Desenvolvida por um consórcio europeu com 14 parceiros, a nova espuma de grafeno de base biológica combina matérias-primas renováveis, baixa densidade, resistência à compressão repetida e absorção de impacto, com potencial de uso em estruturas leves nos setores aeroespacial, automotivo e marítimo
Cientistas reunidos no projeto europeu Bio.3DGREEN desenvolveram espumas de grafeno de base biológica voltadas à produção de estruturas leves para setores como o aeroespacial, o automotivo e o marítimo.
A iniciativa busca criar uma alternativa sustentável a materiais convencionais de amortecimento e leveza, combinando matérias-primas renováveis com nanotecnologia avançada.
Coordenado pelo Laser Zentrum Hannover eV (LZH), o projeto reúne 14 parceiros e tem como foco o desenvolvimento de materiais com alto desempenho mecânico e menor impacto ambiental.
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As espumas criadas são descritas como estruturas leves e porosas, formuladas a partir de recursos renováveis e projetadas para atender demandas industriais exigentes.
Projeto Bio.3DGREEN aposta em matérias-primas renováveis
Segundo o material apresentado, o objetivo central é substituir materiais tradicionais usados em aplicações que exigem leveza, absorção de impacto e eficiência funcional.
A proposta mira especialmente os setores automotivo, aeroespacial e marítimo, onde essas propriedades são decisivas para o desempenho dos componentes.
O diferencial da pesquisa está no uso de precursores de origem biológica no lugar de produtos químicos derivados de combustíveis fósseis. Com isso, o desenvolvimento das espumas de grafeno passa a incorporar uma base produtiva alinhada a práticas de fabricação mais sustentáveis.
Os pesquisadores partiram de uma lógica inspirada na natureza para chegar a esse resultado. A referência foram sistemas biológicos como o osso esponjoso e tecidos vegetais, que apresentam elevada resistência mesmo com estruturas altamente porosas.
Estrutura tridimensional amplia resistência e recuperação
A partir dessa inspiração, os cientistas organizaram o grafeno em uma rede tridimensional com características semelhantes às observadas em sistemas naturais.
O resultado foi a criação de materiais capazes de suportar compressões repetidas e, ainda assim, recuperar a forma original.
Uma das principais vantagens apontadas para as espumas de grafeno de base biológica é a combinação entre baixa densidade e alta resiliência mecânica.
Essa associação permite que o material absorva choques mecânicos de forma eficiente, atributo importante em aplicações nas quais a dissipação de energia é crucial.
De acordo com os relatos citados no material base, as espumas à base de grafeno mantêm sua integridade estrutural mesmo após ciclos repetidos de estresse. Isso as diferencia de espumas convencionais, que podem se degradar com o passar do tempo.
Esse equilíbrio entre flexibilidade e resistência coloca o material entre os candidatos à substituição de soluções tradicionais em ambientes de alta exigência. A proposta é oferecer desempenho funcional sem abrir mão do critério de sustentabilidade na cadeia de produção.
Manufatura aditiva impõe desafios ao desenvolvimento
O material informa que essa é a primeira vez que esse tipo de material está sendo utilizado na manufatura aditiva, o que transforma o processo de impressão em um dos principais desafios do projeto.
A pasta empregada na fabricação é composta por partículas metálicas revestidas e óleo vegetal, exigindo um sistema de alimentação especialmente desenvolvido.
Além disso, a equipe pretende determinar o comprimento de onda ideal do laser para o processamento preciso do material.
Esse ajuste é tratado como etapa necessária para viabilizar o uso controlado da espuma de grafeno na fabricação de peças e estruturas.
Com o avanço dessa frente de desenvolvimento, os parceiros do Bio.3DGREEN querem demonstrar que a manufatura aditiva com espumas de grafeno pode se consolidar como uma alternativa sustentável e de alto desempenho.
A meta envolve a produção de estruturas leves com capacidade de absorção de impacto e redução de ruído.
Aplicações industriais concentram expectativa de expansão
O material destaca que, com o avanço das pesquisas, as espumas de grafeno de base biológica tendem a receber atenção crescente em setores que dependem ao mesmo tempo de desempenho técnico e sustentabilidade.
A expectativa é que os progressos nas técnicas de fabricação e a ampliação da conscientização ambiental acelerem a passagem da inovação laboratorial para a aplicação comercial.
Na avaliação apresentada, esses materiais representam uma nova geração de soluções industriais ao reunir resistência, flexibilidade e sustentabilidade em uma única plataforma.
Ao combinar inspiração na natureza com recursos renováveis, as espumas desenvolvidas no projeto europeu são apresentadas como uma resposta a diferentes desafios industriais ligados à produção de estruturas leves.
Mais informações em Bio.3DGREEN.

Eu queria uma prancha de surf, ****!!!..😜👍
Con este material se puede hacer plancha para estufas de inducción?