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China testa o DF-ZF, planador hipersônico capaz de voar entre Mach 5 e Mach 10, percorrer até 2.500 km acoplado ao DF-17 e realizar manobras aerodinâmicas por centenas de quilômetros fora de trajetórias balísticas tradicionais

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 05/02/2026 às 14:41
Atualizado em 06/02/2026 às 19:17
Assista o vídeoChina testa o DF-ZF, planador hipersônico capaz de voar entre Mach 5 e Mach 10, percorrer até 2.500 km acoplado ao DF-17 e realizar manobras aerodinâmicas por centenas de quilômetros fora de trajetórias balísticas tradicionais
China testa o DF-ZF, planador hipersônico capaz de voar entre Mach 5 e Mach 10, percorrer até 2.500 km acoplado ao DF-17 e realizar manobras aerodinâmicas por centenas de quilômetros fora de trajetórias balísticas tradicionais
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DF-ZF é o planador hipersônico chinês integrado ao DF-17, com velocidades entre Mach 5 e 10, alcance de até 2.500 km e manobras evasivas que desafiam escudos antimísseis modernos.

O DF-ZF, também conhecido em fases iniciais como WU-14, é o veículo planador hipersônico desenvolvido pela China para operar acoplado a um míssil balístico de alcance intermediário, o DF-17. Diferentemente de um míssil balístico tradicional, que segue uma trajetória previsível após o lançamento, o DF-ZF separa-se do foguete propulsor em alta altitude e passa a planar dentro da atmosfera em velocidades hipersônicas, alterando curso, altitude e vetor de ataque ao longo do trajeto.

Essa mudança de conceito é central. O DF-ZF não depende de uma trajetória parabólica rígida. Ele voa em regime atmosférico superior, explorando sustentação aerodinâmica em velocidades extremas para permanecer fora do envelope de interceptação dos sistemas antimísseis convencionais.

Velocidade hipersônica sustentada entre Mach 5 e Mach 10

Dados técnicos divulgados por fontes militares e análises independentes indicam que o DF-ZF opera em uma faixa de velocidade entre Mach 5 e Mach 10, o que corresponde a algo entre aproximadamente 6.000 km/h e mais de 12.000 km/h, dependendo da altitude e do perfil de voo.

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Essa velocidade não é apenas um pico terminal. O diferencial do DF-ZF é a capacidade de manter o regime hipersônico durante grande parte da fase de planagem.

Isso reduz drasticamente o tempo de reação do alvo e limita a eficácia de radares, sensores infravermelhos e sistemas de comando e controle desenhados para lidar com ameaças balísticas previsíveis.

Alcance total de até 2.500 km no conjunto DF-17 + DF-ZF

O alcance operacional do sistema completo, considerando o lançamento pelo míssil DF-17 e a fase de planagem do DF-ZF é estimado entre 1.800 km e 2.500 km.

Essa distância coloca o sistema em uma categoria estratégica regional, com capacidade de atingir alvos em profundidade a partir do território chinês sem necessidade de plataformas avançadas.

O ponto crucial é que parte significativa desse alcance ocorre na fase de planagem atmosférica, não apenas na subida balística. Isso amplia a flexibilidade tática e permite múltiplos perfis de ataque contra diferentes tipos de alvos.

Manobras aerodinâmicas por centenas de quilômetros

Ao contrário de mísseis balísticos clássicos, o DF-ZF não desce em linha previsível. Após a separação do foguete propulsor, o planador entra em voo hipersônico sustentado e executa manobras aerodinâmicas ao longo de centenas de quilômetros.

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Essas manobras incluem variações laterais de trajetória, ajustes de altitude e mudanças no ângulo de ataque, tudo isso mantendo velocidades extremas. O objetivo não é apenas evasão pontual, mas a quebra completa dos modelos matemáticos usados por sistemas antimísseis para prever o ponto de interceptação.

Na prática, isso significa que radares podem detectar o lançamento, mas não conseguem calcular com precisão onde e quando o DF-ZF atingirá o alvo.

