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Cidade gaúcha virou potência dos ônibus, com veículos circulando em mais de 140 países e unidades de produção espalhadas pelos cinco continentes, graças a uma fábrica que começou em 1949 com uma pequena oficina de 15 funcionários

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 13/07/2026 às 10:18 Atualizado em 13/07/2026 às 10:20
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Fundada em 1949 como Nicola & Cia., a fabricante cresceu apoiada pela indústria da Serra Gaúcha, diversificou modelos, instalou unidades nos cinco continentes e ampliou sua presença internacional ao longo de mais de sete décadas

A Marcopolo de Caxias do Sul começou em 6 de agosto de 1949 como uma pequena oficina formada por oito sócios e 15 funcionários. Mais de sete décadas depois, seus ônibus circulam em mais de 140 países, enquanto a empresa mantém unidades produtivas nos cinco continentes.

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Marcopolo de Caxias do Sul cresceu dentro de um polo industrial

Antes de a empresa ganhar mercados internacionais, Caxias do Sul já desenvolvia uma indústria ligada à produção de metais, máquinas e peças para veículos. Esse ambiente reuniu mão de obra treinada e fornecedores próximos das linhas de montagem.

Foi nesse cenário que surgiu a Nicola & Cia., nome original da Marcopolo. A oficina iniciou suas atividades em um pequeno galpão da Serra Gaúcha, com oito sócios e uma equipe de apenas 15 trabalhadores.

A estrutura industrial da cidade ajudou a empresa a ampliar sua capacidade produtiva. A proximidade entre fabricantes de peças, profissionais especializados e empresas do setor automotivo favoreceu a fabricação de carrocerias em maior escala.

Cidade gaúcha virou potência dos ônibus, com veículos circulando em mais de 140 países após empresa local nascer com apenas 15 funcionários
Imagem: Reprodução

Linha atende cidades, rodovias, escolas e turismo

A Marcopolo fabrica a carroceria, parte do ônibus onde ficam passageiros, bancos, janelas, portas e bagageiros. Essa estrutura pode ser montada sobre o chassi e a base mecânica produzidos por outra empresa.

A linha inclui ônibus urbanos, preparados para muitas paradas e grande circulação de passageiros, além de rodoviários destinados a viagens longas, que podem receber bagageiros, banheiros e poltronas maiores.

Também são produzidos micro-ônibus voltados ao turismo, transporte escolar, fretamento e trajetos com menor número de passageiros.

A empresa ainda trabalha com veículos elétricos e projetos movidos a gás, biometano e sistemas híbridos.

Os ônibus podem deixar a fábrica completamente montados, seguir apenas como carrocerias ou ser enviados desmontados. Nesse último formato, peças e conjuntos são finalizados perto do mercado onde o veículo será utilizado.

Cidade gaúcha virou potência dos ônibus, com veículos circulando em mais de 140 países após empresa local nascer com apenas 15 funcionários
Imagem: Reprodução

Expansão internacional exigiu produção adaptada

O avanço para outros países ocorreu com a busca por novos compradores, a instalação de unidades internacionais e a criação de veículos adaptados às características de cada mercado.

Um levantamento publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, registrou vendas de veículos completos e desmontados para mais de 100 países durante o processo de expansão da companhia.

A produção próxima aos clientes reduz distâncias e facilita entregas. A montagem local também permite que os ônibus sejam ajustados às normas e condições de cada região, incluindo mudanças no tamanho, nas portas e na posição do volante.

Por isso, nem todos os ônibus ligados à empresa são fabricados integralmente em Caxias do Sul. Parte do desenvolvimento permanece na cidade, enquanto outras etapas são realizadas em unidades instaladas no Brasil e no exterior.

Ônibus já circulam em mais de 140 países

Em 2026, a Marcopolo informou que seus veículos estavam presentes em mais de 140 países. A companhia também declarou possuir unidades produtivas distribuídas pelos cinco continentes.

O alcance internacional representa uma mudança de escala em relação à oficina fundada em 1949. Um veículo visto na África, na Europa ou na Ásia pode ter sido desenvolvido, produzido parcialmente ou ter sua origem industrial ligada à Serra Gaúcha.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da história institucional e da apresentação oficial da Marcopolo em 2026, além de levantamento publicado pelo Ipea, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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