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2 comentários 5 min de leitura

Ciclone já foi embora, mas o Brasil não ganha folga: corredor úmido da Amazônia e novos sistemas mantêm temporais no Sudeste e Centro-Oeste, com rajadas acima de 60 km/h e frente fria reforçando a virada

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 13/12/2025 às 23:03
Sudeste e Centro-Oeste seguem sob alerta com chuva forte, corredor úmido da Amazônia, ciclone afastado e nova frente fria reforçando os temporais.
Sudeste e Centro-Oeste seguem sob alerta com chuva forte, corredor úmido da Amazônia, ciclone afastado e nova frente fria reforçando os temporais.
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Mesmo longe da costa, o ciclone ainda impulsiona instabilidades e, somado ao corredor úmido da Amazônia, mantém temporais intensos no Sudeste e Centro-Oeste, com rajadas acima de 60 km/h, risco de alagamentos, queda de energia e frente fria reforçando a virada do tempo nos próximos dias em várias áreas urbanas.

Apesar de o ciclone extratropical que atingiu o Sul já ter se afastado para o centro do Atlântico Sul, o Sudeste e Centro-Oeste seguem em alerta nesta sexta-feira para temporais, chuva forte e rajadas de vento acima de 60 km/h, alimentados pelo calorão, pela umidade elevada e por novos sistemas atmosféricos que mantêm a atmosfera carregada em grande parte do país.

Segundo a meteorologista Aline Tochio, da Climatempo, em entrevista ao Show da Notícia, a combinação entre o corredor úmido que vem da Amazônia e perturbações em níveis médios da atmosfera deve manter o tempo instável ao longo do fim de semana e também a partir de segunda, terça e quarta-feira, quando uma nova frente fria deve reforçar a chuva e a queda de temperatura.

Ciclone se afasta, mas atmosfera continua carregada

Aline Tochio explica que o ciclone extratropical já não atua diretamente sobre o Brasil, porque se deslocou para o centro do Atlântico Sul.

Mesmo assim, os efeitos da circulação desse sistema ainda se somam a outros fenômenos, mantendo o padrão de tempo instável no Sudeste e Centro-Oeste e em parte do Norte.

De acordo com a meteorologista, há um corredor de ventos quentes e úmidos vindo da Amazônia, associado a perturbações em níveis médios da atmosfera.

Esse desenho meteórico favorece a formação de nuvens de tempestade, com potencial para chuva volumosa, descargas elétricas e ventania em diferentes estados.

Corredor úmido e novos sistemas alimentam temporais

Esse corredor úmido que sai da Amazônia funciona como uma “estrada” de umidade, transportando ar quente e carregado em direção ao interior do país.

Quando esse ar encontra o calor forte típico desta época do ano e as perturbações em altura, as nuvens de tempestade ganham força e se espalham rapidamente.

Aline ressalta que não se trata apenas de um resquício do ciclone, mas de vários sistemas atuando ao mesmo tempo, o que explica a persistência dos temporais mesmo depois do afastamento do sistema que provocou estragos no Sul do Brasil.

Sudeste e Centro-Oeste sentem os efeitos mais intensos

No Sudeste e Centro-Oeste, os impactos já aparecem com força. No estado de São Paulo, linhas de temporais provocam chuva intensa e rajadas de vento em diferentes regiões, incluindo o norte do estado, áreas próximas a Campinas e o interior rumo ao sul de Minas Gerais.

No Centro-Oeste, a instabilidade se espalha por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e pelo sul de Goiás, com possibilidade de transtornos em áreas urbanas, como pontos de alagamento e quedas de energia.

No Norte, o sul do Amazonas também entra na faixa de maior instabilidade, sob a influência do mesmo corredor úmido.

Segundo Aline Tochio, Rio de Janeiro e Espírito Santo também seguem com risco de chuva forte, principalmente entre a tarde e a noite, com rajadas de vento e descargas elétricas.

No Paraná, as instabilidades se concentram mais no norte do estado, mantendo o alerta para temporais localizados.

Sul tem trégua curta antes da nova frente fria

No Sul do Brasil, depois dos impactos severos do ciclone em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o fim de semana tende a ser mais tranquilo em parte da região, com redução de chuva e sensação de melhora temporária.

A trégua, porém, deve durar pouco. A partir de segunda-feira, novas instabilidades vindas da Argentina e do Paraguai voltam a atingir o Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e do Paraná, com risco de novos temporais.

Na terça-feira, a previsão é de avanço de uma nova frente fria, reforçando a chuva e provocando uma queda mais significativa das temperaturas.

Ainda de acordo com a meteorologista, o vento não deve atingir a mesma intensidade observada durante o ciclone, mas rajadas acima de 60 km/h já são suficientes para causar transtornos, derrubando árvores, danificando estruturas frágeis e provocando interrupções no fornecimento de energia.

Nordeste é exceção, com tempo mais seco e chuva fraca

Enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentam dias seguidos de instabilidade, o Nordeste vive uma situação diferente.

É a única região com cenário mais estável neste período, já que esta é a época do ano com menor volume de chuva em grande parte do interior nordestino.

Segundo a Climatempo, a faixa litorânea ainda pode registrar pancadas rápidas de chuva, intercaladas com períodos de sol.

Já áreas do oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão devem ter apenas chuvas isoladas, sem grandes acumulados, mantendo um quadro bem menos crítico em comparação com o restante do país.

Calor e noites abafadas seguem em São Paulo e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste

Na capital paulista, o tempo permanece abafado. A temperatura chegou a 28 °C nesta sexta-feira, e a chuva que caiu em diferentes bairros ajudou a derrubar os termômetros em alguns momentos, trazendo alívio temporário para quem enfrentou o calor mais forte ao longo do dia.

A queda mais consistente da temperatura, no entanto, só deve ser sentida a partir de quarta-feira, com a entrada da nova frente fria ligada ao sistema que avança pelo Sul.

Até lá, o Sudeste e Centro-Oeste seguem convivendo com calor, umidade elevada, noites mais quentes do que o normal e risco diário de temporais, especialmente no fim de tarde e início da noite.

Com o corredor úmido da Amazônia ativo, novos sistemas chegando e rajadas de vento que podem superar 60 km/h, especialistas reforçam a necessidade de acompanhar os alertas oficiais e redobrar o cuidado em áreas sujeitas a alagamentos, enchentes repentinas e quedas de árvores.

Na sua cidade, o tempo também está tão instável quanto no Sudeste e Centro-Oeste ou a situação por aí está mais tranquila?

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Keila
Keila
16/12/2025 09:47

Aqui em Paraisopolis Mg (sul de minas) ventos fortíssimos e chuvas intensas mas passageiras. O calor continua…

Isabela
Isabela
15/12/2025 20:18

Aqui na zona da Mata, o tempo de manhã e a tarde calor sufocante e à noite temporais e ventos de 60km por hora e refresca nas madrugadas.A cidade aqui é: Volta Grande _ Minas Gerais.

Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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