A Claro fechou acordo para comprar 73,01% da Desktop, reforçar internet fixa em São Paulo e ampliar fibra óptica contra Vivo, em transação de R$ 2,4 bilhões que mira 1,2 milhão de clientes e ainda depende do CADE para avançar no mercado brasileiro de telecomunicações em 2026 com aval regulatório.
A Claro fechou acordo para comprar 73,01% da Desktop, empresa brasileira de telecomunicações com forte atuação em internet fixa no estado de São Paulo. A transação, anunciada em maio de 2026, foi feita por meio da Claro Brasil, subsidiária da América Móvil.
Segundo o ND Mais, o negócio mira a expansão da operadora no mercado de fibra óptica, especialmente no interior paulista, onde a Desktop tem presença relevante. A operação envolve R$ 2,4 bilhões, inclui uma base de cerca de 1,2 milhão de clientes e ainda precisa ser aprovada pelo CADE.
Compra da Desktop reforça a presença da Claro em São Paulo

A Desktop é avaliada em cerca de R$ 4 bilhões e se tornou alvo estratégico por sua atuação no mercado paulista de internet fixa. Com a aquisição, a Claro amplia sua capilaridade em uma região historicamente disputada e importante para o setor de telecomunicações.
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O interior de São Paulo é um ponto sensível nessa disputa. A compra permite à Claro crescer justamente em áreas onde a presença da Vivo é tradicionalmente forte, tornando a operação mais do que uma simples expansão de carteira.
Transação bilionária envolve 73,01% da empresa brasileira
O acordo prevê a compra de 73,01% da Desktop. A oferta foi negociada a R$ 20,82 por ação, valor que representou prêmio sobre o fechamento anterior dos papéis da companhia, segundo as informações divulgadas.
A operação final ficou em R$ 2,4 bilhões porque o endividamento da Desktop, estimado em R$ 1,58 bilhão, foi considerado na composição da oferta. Isso mostra que o valor anunciado não reflete apenas o tamanho da empresa, mas também sua estrutura financeira.
Base de 1,2 milhão de clientes muda a escala da disputa
Com a integração dos 1,2 milhão de clientes da Desktop, a Claro ganha densidade em internet fixa e amplia sua capacidade de competir em fibra óptica. Em telecomunicações, a base de clientes é um ativo central porque sustenta receita recorrente e presença territorial.
Esse reforço pode acelerar a disputa por pacotes de banda larga, serviços combinados e fidelização residencial. Para o consumidor, o impacto dependerá de como a integração será feita, se haverá mudanças comerciais e se a concorrência resultará em melhores ofertas.
Vivo segue como rival direta no mercado de fibra

A Vivo aparece como principal rival da Claro nessa disputa. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, já teria demonstrado interesse na Desktop antes de mudar suas prioridades estratégicas, segundo a fonte citada.
A mudança de foco da Telefônica, voltada à redução de dívida e a investimentos na Europa, abriu espaço para a América Móvil avançar. Na prática, a Claro aproveitou uma janela estratégica para comprar uma empresa que também poderia fortalecer a concorrente.
Aval do CADE será etapa decisiva para o negócio
A operação ainda depende da aprovação do CADE, órgão responsável por avaliar impactos concorrenciais no Brasil. Esse tipo de análise é comum em aquisições envolvendo grandes empresas e mercados com alta concentração.
O ponto central será verificar se a compra reduz a competição ou se apenas reposiciona forças no setor. Como a Desktop tem atuação relevante em São Paulo, a avaliação pode considerar efeitos locais, sobreposição de redes e impacto para consumidores.
Mercado de fibra óptica segue em forte disputa
A fibra óptica se tornou uma das áreas mais importantes das telecomunicações no Brasil. A demanda por internet rápida cresceu com trabalho remoto, streaming, jogos online, serviços em nuvem e maior digitalização das casas.
Nesse cenário, operadoras buscam ganhar escala comprando redes regionais já consolidadas. Comprar uma empresa com clientes, infraestrutura e presença local pode ser mais rápido do que construir uma operação do zero.
América Móvil aumenta peso no Brasil com a operação
A América Móvil, grupo mexicano controlador da Claro, reforça com esse acordo sua posição no mercado brasileiro. A compra da Desktop amplia a estratégia de disputar não apenas telefonia móvel, mas também banda larga fixa e serviços residenciais.
O movimento também mostra como o Brasil segue relevante para grandes grupos internacionais de telecomunicações. Mesmo com alta competição, o país tem escala, demanda crescente por internet e oportunidades em regiões onde provedores locais ganharam força.
Interior paulista vira peça-chave da expansão
A Desktop tem presença importante no interior de São Paulo, área que pode ser decisiva para o crescimento da Claro. Fora da capital, provedores regionais e empresas de médio porte conquistaram espaço oferecendo fibra em cidades menores e médias.
Ao comprar uma operação já estabelecida, a Claro pode avançar mais rapidamente nesse mapa. O desafio será integrar rede, atendimento, marca e planos comerciais sem perder competitividade frente a provedores locais e à própria Vivo.
Compra pode redesenhar a concorrência na internet fixa
Se aprovada, a aquisição da Desktop pode mudar o equilíbrio competitivo em São Paulo. A Claro ganha base, infraestrutura e presença regional, enquanto a Vivo passa a enfrentar uma rival mais forte em áreas onde mantinha vantagem histórica.
Agora fica a pergunta: a compra da Desktop pela Claro pode melhorar a concorrência na internet fixa ou concentrar ainda mais o mercado nas mãos de grandes operadoras? Você acha que aquisições desse porte trazem melhores serviços para o consumidor ou reduzem as opções no longo prazo? Comente sua opinião.
