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Cidade submersa da Rota da Seda reaparece após 1.500 anos e arqueólogos revelam estruturas intactas, necrópole medieval e indícios de um centro comercial engolido por terremoto em lago ancestral

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 16/11/2025 às 16:26
Arqueólogos revelam cidade submersa da Rota da Seda no Lago Issyk Kul, trazendo à luz estruturas, necrópole e evidências de um centro comercial perdido
Arqueólogos revelam cidade submersa da Rota da Seda no Lago Issyk Kul, trazendo à luz estruturas, necrópole e evidências de um centro comercial perdido
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Expedição da Academia Russa de Ciências encontra vestígios preservados de uma cidade engolida após um terremoto, incluindo construções, artefatos e uma necrópole muçulmana do século XIII.

Arqueólogos revelaram uma descoberta extraordinária ao localizar uma vasta cidade submersa da antiga Rota da Seda no Lago Issyk Kul, no oeste do Quirguistão. A equipe da Academia Russa de Ciências mergulhou nas águas geladas desse lago alpino de 25 milhões de anos e encontrou vestígios de um centro urbano engolido após um terremoto devastador.

O achado ganhou destaque internacional porque o New York Post comparou o local a uma verdadeira Atlântida perdida.

Uma cidade engolida por um terremoto

Os pesquisadores identificaram os restos de um assentamento secreto que atuava como parada essencial para viajantes e comerciantes.

O local abrigava uma extensa necrópole muçulmana, o que reforça seu papel relevante ao longo da rota comercial que conectava Oriente e Ocidente.

A equipe realizou a investigação por meio de quatro camadas distintas do lago, o que permitiu mapear e documentar com precisão as estruturas preservadas.

Esse processo abriu caminho para estudos mais detalhados, que devem aprofundar o conhecimento sobre o complexo submerso.

Complexo Toru Aygyr e os primeiros achados

O sítio arqueológico, batizado oficialmente de complexo Toru Aygyr, fica perto da margem noroeste do Lago Issyk Kul.

Os arqueólogos mergulharam em águas rasas entre 1 e 4 metros, mas a pouca profundidade não diminuiu o impacto dos achados. A curta distância da costa contrastou com a profundidade histórica revelada pelas estruturas encontradas.

Segundo o The New York Post, essa primeira área ofereceu construções de tijolos cozidos, incluindo uma que preservava uma mó de moinho de grãos medieval. Embora muitas paredes tenham ruído, vigas de madeira permaneceram em condições notáveis, algo destacado pelos pesquisadores.

Além disso, o Heritage Daily relatou que a expedição identificou o que pode ter sido um edifício público de grande importância.

A estrutura levantou hipóteses sobre ser uma mesquita, um banho público ou uma madraça.

A área também incluía uma vasta necrópole do século XIII, composta por túmulos de tijolos de barro e formas retangulares ainda não interpretadas.

O New York Post descreveu esqueletos encontrados de bruços, voltados para o norte, em direção à qibla, de acordo com rituais tradicionais.

Evidências de um centro comercial estratégico

Valery Kolchenko, pesquisador principal da Academia Nacional de Ciências, confirmou a dimensão da descoberta ao identificar o local como uma cidade ou centro comercial relevante dentro da Rota da Seda. O New York Post descreveu o sítio como uma grande aglomeração comercial que prosperou durante mais de 1.500 anos, do século II a.C. até meados do século XV.

Durante esse período, mercadores negociaram seda, especiarias, metais e até conceitos essenciais que moldaram a história. Esse intenso fluxo fez da cidade um ponto estratégico dentro da rota comercial mais importante da época.

Um fim súbito e novos rumos para a pesquisa

A história do local terminou de forma abrupta. Um terremoto de grande magnitude fez suas estruturas colapsarem e afundarem sob o lago.

A equipe acredita que os moradores fugiram antes do desastre, deixando espaço para que grupos nômades ocupassem as ruínas em algum momento posterior.

Agora, Kolchenko e sua equipe trabalham para reconstruir essa cidade perdida. Os primeiros artefatos passam por análise detalhada, enquanto novos mergulhos devem ampliar o entendimento sobre o local.

A pergunta que guia os arqueólogos permanece aberta: que outros segredos essa cidade submersa ainda guarda?

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Douglas mattos
Douglas mattos
17/11/2025 11:04

Bom se descobrissem o nome real da cidade. Deve ter sido muito importante pra durar 1500 anos.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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