Ciclone extratropical provoca chuvas intensas, rajadas de vento e frente fria com queda de temperatura em vários estados do Sul do Brasil nesta semana
Um ciclone extratropical está se organizando no litoral sul do Brasil e vai dominar a semana com chuvas intensas, rajadas de vento de até 80 km/h e uma virada brusca no tempo para quem vive no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os modelos de previsão numérica já confirmaram o processo, e os efeitos começaram a ser sentidos ainda nesta segunda-feira, dia 20 de abril.
O que chama atenção não é só a força do sistema, mas a duração dele. Os impactos devem se estender de segunda a sexta-feira, afetando a costa leste catarinense, a região serrana e grande parte do território gaúcho. E tudo isso acontece enquanto o restante do Brasil central ainda sufoca debaixo de uma bolha de calor, criando uma dicotomia climática rara e preocupante.
Como o ciclone está se formando
Tudo começa com a queda brusca de pressão atmosférica sobre o Uruguai, a Argentina e o Rio Grande do Sul. Esse cenário favorece o que os meteorologistas chamam de ciclogênese, ou seja, o nascimento de um sistema ciclônico organizado.
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Na terça-feira, dia 21, já é possível observar o encontro de massas de ar quente e fria sobre o oceano, configurando a estrutura clássica de um ciclone extratropical. A partir daí, o sistema se afasta para alto mar, mas não sem antes deixar rastros de instabilidade sobre o solo brasileiro.
Chuvas intensas, dia a dia, o que esperar em cada momento
Segunda e terça-feira marcam o início da organização do sistema. Tempestades, rajadas de vento e chuvas já aparecem na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com risco elevado especialmente na região de Porto Alegre.
Na quarta-feira, dia 22, o ciclone já está consolidado em alto mar, mas sua influência sobre o território gaúcho é intensa. As frentes de ar avançam e as chuvas intensas podem ser significativas sobre toda a região.
A quinta-feira é apontada como um dos dias mais críticos da semana. A frente fria avança com força, derruba as temperaturas na serra gaúcha e catarinense e empurra um corredor de umidade que chega até o Paraguai. É quando a mudança no tempo se torna mais perceptível para a maioria das pessoas.
Mesmo na sexta-feira, resquícios do sistema ainda atuam sobre a costa de Santa Catarina e o litoral gaúcho, mantendo o risco de chuvas e instabilidade atmosférica.
Queda de temperatura e impacto na serra
Um dos efeitos mais aguardados é a entrada de ar frio na região serrana entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As temperaturas devem cair de forma mais acentuada nessa área, trazendo alívio para quem já sofre com o calor, mas também risco para quem não se preparar para a virada.
O sistema não deve, no entanto, conseguir derrubar as temperaturas nas regiões mais centrais do Brasil. A bolha de calor segue firme no Centro-Oeste e parte do Sudeste, reforçando o contraste climático que marca este outono de 2026.
Mar agitado e riscos para o litoral
Além das chuvas e dos ventos, o estado do mar muda drasticamente com a passagem do ciclone. Pescadores, banhistas e moradores do litoral precisam redobrar a atenção nos próximos dias. Rajadas de até 80 km/h têm potencial para causar danos materiais e colocar em risco atividades ao ar livre.
O que os especialistas observam é que a dinâmica atmosférica deste outono de 2026 está especialmente agressiva. A combinação entre bloqueios atmosféricos, anomalias térmicas no Atlântico e a formação de sistemas ciclônicos costeiros cria um cenário que exige atenção redobrada das autoridades e da população.
Enquanto o norte e o nordeste do Brasil encaram chuvas abundantes pela atuação da Zona de Convergência Intertropical, o sul enfrenta a violência do ciclone e o Centro-Oeste ferve sob a bolha de calor. O Brasil inteiro, cada um à sua maneira, está sendo testado pelo clima nesta semana.
Você já se preparou para as mudanças no tempo na sua região, ou ainda não sabia da chegada desse sistema?


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