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Fim dos apagões na rede elétrica: China desenvolve tecnologia que faz apagões durarem apenas 0,1 segundo

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/01/2026 às 23:25 Atualizado em 08/01/2026 às 23:28
China reduz tempo de resposta a falhas na rede elétrica para 0,1 segundo com nova tecnologia aplicada ao maior sistema do mundo.
China reduz tempo de resposta a falhas na rede elétrica para 0,1 segundo com nova tecnologia aplicada ao maior sistema do mundo.
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Após mais de uma década de cooperação entre universidades, estatais do setor elétrico e empresas de automação, a China desenvolveu um sistema capaz de identificar falhas, isolar trechos da rede e restabelecer o fornecimento de energia em apenas 0,1 segundo, frente a apagões que em outros países podem durar horas

Uma colaboração de longo prazo na China reduziu o tempo de resposta a falhas na rede elétrica para 0,1 segundo, após mais de dez anos de pesquisa conjunta, fortalecendo a resiliência do maior sistema elétrico do mundo diante da expansão de fontes intermitentes e do crescimento acelerado da demanda.

Resposta ultrarrápida e contexto da rede elétrica

A iniciativa chinesa alcançou a marca de 0,1 segundo para isolar falhas e restabelecer o fornecimento de energia. Em outros países, apagões decorrentes de falhas na rede podem levar horas para serem resolvidos, dada a natureza centralizada do fornecimento elétrico.

À medida que a eletricidade sustenta aquecimento, refrigeração e transporte, cresce a necessidade de infraestrutura capaz de suportar essa transição. A energia provém de fontes hidrelétricas, solares, nucleares, térmicas e eólicas, distribuídas por redes regionais e nacionais interligadas.

A centralização do sistema amplia riscos quando ocorre uma falha. Apagões resultantes podem se prolongar, exigindo mecanismos de recuperação mais eficientes, sobretudo com a maior participação de fontes intermitentes como solar e eólica.

Evolução tecnológica e sistemas anteriores

O novo avanço dá sequência a uma iniciativa proativa anterior da estatal de distribuição, que utilizou inteligência artificial para restabelecer o fornecimento em 3 segundos. Essa solução foi implementada em 2022, mas tornou-se insuficiente diante das mudanças na composição da rede.

Com a transformação do sistema elétrico ao longo dos anos, a China precisou desenvolver um mecanismo de recuperação ainda mais resiliente. A meta foi reduzir drasticamente o tempo de resposta, ampliando a capacidade de lidar com flutuações rápidas e complexas.

O trabalho contínuo permitiu atingir uma janela de cem milissegundos para o isolamento e a restauração, estabelecendo um novo patamar operacional para redes de grande escala, segundo relato do South China Morning Post.

Colaboração institucional e escopo do projeto

A equipe reuniu pesquisadores de universidades como Tianjin e Shandong, além da State Grid Beijing Electric Power, da NR Electric e da Beijing Sifang Automation.

Instituições acadêmicas, fabricantes de equipamentos, a rede elétrica nacional e empresas de automação trabalharam juntas por mais de uma década. A colaboração sustentada foi decisiva para transformar pesquisa em aplicação prática em larga escala.

A tecnologia desenvolvida permite isolar falhas e resolver a identificação de microcorrentes em níveis de cem miliamperes. Esse ponto era um desafio técnico relevante para a estabilidade do sistema e para a recuperação em alta velocidade.

Integração de fontes intermitentes e restauração

Ao identificar rapidamente falhas de microcorrente, o sistema equilibra a energia de fontes imprevisíveis e direciona eletricidade por diversas redes. Isso reforça a proteção e a restauração de alta velocidade, reduzindo impactos de interrupções.

O aumento de geração solar e eólica eleva o risco de instabilidades. Nesse cenário, redes precisam de sistemas de recuperação altamente eficientes, capazes de responder em frações de segundo para evitar apagões amplos.

A solução chinesa foi concebida para operar em um ambiente com múltiplas fontes, garantindo respostas coerentes mesmo sob variações rápidas. O resultado é uma rede mais resilente, preparada para oscilações frequentes.

Escala da demanda e importância estratégica

Prevenir um grande apagão ou restabelecê-lo rapidamente é um objetivo comum às redes elétricas. Na China, a importância é ampliada pela escala: o país possui a maior rede do mundo e gera o dobro da energia dos Estados Unidos.

Em 2025, a projeção indicava que o consumo total de eletricidade ultrapassaria 10 trilhões de quilowatts-hora, superando o consumo combinado da União Europeia, Rússia, Japão e Índia em 2024.

Com a demanda em expansão, a China adiciona múltiplas fontes em ritmo acelerado. O Interesting Engineering tem acompanhado a entrada em operação de novas usinas nucleares, além da implantação das maiores usinas solares e eólicas e de um grande projeto hidrelétrico no Tibete.

Exportação e aplicações futuras

A tecnologia utilizada nos setores de energia e transporte ferroviário já foi exportada para 12 países. A experiência acumulada deve apoiar a construção de equipamentos de energia mais inteligentes no futuro.

Ao combinar pesquisa acadêmica, indústria e operação em larga escala, a China consolidou um sistema de resposta ultrarrápida. O resultado reduz riscos sistêmicos e amplia a capacidade de adaptação da rede às exigências crescentes do consumo elétrico globla..

Fonte: Notícias da China.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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