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Chuva já passou do limite no RS, e agora vem o pior: ciclone extratropical e rajadas de 80 a 100 km/h, com risco de alagamentos, falta de luz e ressaca no litoral gaúcho amanhã

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Escrito por Carla Teles Publicado em 07/04/2026 às 14:43 Atualizado em 07/04/2026 às 14:46
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Ciclone no Rio Grande do Sul traz vento, rajadas e ressaca; veja riscos e por que o alerta muda da chuva para o mar.
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Meteorologista alerta que o ciclone ganha força no oceano, amplia o vento no Sul, mantém risco de alagamentos e ainda pode trazer ressaca no litoral gaúcho

A chuva já acumulou volumes altos no Rio Grande do Sul, e a atenção muda de foco porque o ciclone começa a comandar o cenário nas próximas horas. A meteorologista Estel Sias explica que, depois de um período de instabilidade com nuvens muito carregadas, o risco principal passa a ser o vento ligado ao ciclone.

Mesmo com chuva ainda atingindo áreas do estado, o alerta é claro: a queda acentuada da pressão atmosférica organiza a circulação de vento e acelera rajadas fortes, com impacto mais sensível na metade leste do RS e no litoral. O ciclone extratropical também aumenta o risco de falta de luz, quedas de árvores e destelhamentos, além de ressaca.

Quanto já choveu e por que a situação ficou crítica

O acompanhamento mostra que choveu bastante em diferentes regiões do RS nas últimas 24 horas. Entre os acumulados citados estão 117 mm em Sobradinho, 114 mm em Lagoa Bonita do Sul, 90 mm em Santa Maria, 72 mm em Alegrete, 71 mm em Quaraí, 67 mm em São Borja, além de Itaqui com mais de 100 mm, Santo Ângelo com 80 mm e Tupanciretã com 105 mm. Em áreas entre Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari, o volume citado fica em torno de 50 mm.

Esses dados são atribuídos a medições de instituições com pluviômetros e estações meteorológicas, incluindo Simagro, Inmet e Semade, além de estações particulares em diversos municípios.

A leitura é que o ambiente favoreceu nuvens com grande desenvolvimento vertical, capazes de produzir chuva forte e temporais.

Por que agora o ciclone vira o principal risco

A explicação central é a queda forte da pressão atmosférica no norte do Uruguai, que forma uma área de baixa pressão e cria uma espécie de “pista” de vento ao redor desse sistema. É essa mudança que faz o vento aumentar, com potencial de rajadas mais intensas ao longo do período.

Na prática, o alerta aponta que, a partir de agora, o ciclone passa a organizar o vento de forma persistente, principalmente no centro leste do Uruguai, na Campanha, na Zona Sul do RS e no entorno da Lagoa dos Patos.

O ciclone não atua só em um ponto, ele amplia a área de impacto, mesmo que a faixa mais crítica fique concentrada no litoral e em áreas específicas de relevo.

Onde a chuva ainda preocupa e quando o vento piora

Mesmo com o vento ganhando protagonismo, a chuva não sai de cena. A previsão destacada indica manutenção de instabilidade na metade leste e norte do RS, com possibilidade de atingir também Santa Catarina e parte do Paraná.

Para a Grande Porto Alegre, a projeção mencionada aponta que o período mais crítico para volume de chuva tende a ocorrer entre a noite de terça e as primeiras horas da madrugada de quarta, com risco de alagamentos.

Na sequência, o vento acelera e o ciclone reforça o desconforto e o risco de danos, especialmente em áreas litorâneas.

Rajadas de 80 a 100 km/h e as áreas mais expostas

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O cenário descrito mostra rajadas fortes tanto no Uruguai quanto no RS. No setor leste do Uruguai e no extremo sul gaúcho, as rajadas podem alcançar 100 km/h. No RS, aparece um quadro amplo com rajadas de 40 a 60 km/h em grande parte do estado, além de pontos com 70 a 80 km/h.

O alerta reforça que o trecho mais sensível fica no litoral sul gaúcho e no entorno da Lagoa dos Patos, com vento persistente.

Também há menção a rajadas de 80 km/h no paredão da Serra do Mar e em áreas de altitude, como Campos de Cima da Serra e Planalto Sul Catarinense. O ciclone amplia a abrangência, mas a faixa de vento mais perigosa tende a ser mais restrita e concentrada.

Ciclone no oceano e pressão baixa no centro do sistema

A previsão citada indica que, na manhã de quarta-feira, o ciclone extratropical se configura no oceano com pressão no centro em torno de 990 pascais, caracterizando um sistema relativamente intenso.

Com isso, o vento associado ao ciclone se mantém forte ao longo do dia, especialmente no litoral do RS, onde as rajadas podem ficar entre 80 e 100 km/h no trecho mais crítico.

Também aparece um aviso importante para quem depende do mar: com o vento mais forte dentro do oceano, a navegação marítima não é recomendada na madrugada de quarta-feira.

Ressaca no litoral e risco de falta de luz

O texto destaca um efeito típico desse padrão: o vento no entorno da baixa pressão empilha a água contra a costa. É por isso que o ciclone aumenta o risco de ressaca marítima na quarta e na quinta, atingindo Uruguai, litoral gaúcho e podendo alcançar parte do litoral de Santa Catarina.

Além da ressaca, o impacto mais esperado no RS envolve queda de árvores, destelhamentos e falta de luz, com risco mais concentrado no leste e sul gaúcho, especialmente no sul do estado. Mesmo onde o vento não atingir o pico máximo, o ciclone pode derrubar a sensação térmica e deixar a quarta-feira mais hostil.

Você já passou por um ciclone com rajadas fortes assim na sua cidade e chegou a ficar sem luz, ou acha que desta vez o ciclone vai causar pouco impacto?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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