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Cientistas encontram no fundo escuro do Mar do Norte marcas gigantes de 18 mil anos deixadas por icebergs colossais e a descoberta pode ajudar a prever o futuro da Antártida

Publicado em 30/03/2026 às 09:55
Atualizado em 30/03/2026 às 09:57
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Sulcos deixados por icebergs gigantes no fundo do Mar do Norte revelam como o gelo reagiu ao aquecimento rápido e ajudam a projetar mudanças na Antártida

Marcas deixadas por icebergs no fundo do Mar do Norte permitem que cientistas reconstruam o comportamento das camadas de gelo de cerca de 20 mil anos atrás e usem esse quadro para avaliar riscos na Antártida e no nível do mar global.

Sulcos preservados revelam a dinâmica do gelo

Uma equipe liderada pelo British Antarctic Survey identificou no subsolo marinho sulcos escavados por icebergs com quilômetros de extensão e centenas de metros de espessura.

Esses rasgos no leito marinho ficaram soterrados por lama e sedimentos ao longo de milhares de anos. Agora, formam um arquivo detalhado sobre a dinâmica do gelo durante um período de aquecimento rapdio.

As estruturas mostram como blocos de gelo reagiram quando o ar e o oceano aqueceram com rapidez. Esse entendimento é essencial para projetar a elevação do nível do mar nas próximas décadas.

Como os cientistas localizaram essas marcas

Para encontrar as feições, os pesquisadores usaram dados de levantamentos sísmicos reunidos originalmente pela indústria de petróleo e gás.

As imagens sísmicas funcionam como um ultrassom do subsolo. Elas revelaram trilhas longas, retas e largas, deixadas quando icebergs grandes demais para flutuar arrastaram suas bases pela antiga paisagem, então em grande parte emersa.

A partir dessas marcas, os cientistas estimam a profundidade e o volume do gelo perdido.

O que as trilhas indicam sobre o clima do passado

Ao analisar a orientação e a forma dos sulcos, os pesquisadores inferem as direções de deslocamento do gelo, a intensidade das correntes e o ritmo de derretimento em diferentes fases do aquecimento.

Essa leitura permite comparar a velocidade de recuo das camadas de gelo com a retração acelerada observada hoje em mantos glaciais, como os da Antártida Ocidental.

Os dados ainda são combinados com registros paleoclimáticos, entre eles núcleos de sedimentos marinhos e registros de pólen preservado.

Com essa integração, os cientistas reconstroem cenários de mudanças de temperatura no ar e no ocenao. Também avaliam como essas mudanças afetaram grandes sistemas de gelo há dezenas de milhares de anos.

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A conexão com a Antártida atual

A palavra central dessa investigação é Antártida. As estruturas observadas no Mar do Norte lembram feições deixadas por blocos que hoje se desprendem das plataformas de gelo antárticas.

Icebergs recentes como A23a e A68a, com área comparável à de países, oferecem um paralelo para os colossos que circularam perto da costa britânica no fim da era glacial.

Para entender o potencial de elevação do nível do mar, os cientistas reúnem linhas de evidência. Entre elas estão registros geológicos, observações por satélite e modelos que simulam o comportamento do gelo, do oceano e da atmosfera.

Essa combinação ajuda a esclarecer como processos vistos agora podem evoluir em um cenário de aquecimento, com impacto sobre regiões costeiras em todo o planeta.

Mudanças na forma dos sulcos indicam fragmentação

Um dos achados do estudo é a transformação gradual dos sulcos longos e retilíneos em canais menores, sinuosos e fragmentados.

Essa mudança sugere que icebergs gigantes antigos foram se rompendo em blocos menores à medida que a temperatura do oceano e do ar subia entre 20 mil e 18 mil anos atrás, num período de aquecimento rápido.

Descoberta, Marcas, Icebergs
Ilustração

Fenômenos recentes ajudam a ilustrar esse processo, como o colapso da plataforma Larsen B em 2002 e a fragmentação do iceberg A68a a partir de 2021.

Pesquisadores monitoram parâmetros que podem indicar sinais de instabilidade em setores mais sensíveis ao aquecimento oceânico.

Entre os pontos observados estão a fragmentação de grandes icebergs, a contribuição de setores da Antártida ao nível do mar e efeitos em comunidades costeiras, como enchentes, erosão e salinização de aquíferos.

Com informações de Revista Oeste.

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Aguinaldo Francelino
Aguinaldo Francelino
08/04/2026 17:57

Não sei quem é o pior, o que acredita ou o que escreve e tem coragem de publicar

Fabiola
Fabiola
02/04/2026 07:54

Teorias e mais teorias, assim segue a humanidade , acreditando em coelho da páscoa, papai Noel e aquecimento global.

Ikki
Ikki
Em resposta a  Fabiola
02/04/2026 22:24

Ten gente que acredita em Adão e Eva e Arca de Noé

Zeca
Zeca
01/04/2026 22:31

Sempre com essa pauta globalista, não sabem nada , teorias, apenas, o mundo sempre passou por mudanças, aí surgem os sabidoes, explicando algo que não sabem, mah vá!!!

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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