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Cientista da NASA vê pista de uma misteriosa quinta força no sistema solar e propõe novos testes para desafiar a física conhecida

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 24/04/2026 às 23:13 Atualizado em 24/04/2026 às 23:49
Cientista da NASA propõe novos testes para investigar se uma quinta força pode existir no sistema solar.
Cientista da NASA propõe novos testes para investigar se uma quinta força pode existir no sistema solar.
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A hipótese de uma quinta força surge em meio ao chamado “Grande Desconexão”, problema que separa o comportamento da gravidade em escalas cósmicas e no sistema solar, onde planetas, sondas e medições ao redor do Sol ainda seguem com precisão as previsões tradicionais da física.

Um estudo conduzido por Slava Turyshev, físico do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, propõe uma nova forma de investigar se uma misteriosa quinta força pode estar escondida no sistema solar. A pesquisa parte de uma diferença ainda sem solução: o Universo em grandes escalas mostra sinais de efeitos não explicados completamente pela gravidade conhecida, enquanto tudo nas proximidades do Sol continua compatível com a física tradicional.

A discussão envolve conceitos difíceis de testar, como energia escura e matéria escura, usados para explicar observações feitas em regiões muito amplas do espaço. Mesmo assim, dentro do sistema solar, planetas, sondas e medições do espaço-tempo ao redor do Sol seguem as previsões esperadas, sem sinais claros de comportamento incomum.

Quinta força pode explicar diferença entre escalas cósmicas e locais

O ponto central da pesquisa é o chamado “Grande Desconexão”, expressão usada para descrever a aparente diferença entre a física observada em grandes escalas e a física medida perto da Terra. Em regiões com pouca matéria, efeitos ligados à energia escura ou à gravidade modificada podem se tornar mais perceptíveis, enquanto em ambientes densos esses sinais parecem desaparecer.

Nas escalas de galáxias e além, há fortes evidências de que algo influencia a gravidade ou o espaço-tempo de maneiras ainda não totalmente explicadas pelas teorias atuais. A energia escura continua sendo a principal explicação para esse comportamento, embora sua natureza real permaneça desconhecida.

Dentro do sistema solar, a situação é diferente. As órbitas dos planetas, os sinais de espaçonaves e as medições ao redor do Sol continuam alinhados com a relatividade geral, o que torna mais difícil encontrar qualquer pista direta de uma possível quinta força.

Modelos de ocultação tentam explicar força invisível

Uma das explicações analisadas envolve o fenômeno chamado triagem, no qual o efeito responsável pela diferença muda de comportamento conforme o ambiente ao redor. Quando a densidade aumenta, esse efeito fica mais fraco ou mais difícil de detectar com os instrumentos atuais.

O primeiro modelo é conhecido como camaleão. Nesse cenário, uma quinta força hipotética, diferente da gravidade, do eletromagnetismo e das duas forças nucleares, ajustaria sua intensidade de acordo com a quantidade de matéria próxima.

Em regiões de baixa densidade, essa força se tornaria mais forte e produziria efeitos associados à energia escura. Em áreas densas, ela enfraqueceria a ponto de não ser detectada, embora continuasse existindo.

Perto de objetos como o Sol, essa quinta força poderia aparecer apenas em uma fina camada externa. Mesmo assim, a pesquisa aponta que, em princípio, ela ainda poderia ser medida nessa região.

Modelo Vainshtein amplia desafio para medições solares

Outra hipótese é o modelo de triagem de Vainshtein. Nesse caso, a força não muda de intensidade por si mesma, mas a gravidade ao redor suprime sua influência e faz com que ela pareça fraca.

Esse modelo introduz o conceito de Raio de Vainshtein, que marca a distância em que a força recuperaria sua intensidade normal. Para o Sol, esse raio é estimado em cerca de 400 anos-luz, região que inclui muitas estrelas.

A consequência é que a força permaneceria suprimida muito além do sistema solar. Isso também significa que seus efeitos poderiam ficar ocultos até em grandes partes da galáxia.

Missões atuais não bastam para testar a hipótese

Missões como Euclid e o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, conhecido como DESI, podem registrar vestígios sutis desses modelos em observações de grande escala. No entanto, esses levantamentos observam galáxias distantes e não mostram diretamente como essas forças se comportariam dentro do sistema solar.

Para testar a hipótese localmente, cientistas precisariam de uma missão dedicada a esse objetivo. Mais do que isso, seria necessário formular uma teoria falsificável, com previsões claras sobre o que uma missão desse tipo deveria detectar.

Turyshev ressalta a importância de previsões testáveis antes de novos experimentos no sistema solar. Sem uma hipótese precisa, repetir medições semelhantes às já feitas tende a confirmar novamente a relatividade geral, sem oferecer avanços relevantes.

Novos instrumentos podem buscar sinais da quinta força

A pesquisa aponta que dados de levantamentos cosmológicos podem ajudar a criar hipóteses mais precisas aplicáveis ao sistema solar. Com previsões bem definidas, seria possível projetar experimentos direcionados para procurar sinais da quinta força.

O desenvolvimento de instrumentos sensíveis o bastante para detectar efeitos tão sutis pode levar tempo. Enquanto isso, missões focadas em melhorar a capacidade de medição, passo a passo, podem preparar o caminho para testes mais ambiciosos.

Caso uma previsão clara surja a partir dos dados atuais e um experimento viável seja construído para testá-la, a busca poderá levar a uma descoberta importante. Uma evidência concreta de uma quinta força teria potencial para mudar a compreensão sobre gravidade, energia escura e o funcionamento fundamental do Universo.

Com informações Universe Today

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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