investimento de cerca de R$ 80 milhões.
A inauguração mais comentada do varejo catarinense neste fim de semana aconteceu sob chuva e baixa temperatura no Vale do Itajaí. A nova megaloja da Havan em Blumenau abriu as portas neste sábado (9) e foi recebida por uma multidão que enfrentou a madrugada para garantir lugar na fila.
Segundo apura NDMais, o empresário Luciano Hang definiu o empreendimento como a loja mais diferente da rede no país, descrição que casa com o projeto arquitetônico inspirado no estilo enxaimel, tradicional da cultura alemã na região. A unidade fica na Rua das Palmeiras, ponto turístico da cidade, e teve estacionamento lotado durante toda a manhã do sábado.
Fila desde a madrugada e visitantes de várias cidades

A movimentação começou bem antes do amanhecer. Dezenas de clientes formaram fila a partir das 4h30, decidiram dormir mal ou simplesmente não dormir para garantir os primeiros lugares na entrada da nova unidade.
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Outros visitantes chegaram por volta das 6h40, ainda em horário em que muita gente está apenas se preparando para sair de casa. A movimentação reforçou a vocação de Blumenau como polo regional de consumo, atraindo gente de várias cidades da região para o evento de abertura.
A lista de origens entre os primeiros clientes impressiona. Houve relato de pessoas vindas de Rio do Sul, Corupá, Brusque, Pomerode e Timbó, em deslocamentos que envolveram dezenas de quilômetros pela madrugada chuvosa do interior catarinense.
Esse tipo de fluxo costuma ser raro em inaugurações de varejo, ainda mais com clima desfavorável e horário incomum. Para a empresa, é leitura direta da curiosidade que o projeto despertou desde que os planos arquitetônicos vieram a público nos meses anteriores à abertura.
O que diferencia essa megaloja das outras unidades da Havan

O traço mais visível da nova unidade está justamente na fachada. Em vez do tradicional modelo de casa branca com colunas que virou marca registrada da rede, a loja de Blumenau adotou linhas inspiradas no estilo enxaimel alemão, com vigas aparentes e elementos típicos das construções históricas do Vale do Itajaí.
Por dentro, a estrutura também impressiona pelas dimensões. Luciano Hang afirmou durante o evento que as colunas internas da megaloja possuem cerca de 20 metros de altura, número que ajuda a explicar a sensação de amplitude relatada pelos primeiros visitantes a entrarem no espaço.
A unidade ocupa cerca de 14 mil metros quadrados, área compatível com as maiores lojas físicas do varejo brasileiro. O investimento total ficou na casa dos R$ 80 milhões, segundo informações divulgadas pela própria empresa nos últimos meses.
A escolha pelo formato enxaimel responde a uma demanda local antiga. Blumenau adota o estilo como traço cultural visível na paisagem urbana, e adequações estéticas a esse perfil costumam ser bem recebidas por moradores e turistas que valorizam a herança germânica da cidade.
Mais de 350 mil produtos e estreia de novo setor
A escala da operação também aparece no mix de produtos disponível. A megaloja reúne mais de 350 mil itens distribuídos por seções como eletrodomésticos, decoração, cama, mesa e banho, ferramentas, brinquedos, automotivo e utilidades domésticas.
Uma novidade chamou atenção entre os frequentadores tradicionais da rede em Blumenau. A unidade estreou um setor dedicado a cosméticos e beleza, segmento ausente em outras lojas da varejista na cidade até este momento.
Essa adição mostra um movimento de expansão de categorias que vai além da especialidade clássica da Havan. O setor de cosméticos é tradicionalmente disputado por farmácias e perfumarias, e a entrada do varejista nesse mercado pode reorganizar parte das compras locais.
Outras categorias mantêm a lógica habitual da rede, com mix amplo e foco em volume. A combinação entre o tamanho da loja, o número de produtos e o apelo arquitetônico forma um pacote pensado para transformar a unidade em destino de compras e também em ponto turístico.
