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China joga seus computadores super potentes e gigantescos no fundo do oceano gelado para economizar energia elétrica, criando um sistema maluco que descarta o uso de água doce e não gasta espaço nas nossas cidades superlotadas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/05/2026 às 23:09
Um módulo do data center subaquático na China sendo colocado no mar.
Um módulo do data center subaquático na China sendo colocado no mar.
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A inovadora instalação submarina na costa de Xangai aproveita a energia eólica offshore e o resfriamento passivo do oceano para processar cargas complexas de inteligência artificial, superando desafios extremos de engenharia para promover eficiência energética sem depender da infraestrutura terrestre.

A China iniciou a operação comercial do primeiro data center subaquático offshore movido a energia eólica do mundo, em Xangai. Esta estrutura resistente à alta pressão descarta elementos frágeis como o material de seda.

O projeto de 226 milhões de dólares foi implementado na Área Especial de Lingang. A construção foi concluída em outubro de 2025, e as operações completas iniciaram na semana passada, após avaliações preliminares.

Operação submarina sem material de seda

Posicionado próximo ao parque eólico offshore, o sistema abriga quase dois mil servidores dentro de módulos resistentes à pressão. O data center atende clientes importantes como a China Telecom, que implantou localmente seus clusters de GPU.

Os computadores processam cargas robustas de inteligência artificial, anotação de big data e desenvolvimentos de grandes modelos de linguagem. As operações ocorrem diretamente no fundo do oceano, extraindo eletricidade a partir de fontes renováveis dedicadas.

O resfriamento térmico ocorre passivamente utilizando a água do mar da área circundante. O ar quente interno converte o refrigerante dos tubos de cobre em gás, que flutua, troca calor com o oceano e retorna líquido pela gravidade.

Eficiência técnica e os desafios submarinos

Com uma eficácia de energia de 1,15, a instalação alcança ótima eficiência. Os construtores confirmam que o projeto diminui o consumo elétrico em 22,8%, extingue o uso de água doce e poupa noventa por cento de terra.

Contudo, os operadores enfrentam imensos obstáculos como a corrosão salina e a vedação duradoura. A manutenção complexa demanda estruturas seladas confiáveis, monitoramento digital distante e muita redundância para atenuar as possíveis taxas de falha do maquinário.

O modelo chinês sucede projetos experimentais anteriores da Microsoft nas Ilhas Órcades e Califórnia. O setor procura alternativas oceânicas de resfriamento, distantes da fragilidade de um material de seda, para suportar a crescente infraestrutura tecnológica do globo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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