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Cientistas derrubaram uma lei da física que tinha 327 anos ao descobrir que o atrito pode existir sem nenhum contato entre superfícies, e essa descoberta publicada na Nature pode revolucionar máquinas e dispositivos do futuro

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 06/04/2026 às 14:02
Atualizado em 06/04/2026 às 14:10
Estudo na Nature derruba lei da física de 327 anos: atrito pode existir sem contato entre superfícies, gerado por efeito magnético interno.
Estudo na Nature derruba lei da física de 327 anos: atrito pode existir sem contato entre superfícies, gerado por efeito magnético interno.
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Um estudo publicado na Nature derruba uma lei da física de 327 anos ao demonstrar que o atrito pode surgir sem contato direto entre superfícies, gerado exclusivamente por dinâmicas magnéticas internas dos materiais, com implicações que vão de dispositivos nanométricos a máquinas de grande porte.

Uma das bases mais antigas da física clássica acaba de ser colocada em xeque por um experimento que ninguém esperava. Pesquisadores demonstraram que o atrito pode existir sem nenhum contato mecânico entre superfícies, derrubando princípios estabelecidos há mais de três séculos. O estudo, publicado na revista Nature, propõe uma forma completamente nova de compreender esse fenômeno que é essencial para explicar desde o movimento de veículos até o funcionamento de máquinas industriais. As descobertas desafiam diretamente a lei da física formulada por Guillaume Amontons em 1699.

A importância dessa descoberta vai muito além de um debate acadêmico. Se o atrito pode surgir sem contato e ser controlado remotamente por campos magnéticos, as aplicações práticas são enormes. Dispositivos micro e nanoeletromecânicos, rolamentos magnéticos, sistemas de amortecimento inteligentes e materiais ultrafinos podem se beneficiar de uma tecnologia capaz de regular o atrito sem desgaste físico. A lei da física que organizava nosso entendimento sobre como superfícies interagem está sendo reescrita.

O que dizia a lei da física de 327 anos que foi derrubada

Estudo na Nature derruba lei da física de 327 anos: atrito pode existir sem contato entre superfícies, gerado por efeito magnético interno.

Desde 1699, o modelo clássico de Guillaume Amontons estabelecia duas regras fundamentais sobre o atrito. A primeira afirmava que a força de atrito é proporcional à força normal, ou seja, quanto maior o peso pressionando uma superfície, maior o atrito gerado.

A segunda dizia que essa força independe da área de contato entre os objetos. Não importava se a superfície de contato era grande ou pequena: o atrito dependia apenas da pressão aplicada.

Essa lei da física foi consolidada ao longo de séculos e validada experimentalmente em incontáveis situações. Ela se tornou um dos pilares da engenharia mecânica, da tribologia e de qualquer disciplina que lide com movimento, desgaste e resistência entre materiais.

Durante 327 anos, praticamente tudo o que a humanidade construiu em termos de máquinas, motores e dispositivos mecânicos operou dentro dos limites dessa lei. Até que um experimento demonstrou algo que ela simplesmente não conseguia prever.

A descoberta que mostrou atrito sem contato e derrubou a lei da física clássica

O estudo publicado na Nature revelou um cenário que a lei da física de Amontons não previa: atrito surgindo sem que as superfícies se toquem.

No experimento, os pesquisadores identificaram que o fenômeno pode ser gerado exclusivamente por mudanças internas na estrutura magnética de um material, sem nenhuma necessidade de contato mecânico entre as partes.

Em vez de depender da força aplicada entre superfícies, o atrito observado no experimento é influenciado por interações em escala nanométrica e pela dinâmica coletiva de campos magnéticos. Trata-se de um mecanismo fundamentalmente diferente de tudo o que a lei da física clássica descrevia.

A resistência ao movimento, nesse caso, vem de dentro do próprio material, da forma como seus átomos se organizam e reorganizam magneticamente, e não do contato físico com outra superfície.

Como funciona o atrito magnético que desafia a lei da física tradicional

O mecanismo por trás da descoberta envolve um conceito chamado histerese magnética. Quando um material magnético é submetido a mudanças no campo magnético externo, seus domínios internos se reorganizam, e essa reorganização gera resistência, ou seja, atrito, sem que haja contato entre superfícies.

É como se o próprio material freasse o movimento por dentro, usando sua estrutura atômica como fonte de resistência.

Esse comportamento independe da escala, o que significa que funciona tanto em dimensões atômicas quanto em sistemas maiores. Para a lei da física clássica, isso era impossível: o atrito só existia entre superfícies em contato e era determinado pela pressão entre elas.

A descoberta publicada na Nature mostra que a realidade é mais complexa do que o modelo de 327 anos conseguia capturar. O atrito, afinal, tem mais de uma origem, e a magnética pode ser tão relevante quanto a mecânica.

As aplicações práticas que podem surgir da queda dessa lei da física

A descoberta não fica restrita ao laboratório. Uma das possibilidades mais promissoras é a criação de interfaces com atrito controlável e sem desgaste, usando efeitos magnéticos para ajustar a resistência ao movimento de forma remota e reversível.

Imagine componentes de máquinas que nunca se desgastam porque o atrito é gerado por campos magnéticos, não por contato entre peças.

Dispositivos micro e nanoeletromecânicos, conhecidos como MEMS e NEMS, são os primeiros candidatos a se beneficiar. Hoje, a durabilidade desses dispositivos é severamente limitada pelo desgaste mecânico. Com atrito magnético controlável, a vida útil poderia aumentar drasticamente.

Rolamentos magnéticos, sistemas de amortecimento inteligentes e materiais magnéticos ultrafinos também estão no horizonte de aplicações. A lei da física que foi derrubada organizava um mundo de superfícies que se tocam. O futuro pode ser de máquinas onde o atrito existe, mas o contato não.

O que essa descoberta muda na forma como a ciência entende o movimento

De forma mais ampla, o estudo publicado na Nature aproxima duas áreas que tradicionalmente eram estudadas separadamente: a tribologia, que estuda o atrito e o desgaste, e o magnetismo, que lida com as propriedades magnéticas da matéria.

A descoberta mostra que medir o atrito pode ser uma forma de estudar o comportamento coletivo dos spins, que são propriedades magnéticas fundamentais dos átomos, abrindo um campo de investigação que não existia antes.

A lei da física de Amontons não foi completamente invalidada para todas as situações. Ela continua descrevendo com precisão o atrito entre superfícies em contato mecânico direto em condições macroscópicas. O que mudou é que ela deixou de ser a única explicação.

A descoberta de que o atrito pode existir sem contato amplia o entendimento da física sobre esse fenômeno e mostra que, depois de 327 anos, ainda havia algo fundamental para ser descoberto sobre como a matéria interage consigo mesma.

O que você acha de uma lei da física que resistiu 327 anos ser derrubada por uma descoberta publicada na Nature? Acredita que máquinas sem desgaste podem se tornar realidade ou é cedo demais para esse tipo de previsão? Deixe sua opinião nos comentários. Quando a ciência reescreve as regras, a conversa fica interessante para todo mundo.

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Souza Darci
Souza Darci
12/04/2026 12:16

A lei não foi derrubada , sem atrito não há interação, as aplicações são diferentes.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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