Influenciadores e personalidades animaram a inauguração
O evento de abertura não dependeu apenas das filas espontâneas. A programação contou com presenças de influenciadores e personalidades muito conhecidas do público catarinense, atraindo público que mistura interesse em compras com curiosidade sobre figuras do entretenimento digital.
Estiveram no local nomes como o canal Indavírus, com Gustavo Pórco e Lauro Antigo, além de Alberto Mecânico e Sargento Junkes. A presença desse grupo costuma engajar fortemente a audiência das redes sociais regionais, multiplicando o alcance do evento muito além de quem estava fisicamente em Blumenau.
A estratégia segue uma linha que se consolidou no varejo brasileiro nos últimos anos. Apostar em rostos conhecidos da internet costuma garantir cobertura espontânea em redes sociais e ainda atrai fãs que viajam por conta própria para conhecer essas figuras pessoalmente.
Para a Havan, o uso desses parceiros locais reforça a ideia de loja conectada à comunidade. A escolha por nomes ligados ao Vale do Itajaí, em vez de celebridades de alcance nacional, fortalece o discurso da empresa sobre adaptação cultural ao território onde a unidade está sendo inaugurada.
A megaloja dentro do plano de expansão da rede
A abertura em Blumenau não é peça isolada. Ela faz parte do plano de crescimento que a Havan vem executando ao longo de 2026, ano em que a empresa completa 40 anos de atuação no varejo brasileiro.
A meta declarada pela companhia para esse marco é expressiva. A rede projeta alcançar 200 megalojas espalhadas pelo Brasil até o fim deste ciclo, número que coloca a Havan entre as principais cadeias físicas de varejo no país.
Esse ritmo acelerado vem em meio a um cenário em que muitas redes têm reduzido investimentos em loja física, apostando mais no comércio eletrônico. A escolha da Havan por seguir investindo pesado em estrutura de tijolo e concreto, mesmo com formato arquitetônico ousado, contraria parte da tendência observada em outros segmentos.
A inauguração da unidade enxaimel funciona, nesse sentido, como vitrine simbólica do projeto. Mostra que a empresa enxerga espaço para experimentar formatos diferenciados em cidades onde a identidade cultural local pode virar argumento de marketing direto e atrair fluxo regional concentrado.
O efeito sobre o entorno e o futuro do empreendimento
Mais do que a inauguração em si, a abertura tende a movimentar o entorno nos próximos meses. A Rua das Palmeiras é um endereço com peso turístico em Blumenau, e a chegada de uma megaloja em estilo enxaimel adiciona um polo a mais nessa região.
Comércios vizinhos costumam se beneficiar do fluxo gerado por inaugurações como essa. Hotéis, restaurantes, postos de combustível e outras lojas da redondeza tendem a registrar aumento de faturamento nos primeiros fins de semana após a abertura, efeito conhecido em qualquer cidade que recebe um empreendimento de grande porte.
A própria Havan já trabalha com a ideia de que a unidade vai funcionar como ponto turístico complementar. O apelo arquitetônico permite que visitantes parem no local mesmo sem intenção de compra, apenas para fotografar a fachada ou conhecer o interior com colunas altas.
Resta acompanhar nas próximas semanas se o entusiasmo registrado neste sábado se mantém em fluxo regular. O verdadeiro teste de consolidação acontecerá em meses de movimentação comum, longe do clima de novidade que naturalmente acompanha qualquer dia de abertura oficial em Blumenau.
E você, viajaria de outra cidade catarinense para conhecer a primeira megaloja da Havan em estilo enxaimel, ou acha que esse tipo de evento perde a graça depois das primeiras semanas de movimento?
Conta aí nos comentários se você esteve na fila debaixo da chuva neste sábado, se aprovou a aposta em uma fachada inspirada na arquitetura alemã do Vale do Itajaí e se acredita que esse modelo deveria ser replicado em outras cidades com forte identidade cultural pelo Brasil. A discussão ajuda a entender se o varejo regional realmente ganha quando assume traços locais na arquitetura.