Perfil de voo fora da lógica balística tradicional

O DF-ZF opera em uma faixa de altitude inferior à de ogivas balísticas clássicas, mas superior à maioria dos mísseis de cruzeiro. Esse “limbo atmosférico” é uma das razões pelas quais o sistema é tão difícil de interceptar.

Ele voa alto demais para defesas aéreas convencionais e baixo demais para sistemas antimísseis projetados para engajar alvos exoatmosféricos. Ao mesmo tempo, sua velocidade inviabiliza soluções baseadas apenas em interceptores cinéticos tradicionais.

Integração direta com o míssil DF-17

O DF-ZF não é um projeto isolado. Ele foi desenvolvido desde o início para operar acoplado ao DF-17, um míssil balístico de alcance intermediário projetado especificamente para lançar veículos planadores hipersônicos.

Essa integração garante confiabilidade operacional, repetibilidade de testes e rápida incorporação à força de mísseis chinesa. O DF-17 fornece a aceleração inicial e o envelope de lançamento ideal para que o DF-ZF entre em regime hipersônico com máxima eficiência.

Papel do DF-ZF na doutrina militar chinesa

O DF-ZF se encaixa perfeitamente na estratégia chinesa de negação de acesso e área, conhecida como A2/AD. O sistema é pensado para atingir alvos de alto valor, como bases militares, centros de comando, instalações estratégicas e, principalmente, plataformas navais avançadas.

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Ao reduzir drasticamente a capacidade de defesa antimíssil adversária, o DF-ZF altera o cálculo de risco de qualquer força que opere próxima às zonas de interesse estratégico da China.

Ogiva e flexibilidade de emprego

Embora detalhes oficiais não sejam divulgados, o DF-ZF é considerado compatível tanto com ogivas convencionais de alta precisão quanto com ogivas nucleares. Essa ambiguidade faz parte do efeito dissuasório do sistema.

A possibilidade de emprego convencional permite ataques de precisão em conflitos limitados, enquanto a opção nuclear eleva o DF-ZF ao patamar de vetor estratégico, integrando-o ao núcleo duro da dissuasão chinesa.

Por que o DF-ZF preocupa Estados Unidos e aliados

A introdução operacional do DF-ZF representa um desafio direto aos sistemas antimísseis atualmente em serviço. Escudos baseados em previsibilidade balística, como interceptores exoatmosféricos e defesas de meio-curso, perdem grande parte da eficácia diante de um alvo manobrável em regime hipersônico.

Além disso, o DF-ZF acelera uma corrida tecnológica global, forçando outras potências a investir em sensores de nova geração, interceptores hipersônicos e armas de energia dirigida.

O DF-ZF como símbolo da nova corrida hipersônica

Mais do que um míssil ou um planador isolado, o DF-ZF simboliza uma mudança estrutural na guerra estratégica.

Ele marca a transição de um mundo baseado em trajetórias previsíveis para um cenário dominado por velocidade extrema, manobra contínua e imprevisibilidade.

Ao colocar em serviço um sistema capaz de voar a Mach 5–10, percorrer até 2.500 km e manobrar por centenas de quilômetros dentro da atmosfera, a China consolida sua posição como uma das protagonistas centrais da nova era hipersônica, forçando o restante do mundo a se adaptar a um ambiente de ameaça radicalmente diferente.

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Fernando Souza de Oliveira
Fernando Souza de Oliveira
08/02/2026 16:57

Será que o homem é inteligente mesmo?
Tenho lá minhas dúvidas, fazer armas que pode destruir o planeta. No passado a inteligência humana, tinha um objetivo em prol a sobrevivência, e hoje só trás a morte.

Vanderlan
Vanderlan
06/02/2026 22:46

Havia a previsão de a China se tornar a 1ª potência mundial (nuclear, e em PIB), ao meu entender já foi concluída essa etapa, e acredito ser bom p/ manter o equilíbrio global.

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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