Cientistas apontam que áreas baixas de Oahu, no Havaí, afundam até 40 vezes mais rápido que o previsto, ampliando riscos de inundação em Honolulu, Waikiki e Pearl Harbor nas próximas décadas
Certas áreas da ilha de Oahu, no Havaí, estão afundando até 40 vezes mais rápido do que o previsto, ampliando o risco de inundação em Honolulu, Waikiki e Pearl Harbor nas próxmas décadas.
Oahu afunda em ritmo muito acima do previsto
A constatação foi apresentada por cientistas que analisaram o comportamento do solo em meio à elevação do nível do mar.
O estudo aponta que áreas costeiras baixas podem sofrer impactos mais cedo do que se imaginava.
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O alerta envolve casas, empresas e estruturas urbanas instaladas em regiões vulneráveis. Em Honolulu, Waikiki e Pearl Harbor, a combinação entre subsidência e avanço do mar pode gerar prejuízos estimados em bilhões de dólares.
A pesquisa foi publicada na revista Communications Earth & Environment. O geofísico Kyle Murray, da Universidade do Havaí em Manoa, afirmou que, em áreas de subsidência rápida, os efeitos da elevação do mar chegarão antes do previsto.
Afundamento do solo pode acelerar inundações costeiras
A elevação do nível do mar ligada às mudanças climáticas já aumenta o risco de enchentes costeiras em bairros baixos ao redor de Honolulu. O novo levantamento mostra que o afundamento do solo pode ampliar esse risco.
A avaliação foi destacada pela Dra. Kristina Dahl, vice-presidente de ciência da Climate Central. Ela afirmou que a subsidência pode intensificar os impactos associados ao avanço do oceano sobre áreas costeiras mais baixas.
O ponto central da pesquisa está na interação entre dois fatores. De um lado, o nível do mar continua subindo; de outro, partes do território perdem altitude, tornando determinadas regiões expostas a alagamentos extremos.
Dados de satélite analisados por quase vinte anos
Para examinar o fenômeno, os pesquisadores passaram quase vinte anos avaliando dados de satélite das Ilhas Havaianas.
As informações foram comparadas com medições do Sistema Global de Navegação por Satélite para calcular as taxas de subsidência.
A equipe mapeou a topografia costeira com um modelo digital de elevação de alta resolução. Depois, utilizou análises geoespaciais para identificar variações sutis na elevação do terreno.
Esse cruzamento de dados permitiu construir um modelo sobre os efeitos combinados do afundamento do solo e da elevação do nível do mar.
O resultado indicou agravamento de inundações em determinadas áreas de Oahu.
Taxa chega a 25 milímetros por ano em áreas costeiras
As ilhas havaianas afundam lentamente conforme se afastam da Ilha Grande. Esse processo, associado ao peso das ilhas e ao movimento das placas tectônicas, moldou o arquipélago ao longo de milhões de anos.
Em Oahu, a taxa anual geral de subsidência era de cerca de 0,6 milímetro por ano, aproximadamente a espessura de dez folhas de papel sulfite. No entanto, certas regiões costeiras registraram 25 milímetros por ano.
Esse ritmo é 40 vezes mais rápido, conforme comunicado da Universidade do Havaí em Manoa. A taxa também supera a média de subsidência do Havaí, calculada em 1,54 milímetro por ano desde 1905.
Áreas baixas podem sentir impactos nas próximas décadas
A situação preocupa porque envolve regiões conhecidas e ocupadas, como Honolulu, Waikiki e Pearl Harbor. Nesses pontos, a perda de altitude do terreno pode antecipar problemas que antes pareciam mais distantes.
O estudo indica que os impactos da elevação do nível do mar não dependem apenas do avanço da água. Quando o solo também desce, áreas urbanas passam a enfrentar um cenário mais delicado.
Os cientistas apontam que as mudanças encontradas foram sem precedentes. A velocidade registrada em partes de Oahu torna o Oahu afunda um alerta para riscos costeiros, infraestrutra e ocupação em áreas baixas do Havaí.
Com informações de New York Post.

