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Arqueólogos acham no fundo do Atlântico uma muralha colossal submersa de 7.000 anos e 3.300 toneladas, tratada como a maior estrutura pré-histórica submersa já encontrada na França

Publicado em 29/03/2026 às 21:45
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Imagem: Ilustração
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Confirmada na França, muralha submersa de 7 mil anos tem 120 metros, pesa 3.300 toneladas e amplia o debate sobre antigas comunidades costeiras

A muralha submersa perto da Ilha de Sein, na França, foi confirmada em dezembro de 2025 como a maior edificação pré-histórica subaquática já identificada no país, com 120 metros de extensão, 3.300 toneladas de granito e relevância para o estudo de antigas comunidades costeiras.

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Descoberta perto da Bretanha

A muralha submersa repousa no Atlântico, perto da Ilha de Sein, na ponta oeste da Bretanha, a 9 metros de profundidade. O achado foi confirmado em dezembro de 2025, após anos de estudo.

A identificação inicial ocorreu em 2017. O geólogo aposentado Yves Fouquet analisava mapas do relevo oceânico quando encontrou anomalias geométricas que destoavam da paisagem natural e indicavam uma formação organizada.

Os dados dessa etapa vieram da tecnologia LIDAR, empregada para mapear o relevo com alta precisão. A leitura revelou formas incompatíveis com processos naturais e abriu caminho para a investigação arqueológica.

Trabalho de campo confirmou a estrutura

A comprovação física da muralha submersa ocorreu entre 2022 e 2024. A equipe da Société d’Archéologie et de Mémoire Maritime realizou exploração para validar o que havia sido detectado nos mapas.

Foram feitos 59 mergulhos na área de interesse geológico. Ao todo, os profissionais permaneceram cerca de 35 horas submersos, registrando imagens, documentando a estrutura e mapeando a formação de granito no local.

Além do bloco principal, os pesquisadores identificaram outras 11 estruturas menores de origem humana na mesma vizinhança.

O conjunto ampliou a relevância do achado e mostrou que a muralha submersa não está isolada.

O trabalho exigiu esforço técnico dos mergulhadores. A operação serviu para transformar uma suspeita registrada em tela numa confirmação material clara, com documentação da formação rochosa e do entorno.

Muralha, Fundo mar
A construção tem um total de 120 metros de comprimento, como ilustra este gráfico dos pesquisadoresFoto: Divulgação/International Journal of Nautical Archaeology/ND Mais

Tamanho e peso impressionaram os pesquisadores

O bloco principal recebeu o nome técnico de TAF1, abreviação de Toul ar Fot, expressão bretã que significa “Buraco da Onda”.

A denominação passou a identificar a principal estrutura do complexo encontrado no fundo do mar.

A muralha submersa tem 120 metros de comprimento. Sua base atinge até 20 metros de largura, enquanto a altura média do bloqueio rochoso permanece em torno de 2 metros ao longo da extensão contínua.

Os pesquisadores estimam que o peso total da construção chegue a 3.300 toneladas de granito. O volume de material deslocado levanta questões sobre as técnicas dominadas pelas comunidades antigas para organizar pedras nessa escala.

Datação e funções investigadas da muralha

A datação oficial situou o erguimento do complexo entre 5.800 e 5.300 a.C. As pedras foram posicionadas séculos antes de Stonehenge e milênios antes das pirâmides de Gizé, ampliando a dimensão cronológica do achado.

Naquele período, o nível do mar era cerca de 7 metros mais baixo que o atual. A região funcionava como uma costa habitada, condição que ajuda a explicar a construção de uma barreira.

Os pesquisadores trabalham com duas hipóteses principais para a função da muralha submersa.

Uma aponta uso como armadilha de peixes, direcionando cardumes para áreas rasas onde ficavam presos durante a maré baixa.

A outra hipótese considera que a estrutura poderia atuar como dique de proteção para comunidades costeiras diante da subida gradual das águas. As duas linhas seguem no centro das investigações sobre a utilidade original.

Muralha, Fundo mar
Uma muralha de 7 mil anos submersa no Oceano Atlântico foi descoberta por cientistas francesesFoto: Divulgação/International Journal of Nautical Archaeology/ND Mais

Debates sobre a lenda de Ys

A localização exata do paredão reacendeu debates sobre a lenda celta da cidade de Ys, na Bretanha.

O relato fala de uma metrópole antiga engolida pelas ondas em ponto situado a poucos quilômetros da estrutura descboerta.

O achado também reforça a ideia de que o oceano preserva vestígios importantes sobre antigas ocupações humanas.

A muralha submersa mostra que o fundo do mar ainda guarda provas capazes de reescreveer a visão sobre essas sociedades costeiras.

Com informações de Revista Oeste.

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João Carlos
João Carlos
01/04/2026 19:06

Só discordo dessa data, acredito ser bem mais antiga, essa construção. E tenho certeza que a humanidade em tempos bem anteriores a esse , já possuem desenvolvimento e cultura bem mais elevado do que esses cientistas acreditam

Ryland Grace
Ryland Grace
Em resposta a  João Carlos
02/04/2026 23:14

Tudo que podemos dizer são aproximações então acredito que seja apenas um ponto de vista usando como referência a história local

Eunice Pereira Narcizo
Eunice Pereira Narcizo
01/04/2026 13:13

Que descoberta maravilhosa, saber que nosso planeta já foi habitado por seres humanos, que viveram em sociedade organizadas, há tantos anos e tinham uma técnica hoje desconhecida de transportar blocos tão pesados. Parabéns pela matéria.

Jonathan
Jonathan
30/03/2026 22:50

Eu queria saber quem foi que fez essa muralha no fundo do mar era pra explicar no início da imagem não pra pregar um sermão

Rogério Martins
Rogério Martins
Em resposta a  Jonathan
31/03/2026 10:07

A muralha foi feita em solo seco, como explicado, possivelmente para não deixar o mar avançar e destruir a cidade!

Rafael Pereira
Rafael Pereira
Em resposta a  Rogério Martins
02/04/2026 16:29

Com certeza muralhas sempre é edificada pra proteger algo.

Romário Pereira de Carvalho

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